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queremlaver

contactoclaudiaoliveira@gmail.com

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NÃO COMPRO MAIS

 

 

 

O meu lado consumista diminuiu drasticamente depois de estar um ano sem fazer compras. Ter a minha família, casa e carro contribuíram bastante. Tive de fazer escolhas. Primeiro foram estes os motivos. Depois acabei por sentir-me afectada pelo consumismo da sociedade exposto em todas as redes sociais e encontei um lado b confortável e equilibrado. Uma forma de salvaguardar os meus e o futuro deles. Assim como o planeta. Comecei a ficar preocupada verdadeiramente e aberta para encontrar explorar essas questões. Comecei por ver documentários, procurar muita informação. E foi apenas a ponta do icebergue. Verdade seja dita, há um mundo inteiro para explorar. Há infindáveis respostas para atenuar a exploração dos meios ambientais e humanos. Com a minha caminhada passei a valorizar outras coisas e parei de comprar algumas coisas. É exactamente isso que venho mostrar, o que parei de comprar. 

 

 

- jornais,revistas e afins

era viciada em revistas de moda. VICIADA. comprava tudo. a senhora da papelaria já me conhecia e tudo. Depois desfolhava por alto e acabavam acumuladas numa enorme pilha ao canto do quarto. Em dias de limpezas iam para o lixo. Agora aproveito os blog e o youtube para me colocar a par das novidades e tendências. 

 

- óculos de sol

não compro mais. tenho o mesmo par de óculos há bastante tempo e está tudo bem. 

 

-relógios

vejo sempre as horas no telemóvel mesmo com o relógio no pulso. não preciso. e sinceramente detesto ter os pulsos cheios de acessórios, não me dá jeito nenhum quando estou no escritório em frente ao computador. 

 

-capas para telemóvel 

antes tinha uma para cada dia da semana. qual era a necessidade? deixei-me disso. agora nem sequer uso, adoro o meu telemóvel simples e despido de cor. 

 

-desodorizante

ups, e agora? como assim? Verdade, uso um produto biológico muito comum nas nossas cozinhas: bicarbonato de sódio. Não tem alumínio nem afecta a minha saúde. É estranho? Para mim não é, é impecável e todos os vossos desodorizantes têm (para além de diversos químicos). Mas não sou a única, muitas pessoas fazem o mesmo. Procuro sempre gastar o meu dinheiro com produtos amigos do ambiente e da minha saúde. Desde produtos para cabelos, corpo e afins. Talvez um dia fale nos produtos que uso.

 

- acessórios

nunca mais comprei uma carteira na vida. Uso uma bolsa antiga perfeitamente em condições há uma série de anos de uma marca desaparecida em Portugal. Lembram-se da Naf Naf?

 

- agendas

com o Bullet Journal a minha vida mudou completamente. Antes tinha duas agendas, uma para o emprego e outra pessoal. Agora estou muito mais organizada e leve com apenas um caderno dentro da mala.

 

-canecas e copos de bebidas

não preciso de mil. chegam muito bem uma quantidade pequena. 

 

-vernizes

pois é, deixei de pintar as unhas. só as arranjo. tinha de andar sempre a retocar. quando quero uma cor pinto num tom nude. não ligo nada a essas coisas e passei a não gostar de me ver com unhas coloridas e tal. 

 

E vocês? Há alguma coisa que tenham deixado de comprar ao longo do tempo?

UM QUARTO COM VISTA

 

 

 

Tem sido uma semana cansativa. A pedir todas as minhas forças físicas e mentais. No meio desta confusão ainda me meti em mais. Decidi tornar a minha casa num espaço ainda mais clean. Hoje foi dia de tirar a cómoda grande do quarto. Agora a parede onde fica a janela está vazia. Tanta luz e espaço. Pintava num tom quente a cómoda, mas preciso de fazer outras coisas antes de avançar. Mas vai ficar bom, e eu estou seriamente em começar a gravar uns vídeos dentro desta temáticas. O meu canal é sobre livros, mas sempre tive vontade de estender o canal para outras temáticas (quem seguiu o VEDA sabe).  A vontade está a ganhar forma e com novos objectivos faz mais sentido. Falar no curso, no espaço de estudo, como faço para estudar e cuidar da minha família e de mim. Agora preciso de encontrar um grande momento de inspiração para ter ideias fantásticas. Mas hoje pretendo terminar o dia em modo zen e com chá frio. 

ESVAZIAR A CASA E MÉTODO MONTESSORI

 

Quero desfazer-me de um móvel no quarto e outro na sala. Quero libertar-me e conceder mais espaço livre à minha vida. Ando realmente a pensar nisto e preciso de meter mãos à obra. Ao desocupar uma parede sinto que posso substituir por boas energias. Também posso reutilizar e pintar de outra cor. Mas ando tão fartinha e móveis. Gostava tanto de ter uma casa minimalista. Com luz, sem pó. Andei a ver algumas ideias no Pinterest (adoro!)

