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Querem lá Ver

[boas energias] [<3] [poupança]

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REFLEXÕES DE SEXTA FEIRA | POUPANÇA, REDES SOCIAIS E FUTURO

 

Abri a minha primeira Poupança Aforro no meu banco. Casa roubada, trancas à porta. Já tinha avisado que estava a traçar um plano para poupar todos os euros possíveis. O valor mínimo a depositar é 25€ com reforço a trinta dias. E ainda tenho a vantagem de receber juros a cada semestre. Já tinha aberto uma conta poupança mas acabei por precisar do dinheiro e gastar. Nesta poupança não posso mexer no dinheiro pelo prazo de 180€ (e posso renovar por um período igual). É óptimo e vai de encontro aos meus objectivos. Também andei a ver a Poupança Estrela, recebo os juros conforme o valor depositado. Vou ponderar no futuro. 

 

Quero ir para a universidade e preciso de poupar antes. Para além disso tenho outros objectivos. Grandiosos, passagem seja dita. Estou cada vez mais preocupada com o meu futuro e da minha família. Quero construir uma base reforçada para os nossos sonhos e necessidades. Tenho pena de não ter feito isto mais a sério quando comecei a trabalhar aos 15 anos. Tenho pena de ter gasto rios de dinheiro em roupa e sapatos. Tenho mesmo pena de ter sido tão consumista. Culpa da minha estupidez, uma necessidade parva de afirmar-me e ter o que os outros tinham. Trabalhar para o meu próprio dinheiro e não ouvir "não posso comprar isto" deu-me uma confiança extrema e uma profunda ignorância na gestão do meu dinheiro. Nem espaço para mais sapatos eu tinha.

 

Também me faltou bases e alguém ponderado perto de mim. A voz da razão, estão a ver? Foi com a maturidade e a necessidade de ter a minha casa e a minha família que comecei a mudar. Bem dita mudança. E foi um longo processo. Se vocês vissem as caixas gigantes que levaram da casa da minha mãe para a casa nova não iam acreditar. Hoje sinto vergonha só de pensar nessa altura. Sentia-me feliz por ter muito e queria mais.  

 

Isto de ter uma família foi uma grande novidade para mim. Comecei a dar valor aos valores, a tudo o que não é material. Nem mesmo as redes sociais me tiraram do caminho. Sim, as redes sociais influenciam o mundo e está relacionado. Hoje é frequente ir a lugares, comer ou comprar coisas só para mostrar em fotografias nas redes sociais. Já ouvi uma blogger dizer que deu por si a ir passear ao fim de semana só para tirar "aquela" foto. É mais frequente do que podem imaginar. E algumas bloggers de moda (ou instawomans de trapos) pensam que precisam de peças novas todos os dias para receber likes. Tudo se faz em troca de likes e comentários. Força dos tempos modernos. Aliás, eu cheguei a comprar muitos livros para fazer book hauls em video. Eu disse que foi um longo caminho. E foi. Comecei a ouvir a minha voz da razão. Como é importante...

 

Gosto muito das redes sociais. E adoro tirar fotos e ver fotos bonitas. Também gosto de ver e tirar inspirações das vestimentas mas não é de todo o meu foco. Nem comprar livros só para tirar uma foto bonita. Nem faço mais book hauls ou compro livros para esse objectivo. Precisamos de apreciar pelo simples acto de apreciar. Isto tudo só para dizer que mais do que ontem estou cheia de confiança no meu futuro e gosto daquilo em que me tornei (e estou a tornar diariamente). Não sinto vergonha do meu agora. E tu?

 

reflexões necessárias

Quem sou de verdade? 

O que quero para mim?

Tenho perto de mim quem me faz bem?

Quais são os meus valores e princípios? Ajo de acordo com eles?

Estou a fazer o caminho que quero fazer?

 

 

 

PARAR COM AS DÚVIDAS

 

Grata pelas leituras que me emocionam e inspiram a continuar. Em altura de dúvidas acabo por tranquilizar e ficar confiante no meu caminho. Obrigada António do Ó pela partilha  e à Just_Smile pela referência no seu post sobre minimalismo. Acabei por receber novas visitas e comentários.

 

Isto de mudar de estilo de vida tem muito que se diga. É uma transformação enriquecedora que me traz espaço e abertura para superar vários obstáculos. O objectivo continua a ser a partilha, a transformação, apurar a organização e construir um futuro mais estável. O conhecimento será sempre o meu grande companheiro nesta viagem. Sigo com mais certezas. 

