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A ESCOLA NÃO É UMA VILÃ

 

  A literatura mudou muito a minha postura, forma de comunicar e conhecimento. Noto sobretudo na escola, durante as aulas. Por exemplo, estivemos a falar sobre a Segunda Guerra Mundial. Um assunto que me interessa e emociona. A professora passou um pequeno vídeo sobre o tema na sala de aula. Acabamos a debater o assunto e levantar questões. Senti-me perfeitamente confortável para dar a minha opinião, sugerir livros e ainda transmitir alguns factos que a maioria desconhecia.

 

  Sempre tive dificuldades em falar em voz alta perante uma plateia, por detrás da câmara sinto-me como peixe em água. Quando apresento os trabalhos para a turma ainda sinto alguma dificuldade em não ficar com o rosto corado. Nas apresentações, quando preciso de falar sobre o meu percurso escolar e pessoal, não sinto o mesmo. Falo com todos os meus colegas e professores, noto que tenho imensa facilidade em fazer novas amizades ao contrário dos anos anteriores. Nos eventos ligados à literatura/editoras também sinto algum à vontade. Mas ainda preciso de melhorar. Sempre fui tímida e coro com imensa facilidade. Não dá jeito em algumas situações particulares. Para além disso fico mais nervosa sempre que acontece.

 

  A literatura ajudou-me imenso a combater esta timidez. Deu-me confiança suficiente para dar a minha opinião em determinados assuntos. Abriu portas a nível da comunicação e acrescentou informação. As experiências e informações em determinados romances ou livros de não-fição complementam as noticias ou qualquer facto da História Mundial conhecido na sala de aula.

 

  Fiquei surpreendida com o desconhecimento geral em relação a Anne Frank ou Primo Levi. No entanto, reflito e concluo que é perfeitamente normal porque eu vivo no mundo dos livros, respiro literatura desde muito cedo. Mas a realidade portuguesa não é esta, não somos um país de leitores.

  

  No entanto, não sinto que esteja a um nível paralelo à quantidade de livros lidos e tenho um enorme trabalho pela frente a nível léxico. Estudar ajuda-me a estabelecer contato com pessoas mais experientes que definitivamente têm muito para me ensinar. Por isso adoro ir à escola e dedicar o meu tempo ao estudo.

 

Tem sido um ano de aprendizagem e evolução. A literatura continua a ser a maior responsável.

 

CALMA EM TEMPOS MODERNOS

 

 

Agenda na tua agenda um dia para ficar longe de todas as tuas tarefas

  É permitido procrastinar um dia por semana. Ficas muito mais produtiva nos dias seguintes depois de descansar. Mesmo que tenhas imensas tarefas pendentes. Para resolver muitos assuntos, mete em ordem a mente.

  Costumo tirar a quarta ou a quinta só para mim e para fazer nada de nada. O mundo avança, fico simplesmente a olhar o teto, escuto música ou durmo uma sesta.

 

Cria uma playlist zen

   A música pode ser uma terapia. Cansados das vozes energéticas da rádio procura música mais leves para manter o silêncio no meio do ruído. Eu tenho as minhas músicas preferidas para quando preciso relaxar a mente e gosto de atualizar esporadicamente com músicas novas.

 

Velas cheirosas

  Nada melhor do que chegar a casa e ter uma casa limpa e cheirosa. Sobretudo para quem tem o olfato apurado e fica satisfeito com um belo perfume. Eu adoro abrir a porta de casa depois de um dia stressante e sentir um bom aroma no ar. Abraçar os meus filhos e sentir o seu cheiro de bebé também me relaxa muito.

 

Manter o telemóvel longe do quarto

 Chega a hora de dormir, agarramos no telemóvel e passamos algum tempo antes de adormecer nas redes sociais. De vez em quando é bom trocar as voltas à mente e trocar o telemóvel por um livro ou pelo caderno da gratidão. A mente agradece um bom descanso.

 

5 minutos de meditação ou simplesmente para respirar fundo

  Quantas vezes damos cinco minutos para desacelerar o passo e respirar fundo? Este pequeno gesto é gratificante para a alma e mente. Baixar os ombros por instante e encher os pulmões de ar pode mudar um dia inteiro de stress.