 

 Aliás, esvaziava a minha casa e punha só o essencial. Sério. É essa vibe neste momento. Demasiada tralha, atrapalha. E eu olho à volta só tenho tralha para arrumar, por mais que destralhe todas as divisões. Portanto, alguma não está a funcionar ou eu não estou a fazer as coisas em condições. 

 

Outro problema que se levanta é entreter as crianças até à hora de dormir. Não acho muita graça ao facto de passarem muito tempo em frente à televisão e passo a vida a tentar criar formas da televisão ficar excluída. Ontem preparei dois jogos para a mais pequena. Conhecem o método Montessori ? Estas imagens abaixo são da internet, mas agarrei numa caixa das batatas pringles e fiz uma espécie de mealheiro. A Francisca achou graça e explorou o brinquedo até à hora de jantar. É uma boa ideia. Ando a ver como se faz umas massas caseiras para eles brincarem e até já comprei um corante para dar cor. Na semana passada comprei lã e fiz uns pompons, mas a casa ficou cheia de lã e ainda conseguirem dar nós aos novelos que eu comprei. A mais pequena aprendeu a palavra "pompom", foi engraçado. 

 

 

EU, OS LIVROS E OS OUTROS

 

por saber o tempo precioso repenso os livros na estante à espera. desconfiada dos meus gostos literários presumo que ando a perder os melhores enquanto folheio os razoáveis. pego no Victor Hugo inacabado, sinto que deixei a meio os melhores. talvez por isso, no próximo mês, pretendo fazer desta minha fase um projecto, voltar a eles. talvez esteja pronta. talvez tenha chegado o momento certo. 

 

Nossa Senhora de Paris, Victor Hugo

Uma História de Amor e Trevas, Amos Oz

Mulheres que Correm com os Lobos, Clarissa Pinkola Estes

Crime e Castigo, Dostoiévski

O Filho, Philip Meyer

 

fiz uma escolha aprumada dos livros que pertencem ao pequeno grupo "não gostei e não pretendo guardar nem reler" e  "não faz mais sentido estar na estante, perdi a vontade de ler". quero de facto contribuir para uma boa biblioteca pessoal, nunca foi intenção coleccionar livros como meros objectos decorativos. nunca fui muito agarrada aos meus livros (excepto os favoritos e inspiradores), sempre tive facilidade em doar às bibliotecas de forma a dar oportunidade a outros leitores. já distribui livros pelas ruas com um bilhete surpresa. já ofereci livros a pessoas apaixonadas por livros. fico feliz. reparei que a maior parte das pessoas nem sequer leram os livros depois de terem pedido para ficar com eles. mais olhos do que barriga. não resistem a borlas. fico triste. talvez por isso tenha decidido oferecer apenas a uma ou duas pessoas. mais vale estarem na biblioteca em vez de parados em outra estante. 

 

ando a limpar os livros "to read" no goodreads, ando a colocar novos livros também. os meus gostos literários mudaram a olhos vistos. apago os livros comprados impulsivamente por estarem a um preço sorridente. resisto a borlas. só me falta deixar de influenciar pelo marketing. vejo cada vez mais bons programas literários e leio jornais com boas sugestões. visito as bibliotecas e levo sempre livros para casa. resisto às promoções 2+1. continuo firme e forte no meu desafio 5+1 (só compro um depois de ler cinco). as parcerias com as editoras ajudam muito, não nego. resisto e só peço mesmo mesmo aquilo que quero ler (algumas editoras enviam livros sem pedir, leio se quiser).

 

 

não há falta de espaço para novos, nem usados. há filas intermináveis de histórias e personagens carismáticas nas minhas estantes. a feliz possibilidade de comprar livros agora que ganho o meu próprio dinheiro em vez de esperar pelo natal para receber um livrinho novo embrulhado em papel vermelho. é o melhor no mundo dos adultos. de resto, continuo a preferir as noites em que prolongava os momentos de leitura sem medo de me atrasar em pleno julho. tudo o que me esperava era mais um dia de brincadeira na rua. 

 

sei o que não quero ler. cada vez mais. sei de quem devo aceitar indicações e como quero a minha biblioteca pessoal. o meu gosto literário está cada vez mais evidente, marcado por algumas características mostra-me a leitora que sou hoje. em constante transformação.