DE BICICLETA

 

 

 

 

 

Quando o curso começar preciso de arranjar forma de chegar a horas. Antes das 19 horas. O meu carro só fica disponível depois, portanto ou vou a pé ou de bicicleta. Bicicleta parece-me muito bem. Um meio de transporte muito amigo do ambiente. No inverno as coisas mudam de figura, mas depois penso sobre isso. Preciso de fazer a experiência e ver quanto tempo demoro de bicicleta à escola. Afinal o curso é mais perto do que imaginava. No entanto há subidas e caminhos estreitos. Acho a ideia de ir de bicicleta para a escola super a minha onda. No entanto, a bicicleta que eu tenho é feia que dói, mas não interessa nada. Podia pintar, não era? Ando a ver preços, e não achei muito caro, mas para já está fora de questão. Podíamos transformar o nosso país num país lindo de bicicletas. Não era o máximo? Eu cá acho. De cestinho e flores. 

DEIXAR A MÁ VIBE IR EMBORA

 

Estou quase a encerrar o ano. Agosto fecha um ciclo e começa outro. E eu, em simultâneo com a natureza, renovo energias e começo com novos objectivos e projectos. Sou assim desde que tenho memória. Agosto serve para abrir janelas e sacudir a poeira dos tapetes. Faço um balanço e preparo o fecho do ano. Estou satisfeita? O que posso modificar? O que não precisa de ser remexido? Tenho gostado desta sensação de planear poucos os meus dias e reagir conforme a minha disposição. Aprendi a converter a falta de motivação em coisas boas. Em gestos, em frases. Tenho vindo a desenvolver um super poder. Algo que mudou a minha vida. Quando tenho dias fraquinhos, como ontem, aposto tudo no que mais gosto de fazer e se mesmo assim não resultar, espero que a vibe acabe sem dramatizar. Já deu para entender que no dia a seguir está tudo bem. Não forçar permite que a energia não se isole. Dormir resolve. Prometo. E desde que possuo esse poder os meus dias passaram a ser melhores. Mais suaves. Agosto chegou com tudo. Quer sacudir-me, medir forças com a minha capacidade de adaptação e tolerância. Passei a diminuir a voz dos outros e a escutar aquela vozinha dentro de mim. Ainda tenho tanto para trabalhar em mim, fico satisfeita por saber que não sou circulo fechado e mantenho uma postura positiva comigo mesma. Tenho uma série de lista de coisas novas que quero conhecer e aprender. Fazer cachecóis, sou doida? Aprender a tocar viola? De norte a sul do país com os meus pequenos viajantes mochileiros? Tanto. A vida continua a ser muito curta para mim. 

 

 

RENOVAR ALGUMAS PEÇAS

 

Sobre o tão popular armário-cápsula, raramente repito conjuntos mesmo com poucas peças. Ando numa de comprar pouco ou nada. As únicas deste ano compras foram em Paris. As peças no armário têm qualidade, dois anos de uso frequente ainda e só tenho duas/três peças para a reforma. A roupa preta com as lavagens vão perdendo o brilho. Daqui a uns tempos vou ter de comprar algumas coisas para fazer as ditas substituições. Noto que pouco ou nada me falta no armário, excepto aquela peça na moda. Em relação ao calçado adorava investir nuns all stars ou adidas, as minhas melhores sapatilhas ficaram em Paris e não sei quando as vou ter de volta. Também já estou fartinha da minha mochila e tenho saudades de usar uma mala. Fiquei com três após o destralhe. Acho que nos próximos saldos vou fazer algum investimento. Uma ou duas peças fazem toda a diferença. Também preciso de mandar fazer as bainhas de uma vez por todas. Sinto-me péssima por consumir em fast fashions, pois vão contra todos os princípios que defendo. Desta forma, estou a pensar noutra solução. Os outlets, talvez. Voltei a usar frequentemente saltos altos e os meus pés adaptaram-se perfeitamente. O que é optimo, tenho vários pares como novos. 

EU, OS LIVROS E OS OUTROS

 

por saber o tempo precioso repenso os livros na estante à espera. desconfiada dos meus gostos literários presumo que ando a perder os melhores enquanto folheio os razoáveis. pego no Victor Hugo inacabado, sinto que deixei a meio os melhores. talvez por isso, no próximo mês, pretendo fazer desta minha fase um projecto, voltar a eles. talvez esteja pronta. talvez tenha chegado o momento certo. 