 

Refeições focadas na comida

  Quantas vezes comemos com os olhos fixos numa televisão ou no telemóvel. Comer é um ato privilegiado que merece mais atenção. Saborear a comida devagar com o foco total nos sabores retira uma parte do stress. Merecemos.

 

Manter o espaço de estudo limpo e organizado

  Para estudar precisamos de um espaço limpo e cuidado. O material de papelaria deve estar em condições e organizado. Eu gosto de ter uma planta perto de mim e não ter nada espalhado em cima da mesa para conseguir estudar concentrada. Com o telemóvel sem som de preferência.

 

Beber muita água

  Parece estranho, mas este gesto acorda o nosso corpo. Hidratar o corpo com pausas para beber um copo de água é o mesmo que demostrar que estamos atentos e tiramos algum tempo para nós. Bebo muita água todos os dias e mantenho um copo ou garrafa com água sempre em cima da mesa.

 

 

'NÃO TEMOS OBRIGAÇÃO'

Uma das decisões desta vida foi deixar de pintar o cabelo, diminuir os produtos tóxicos utilizados lá em casa (champô, desodorizantes, cremes, tinta, make up) e escolher os melhores amigos do ambiente. Como já vos tinha contado o meu condicionador é vinagre de cidra, ontem tive mais uma prova que o meu cabelo está saudável. Fui à cabeleireira cortar as pontas e ouvi rasgados elogios ao meu cabelo. “Está tão forte!”. Nunca mais tive irritação, nem oleosidade, nada. Não estou a utilizar produtos prejudiciais ao ambiente. Eu e o ambiente somos cada vez mais amigos. A amizade tem a força de retribuir sem a obrigação de nada.

 

Hoje fizemos uma recolha de vários bens para algumas vitimas dos incêndios de Oliveira do Hospital. Dei várias toalhas, roupa de cama, sapatos de criança e outros artigos. Se todos dermos um bocadinho estamos a contribuir para a felicidade de alguém. Alguém sem nada. Cada pedaço fará diferença na sua vida.

 

No outro dia, quando saía da escola, o rádio encontrou uma música clássica maravilhosa. Eu nunca oiço música clássica, mas depois do livro do James Rhodes é inevitável não estar atenta. Imaginem o cenário: chuva, lua, algumas estrelas, ruas vazias e música clássica. Foi uma cena perfeita onde tive a sorte de assistir na primeira fila. Quando fui levar os miúdos ao carro esta manhã mostrei-lhes o céu cor de rosa. Parei uns segundos para contemplar a natureza. Mostrei-lhes o gato que estava em cima do telhado a dar os bons dias com o miado. Precisamos de incutir o respeito pelo melhor desta vida. Pela vida. Alguém tem de parar o ciclo vicioso. Temos muito mais do que imaginamos ter.

 

De que vale andar nesta vida sem contribuir para o bem na vida dos outros e no mundo? Sem o falso costume de acreditar que “não faço porque não sou obrigado”. E quando oiço que “ não temos obrigação” perante terceiros fico confusa e reflito sobre os valores de quem pensa assim.

 

Somos feitos de ações, pensamentos e sonhos. É isso que nos distingue.

O BALANÇO NECESSÁRIO ANTES DE TERMINAR 2017

 

 

Este ano foi um ano absoluto de aprendizagem.A palavra escolhida para conduzir este ano foi "poupança", foi exatamente nisso que eu foquei. Escolher uma palavra resulta. É como definir um grande objetivo para 12 meses. Um trabalho diário. E que tal começar a pensar na palavra do próximo ano? Começar a fazer um balanço do que ainda podemos fazer nos meses que faltam para terminar 2017? Comecei o ano de uma forma e vou terminar de outra totalmente diferente. 

 

Venho partilhar algumas coisas que aprendi este ano. 

 

- Resolver problemas nas finanças

Felizmente ficou tudo resolvido depois de vários conselhos. Consegui enfrentar situações que no passado me fariam fugir a sete pés. Escrevi sobre isso AQUI.

 

- Os grandes projetos começam com pequenos passos

Sempre fui muito acelerada. Quero tudo para ontem, mas preciso de entender que aos poucos alcanço os meus propósitos. Nem sempre a rapidez é amiga. Tudo tem o seu tempo. Regressei aos estudos e sinto-me realizada. 