Minimalismo | Como tudo começou

 

Tenho tanto para partilhar convosco. Nestas últimas semanas tenho dedicado a minha atenção ao estudo. Sou uma auto didacta e gosto de aprender. A minha curiosidade pelas mais diversas áreas faz-me estudar. Gosto de alargar os meus horizontes. Seja através de livros, filmes, documentários, internet... No futuro através de viagens. Devido à minha sede pelo conhecimento, rodeio-me sempre (quase sempre, vá) de pessoas com interesses diversos para aprender com elas. Absorvo tudo e escolho o que mais se identifica comigo. Não saio por aí a converter-me a todas as religiões. Sem extremismos, please. 

 

Há ano e pouco descobri o minimalismo. Não tinha um nome. Só percebi mais tarde que a minha atitude de estar sem consumir por um ano era chamado de minimalismo. Comecei a procurar tudo sobre o assunto e senti-me perto de algo com que me identificava. Estar sem consumir mudou a minha vida. Mudou-me como pessoa. Senti necessidade de mudar porque a minha vida ficou diferente com a chegada dos meus filhos. Eu fiquei diferente. Eu comecei a ver o que realmente interessava. O brilho do consumismo não era para mim, eu já não era assim. Já não sou. Eu de facto acho um desperdício de dinheiro comprar roupa sem fim, encher os armários e não usar metade. Não me identifico de todo. Quando sinto que estou errada faço por mudar. De facto, enfrento os meus defeitos e tento.

 

O meu único problema em relação ao consumismo sempre foram os livros, mas também estou a fazer por mudar. Na verdade nunca vi isso como um problema grave porque leio bem mais do que aquilo que compro. Mas é. Outro problema é a necessidade de ter um telemóvel sofisticado, com uma boa câmara.  Sinto que preciso disso para trabalhar nas áreas que mais gosto. Será que preciso?

 

Por saber que era consumista de uma forma desequilibrada ponderei testar-me. Nada melhor para o auto conhecimento. Eu faço isso frequentemente e descubro sempre várias coisas sobre mim. Aliás, eu gosto de sair da zona de conforto para ver mais além. Leio livros fora da minha zona de conforto, vejo filmes que nunca estiveram na minha lista. Juro, não há nada melhor do que enfrentar o desconhecido. Nunca me ouvirão dizer, "não consigo" sem tentar. E rodeada de todos estes factores, pus mãos à obra numa altura mais fácil. Foi durante a gravidez da minha segunda filha que decidi ficar um ano sem comprar roupa, calçado e acessórios. 

 

Mais fácil porque estaria muito tempo em casa a cuidar dela e não precisava de roupa nova para enfrentar encontros sociais ou outro tipo de eventos. Mas enganei-me, não foi a altura mais fácil. Foi o ano mais movimentado de sempre. Fiz inúmeras coisas, saí imenso e conheci muito. Mas continuava a não precisar de roupa. Interessante não é? Tive ajuda de uma amiga minha que me ofereceu várias peças. Deu para fazer uma revisão ao guarda-roupa no inicio do projecto. No entanto, fiz uma valente selecção e escolhi apenas peças importantes. 

 

Como não fiquei satisfeita, aderi recentemente ao armário cápsula. Já fiz a selecção das peças ( no entanto, preciso de diminuir). Para tornar o compromisso mais sério, resolvi revelar-vos quais foram as peças e fazer um update no final do primeiro mês. O que acham?

 

Estar um ano sem comprar roupas foi o pontapé de partida para a grande mudança.  O que mudou de facto? Vou contar tudo brevemente. Como vos disse, estou cheia de ideias para escrever no blog. Eu não quero seguir um estilo de vida minimalista porque o minimalismo está (ou não) na moda. Eu quero realmente deixar entrar o minimalismo na minha vida, ainda tenho um grande caminho pela frente. Este blog foi o lugar que arranjei para registar todo o meu processo e dividir com outras pessoas a minha caminhada.

 

One Day, Stop Net

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Um dia sem internet. Alguém está preparado para ficar sem internet durante um dia? É isso que pretendo fazer. Um dia, um único dia não vai fazer mal nenhum. Escolhi o próximo domingo para começar. Um dia ligado à família e ao conforto do lar. Um dia cheio de horas livres para ocupar com tudo o que não sejam redes sociais, emails, chats, blogues, youtube. Mas a ideia não é passar o dobro das horas no dia seguinte a ver todas as notificações. Assim não vale, assim acaba com tudo o que é proposto com este 'One Day, Stop Net'. Quero ver o que muda, quero ver o que consigo fazer durante este dia. Quero estar de olhos postos na realidade. Preciso desintoxicar da Internet. Olho à volta e percebo o que tenho para fazer, ler, ver, sentir e provar. 

 

Começa então o movimento 'One Day, Stop Net'. Na segunda feira seguinte conto-vos como foi o meu dia.