 

Nossa Senhora de Paris, Victor Hugo

Uma História de Amor e Trevas, Amos Oz

Mulheres que Correm com os Lobos, Clarissa Pinkola Estes

Crime e Castigo, Dostoiévski

O Filho, Philip Meyer

 

fiz uma escolha aprumada dos livros que pertencem ao pequeno grupo "não gostei e não pretendo guardar nem reler" e  "não faz mais sentido estar na estante, perdi a vontade de ler". quero de facto contribuir para uma boa biblioteca pessoal, nunca foi intenção coleccionar livros como meros objectos decorativos. nunca fui muito agarrada aos meus livros (excepto os favoritos e inspiradores), sempre tive facilidade em doar às bibliotecas de forma a dar oportunidade a outros leitores. já distribui livros pelas ruas com um bilhete surpresa. já ofereci livros a pessoas apaixonadas por livros. fico feliz. reparei que a maior parte das pessoas nem sequer leram os livros depois de terem pedido para ficar com eles. mais olhos do que barriga. não resistem a borlas. fico triste. talvez por isso tenha decidido oferecer apenas a uma ou duas pessoas. mais vale estarem na biblioteca em vez de parados em outra estante. 

 

ando a limpar os livros "to read" no goodreads, ando a colocar novos livros também. os meus gostos literários mudaram a olhos vistos. apago os livros comprados impulsivamente por estarem a um preço sorridente. resisto a borlas. só me falta deixar de influenciar pelo marketing. vejo cada vez mais bons programas literários e leio jornais com boas sugestões. visito as bibliotecas e levo sempre livros para casa. resisto às promoções 2+1. continuo firme e forte no meu desafio 5+1 (só compro um depois de ler cinco). as parcerias com as editoras ajudam muito, não nego. resisto e só peço mesmo mesmo aquilo que quero ler (algumas editoras enviam livros sem pedir, leio se quiser).

 

 

não há falta de espaço para novos, nem usados. há filas intermináveis de histórias e personagens carismáticas nas minhas estantes. a feliz possibilidade de comprar livros agora que ganho o meu próprio dinheiro em vez de esperar pelo natal para receber um livrinho novo embrulhado em papel vermelho. é o melhor no mundo dos adultos. de resto, continuo a preferir as noites em que prolongava os momentos de leitura sem medo de me atrasar em pleno julho. tudo o que me esperava era mais um dia de brincadeira na rua. 

 

sei o que não quero ler. cada vez mais. sei de quem devo aceitar indicações e como quero a minha biblioteca pessoal. o meu gosto literário está cada vez mais evidente, marcado por algumas características mostra-me a leitora que sou hoje. em constante transformação.

Sem palavras presas na garganta

 

Uma amiga, durante um chá, disse-me: "Tu enfrentas as pessoas. As pessoas não gostam de ser enfrentadas". E fiquei a pensar naquilo. Eu enfrento as pessoas. Eu não gosto de guardar as palavras que tenho para dizer porque fico a pensar nelas e isso não me faz bem. Fico ansiosa. Então procuro sempre enfrentar e dizer com sinceridade o que penso. Pouco comum. Normalmente as pessoas fingem que não se passa nada. Eu não consigo.

 

Ultimamente (este ano) reparei não o faço com a mesma frequência. Em duas ou três situações (e pessoas) simplesmente desisti e não senti necessidade de enfrentar a situação. Quando acho que a pessoa já não merece essa acção da minha parte quer dizer uma coisa: já não me importo

 

Isto de importar tem muito a ver com a hora de deitar a cabeça na almofada. Se a minha mente não procura uma justificação para a acção A ou B, ou se acordo sem palavras presas na garganta quer dizer que já não importa. Não me faz mal, já não importa.

 

Quando me afastei de uma pessoa este ano diziam-me; "tens de falar com ela". Mas eu já não sinto necessidade de falar. O peso no peito desapareceu. Foram tantas as conversas, entendem? Isto é o que eu chamo de : cortar com as pessoas. Tem de ser natural. Não temos de ficar a remoer vezes sem conta as situações ou os motivos do afastamento. Tem muito a ver com aceitação.

 

Aceitar a saída e perdoar dentro do peito. Entender os benefícios de nunca mais andar com expectativas em relação à pessoa A ou B. É de uma sensação de liberdade enorme. Isto foi a minha maior aprendizagem durante o ano passado. Não vos minto, foi uma aprendizagem gradual e não consegui fazer isto do dia para a noite. Foi algo que mudou na minha mente através da experiência, da repetição. Ao chegar a este ponto tornei-me mais forte emocionalmente e preparada para outros desafios. O foco virou-se para o que faz bem e não para o que andava a fazer-me mal.