 

- A sorte mudou quando mudei a minha postura em relação à sorte

Esta é difícil de explicar, mas acreditem que a energia está associada a tudo. Não são balelas, eu vi a minha vida mudar depois de mudar a minha postura e as minhas palavras. Experimenta não te queixares durante um longo período e agradecer por tudo o que te corre bem. 

 

- Parar, respirar fundo

Gosto de estar sempre ocupada com mil projetos. No entanto, este ano decidi abrir espaço na minha vida para não fazer absolutamente nada em alguns momentos da minha vida. Sem stress, sem arrumações, sem pressão. 

 

- É possível poupar 

Ao longo do ano este ponto foi uma constante mudança. Só depois do primeiro semestre é que começou realmente a acontecer e a surtir efeito no meu dia a dia. Abri uma conta poupança Aforro e tenho as finanças praticamente controladas. Reclamava muito da falta de dinheiro mas não fazia grande coisa para mudar. Fiz e resultou.

 

- Minimalismo não é ter poucas coisas

É um estilo intenso de vida. É mudar a cabeça e a forma como lidamos com o mundo. É transformar a importância dos detalhes na nossa vida e trazer o melhor para perto de nós. 

 

- Admitir os erros e seguir em frente

O ano passado criei uma empresa de eventos mas percebi que não era bem aquilo que queria fazer e decidi encerrar. Outro projeto está na gaveta mas ainda não é o momento certo. Admiti a minha falta de conhecimentos para construir uma empresa do género e decidi colocar um ponto final. Insistir no erro seria um duplo erro. Nem sempre a desistência é uma falha. 

 

- Como cortar com alguém no emprego

O texto fala por si, podem ler AQUI.

 

- Só tenho três certezas absolutas nesta vida

O amor pelos meus filhos e marido, o amor pelos meus irmãos e o meu amor pelos livros. O resto pode mudar a qualquer momento. 

 

- Sair da zona de conforto é maravilhoso

Ui, eu adoro rotinas e não era menina para grandes desafios. Este ano mudei ligeiramente isso e estou mega contente por ter tido experiências que só foram possíveis com esta aprendizagem.

 

- Não preciso de ser infeliz num emprego que não me realiza

Escrevi sobre isso também, podem ler AQUI.

 

- Viajar é possível

Passei a vida enganada. Se calhar enganaram-me. Pensava que viajar seria algo incansável e limitado a pessoas com uma conta bancária recheada. Não é. É possível. E não paguei a viagem aos bocadinhos. Apesar de algumas agências aceitarem essa modalidade. Viajar é maravilhoso, alarga os horizontes. Nem o medo de falar pouco a língua nativa do país estrangeiro é um impedimento. Tudo se resolve.  

 

- Eliminar as amizades tóxicas permitiu-me evoluir

Esta foi a maior aprendizagem. Tudo o que aprendi durante o ano deve-se a este pequeno grande passo. Passei por momentos complicados. Nem sempre é fácil admitir que aquela amizade tão boa, tão antiga, tão verdadeira não é nada disso. Agora pergunto-me porque não o fiz mais cedo. Tantos sinais à minha frente. Eliminei todas as amizades tóxicas. Nem uma para conta a história. 

 

 

E vocês? Muitas aprendizagens este ano? Contem-me, gosto de saber como correram os vossos dias, se notaram alterações ao longo destes meses. Temos algum ponto em comum nas aprendizagens deste ano?

 

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OUTUBRO OUSADO | DESAFIO NO GUARDA ROUPA

 

 

Este fim de semana estive a arrumar o guarda roupa. Troquei os tons do verão pelos tons terra do outono. São cores que têm muito mais a ver comigo. Verdes, cinzas, castanhos, pretos, brancos, nudes, pasteis. Foi fácil a transição porque já não tenho os quilos de roupa que tinha antigamente e tenho tudo muito organizado. Há lá coisa melhor, querem lá ver. 

 

Enquanto experimentava algumas peças lembrei-me que podia fazer um desafio pessoal nos próximos trinta dias. Não vou esperar pelo primeiro dia de Outubro, começo hoje. Passo a explicar. Outubro Ousadia é o nome do desafio. Consiste em ousar, como indica o nome. Ousar na hora de construir os looks diários. Usar as peças do guarda roupa de forma diferente. Sair da minha zona de conforto. Ser criativa e aumentar a confiança perante o olhar dos outros no que diz respeito à roupa que eu uso. Poupar, não comprar a comprar mais peças novas. Ver reacções, partilhar, anotar, incentivar, sentir, comunicar. 

 

A nova colecção chegou a várias lojas e sinceramente a tendência é ir espreitar e ficar a babar algumas peças. Confesso, fui espreitar tudo! Vi alguns vídeos sobre as peças chave da próxima estação e fiquei com os olhos a brilhar. Parei de ser consumista, mas não deixei de gostar de roupa e apreciar moda. Sigo as blogueiras famosas no IG e adoro ver as fotos dos looks do dia. Tudo internacional, excepto uma menina portuguesa. Não há malta em que eu admire no mundo da moda em Portugal. Vestem-se todas de igual (excepto a Raquel). Ups, polémica. Devem existir, eu é que não conheço, vá. 

 

Adiante, estava a dizer que quero pegar nesta vontade de comprar roupa e dar a volta à situação. Agarrar naquilo que já tenho. Estive com várias peças que nunca usei porque não sei como usar aquilo. Já aconteceu a todas. Compramos algo mas depois não sabemos como conjugar aquilo sem ser com uma camisola básica branca. Verdade? Todas juntas. Sim!

 

No final da arrumação e da casa aprumada fui às compras. Algo que já não fazia há cerca de três anos e meio (?). É mais ou menos isso. Não saía de casa com objectivo de fazer compras. Reparei que precisava de um par de calças de ganga. Só tenho calças largas rasgadas e umas capri. Precisava de umas botas pretas com salto. Só tenho botas com salto de cunha. Queria uma boina e umas argolas. Era só. O que eu comprei?

 

Comprei um par e calças de ganga, botas pretas, argolas e duas saias. Paguei cerca de 27€ na Mango Outlet. Imaginem, as botas eram 69.90€, paguei apenas 9.90€. Não é aquele tipo de bota para todos os gostos porque são um bocadinho esquisitas, mas eu adoro. Não encontrei a boina, mas trouxe as argolas. Despachei-me em três tempos e fiquei super satisfeita com o resultado. 

 

Quanto ao desafio Outubro Ousado tenciono partilhar se tiver coragem no instastories (@ClaudiaOSimoes) sem nenhuma pretensão. Vou tirar foto diária para mais tarde recordar e fazer o balanço final. Só para ver quantas vezes uso a peça X, não repito looks. Vou fazer 30 looks diários (vou excluir os fins de semana). Não esperem ousadia à maluca, eu sou uma pessoa contida. Prometo que vou tentar soltar a franga e usar padrões improváveis, mas não quero parecer o espantalho da aldeia.

 

Hoje lá fui eu toda confiante com o meu vestido preto. De argolas e batom escuro. Sabem o que me disseram quando me viram? "Estás muito gira, vais cantar o fado?"; "olha a fadista". Pronto, uma pessoa quer arriscar e é isto. Depois mostro a fadista que há em mim só para vocês comprovarem. Ainda estou meio sem saber como vou fazer isto, mas desafio é desafio e eu gosto. 

 

Amanhã estou a pensar vir de jogadora de futebol, o que acham?

 

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QUANDO UMA YOUTUBER LANÇA UMA REVISTA

 

Chegámos ao dia em que uma revista é criada por uma bloguer. A revista chama-se Maria Vaidosa, teve origem num canal com o mesmo nome com mais de 200 mil seguidores. Lembro-me de ver o primeiro vídeo dela, lembro-me de comentar, lembro-me de ver o canal crescer muito rapidamente. Tive vários anos sem ver um vídeo da Maria Vaidosa. Via raramente. Voltei a ela recentemente e acompanhei a criação do seu escritório e agora do lançamento da sua revista. 

 

A revista tem como público alvo os jovens adultos com conteúdo muito semelhante ao canal no YouTube. O preço de cada exemplar é 4.90€ e será trimestral. O lançamento desta revista veio quebrar muitos limites e tabus. Veio desempenhar um desenvolvimento no mundo dos criadores de conteúdo. Estamos de facto a mudar a forma como olhamos para o trabalho dos youtubers e bloguers. Sinto que este passo dado pela Mafalda Sampaio (ou quem decidiu apostar nela) foi uma grande mudança. Que bela mudança, afirmo. 