 

O auto conhecimento é muito importante nesta caminhada. Primeiro espiritual e emocional. Por onde se começa? Pela curiosidade. A curiosidade será sempre o ponto de partida para tudo. Remete à pesquisa, procura, questionamento. E quando estamos prontos para receber informação em relação a algo que queremos ter conhecimento simplesmente a energia atrai o resto. 

Agitar para recuperar

 

Para recuperar as energias gosto de ter as minhas pessoas preferidas perto de mim. Quando estou na semana mais cansativa do mês (trabalho extra por parte do marido) procuro convidar os amigos para café, chá, bolo, jantar ou visitar a família. Foi o caso deste fim de semana. Permiti-me brindar à vida, ter uma saudável conversa com a amiga do coração, dei os meus passeios com os filhotes e cozinhei para os meus amigos. Apesar do cansaço, consegui agradar. Estes momentos aliviam a carga pesada do cansaço. Ao contrário da maioria, eu procuro agitar em semanas agitadas. E assim começo mais uma semana, de bateria cheia de energia boa e pronta para realizar mais tarefas que determinam o meu caminho.

Bem cedo

 

Adoro ir ao ginásio. Portanto é meio caminho andado para não desistir dos meus objectivos. Sei que o exercício faz bem e tenho o prazer de confirmar isso quase todos os dias. Nos dias em que vou ao ginásio sinto mais energia do que o normal. Sinto-me capaz de tudo. Parece um bocadinho exagerado, mas perguntem a quem faz exercício regularmente.

 

O truque é começar e fazer do exercício um hábito. É quase como almoçar. Uma necessidade que o corpo tem. O sono em demasia, o cansaço, por mais incrível que pareça, pode ser um sinal: falta de exercício físico. Uma boa alimentação unida de exercício tem feitio maravilhas na minha vida. Não saberia estar sem aquele momento só meu.

 

Agora meti na cabeça que quero começar a correr. Acordar às seis e ir correr. O tempo ainda não ajudou, mas não quero deixar passar mais tempo. Quero ver os efeitos que terá começar o dia a fazer umas das coisas que mais gosto. E depois tomar um banho e tomar o pequeno almoço enquanto leio duas páginas de um bom livro. Aposto que só terei vantagens.

 

Quando a falta de tempo for uma desculpa, experimente saltar da cama mais cedo. Troque o "não consigo" pelo "vou tentar". 

Pequenos detalhes

 

 

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Os pequenos detalhes motivam-me. Fico focada nos meus objectivos e isso é o mais importante. 

 

- Uma revista cheia de receitas boas e baratas é a revista do Continente. Ontem olhei com olhos de ver e descobri várias receitas que pretendo experimentar para a minha marmita. Como tinha de ir ao supermercado tirei fotos aos ingredientes e comprei o que me faltava. Decidi experimentar três receitas novas em este mês. Tem diversos bolos maravilhosos, mas como estou a fazer o desafio 'sem açúcar por uma semana' decidi deixar para outra altura. 

- Fui ao ginásio e paguei a mensalidade. 37€ com aulas incluídas. Portanto, preciso de dar uso ao investimento. Tenho um calendário onde assinalo com uma cruz sempre que vou ao ginásio, para ter uma ideia de quantas vezes faço exercício por mês. Espero chegar ao final de Janeiro com muitas cruzes. 

-Tenho outro mini calendário onde assinado com uma cruz os dias que fico sem consumir açúcar. Não sei as razões, mas motiva-me. Não tenho doces em casa e não me aproximo da fila dos doces. 

-Estou a preparar-me para ficar a próxima semana sem gastar um cêntimo. Estava a pensar fazer esta semana o desafio 'sem um cêntimo' mas como tinha de pagar o ginásio não deu. Próxima semana não falha.

- Estou a pensar ficar um dia inteiro por semana sem ir à internet de forma a verificar a minha produtividade e desintoxicar-me. Talvez no fim de semana... ainda não sei. Não será um dia fixo, será aleatório. 

- Continuo a inspirar-me em todas as pessoas que contribuem para o meu dia a dia minimalista, produtivo e feliz. Não quero estar perto de pessoas negativas, resmungonas e cheias de palavras rudes. Isso torna os meus dias cinzentos. Apesar de adorar o cinzento, prefiro dias com luz.