 

Não sei se nos tempos que correm ainda vale a pena comprar revistas. Pessoalmente refiro o conteúdo digital. No entanto é de louvar o seu trabalho, a consistência na qualidade e como mantém o público fiel. É fantástica a forma como agarrou a oportunidade e criou o seu posto de trabalho. Eu admiro pessoas assim. Engana-se quem pensa que é muito fácil fazer o que ela faz. É preciso talento, sentido de oportunidade e muito trabalho. 

 

Não vejo a Mafalda como uma bloguer menos real por divulgar marcas. Acho que é normal ela estar associada a marcas e divulgar as mesmas ao seu público alvo. É o seu trabalho. É como uma bola de neve, quanto mais marcas apostarem nela mais conteúdo traz para os seus vídeos. Acredito que ela divulga apenas produtos em que acredita, caso contrário seria difícil dar a cara. Quantos textos encontramos com divulgação de produtos? Os vídeos mostram rostos, criam empatia e torna o "jogo" um bocadinho mais transparente. 

 

Estamos a caminhar para uma nova era no mundo dos blogues e youtubers.Estou feliz, muito feliz. A vitória dela é um bocadinho a nossa.

 

 

NÃO COMPRO MAIS

 

 

 

O meu lado consumista diminuiu drasticamente depois de estar um ano sem fazer compras. Ter a minha família, casa e carro contribuíram bastante. Tive de fazer escolhas. Primeiro foram estes os motivos. Depois acabei por sentir-me afectada pelo consumismo da sociedade exposto em todas as redes sociais e encontei um lado b confortável e equilibrado. Uma forma de salvaguardar os meus e o futuro deles. Assim como o planeta. Comecei a ficar preocupada verdadeiramente e aberta para encontrar explorar essas questões. Comecei por ver documentários, procurar muita informação. E foi apenas a ponta do icebergue. Verdade seja dita, há um mundo inteiro para explorar. Há infindáveis respostas para atenuar a exploração dos meios ambientais e humanos. Com a minha caminhada passei a valorizar outras coisas e parei de comprar algumas coisas. É exactamente isso que venho mostrar, o que parei de comprar. 

 

 

- jornais,revistas e afins

era viciada em revistas de moda. VICIADA. comprava tudo. a senhora da papelaria já me conhecia e tudo. Depois desfolhava por alto e acabavam acumuladas numa enorme pilha ao canto do quarto. Em dias de limpezas iam para o lixo. Agora aproveito os blog e o youtube para me colocar a par das novidades e tendências. 

 

- óculos de sol

não compro mais. tenho o mesmo par de óculos há bastante tempo e está tudo bem. 

 

-relógios

vejo sempre as horas no telemóvel mesmo com o relógio no pulso. não preciso. e sinceramente detesto ter os pulsos cheios de acessórios, não me dá jeito nenhum quando estou no escritório em frente ao computador. 

 

-capas para telemóvel 

antes tinha uma para cada dia da semana. qual era a necessidade? deixei-me disso. agora nem sequer uso, adoro o meu telemóvel simples e despido de cor. 

 

-desodorizante

ups, e agora? como assim? Verdade, uso um produto biológico muito comum nas nossas cozinhas: bicarbonato de sódio. Não tem alumínio nem afecta a minha saúde. É estranho? Para mim não é, é impecável e todos os vossos desodorizantes têm (para além de diversos químicos). Mas não sou a única, muitas pessoas fazem o mesmo. Procuro sempre gastar o meu dinheiro com produtos amigos do ambiente e da minha saúde. Desde produtos para cabelos, corpo e afins. Talvez um dia fale nos produtos que uso.

 

- acessórios

nunca mais comprei uma carteira na vida. Uso uma bolsa antiga perfeitamente em condições há uma série de anos de uma marca desaparecida em Portugal. Lembram-se da Naf Naf?

 

- agendas

com o Bullet Journal a minha vida mudou completamente. Antes tinha duas agendas, uma para o emprego e outra pessoal. Agora estou muito mais organizada e leve com apenas um caderno dentro da mala.

 

-canecas e copos de bebidas

não preciso de mil. chegam muito bem uma quantidade pequena. 

 

-vernizes

pois é, deixei de pintar as unhas. só as arranjo. tinha de andar sempre a retocar. quando quero uma cor pinto num tom nude. não ligo nada a essas coisas e passei a não gostar de me ver com unhas coloridas e tal. 

 

E vocês? Há alguma coisa que tenham deixado de comprar ao longo do tempo?