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Querem lá Ver

[boas energias] [<3] [poupança]

Querem lá Ver

[boas energias] [<3] [poupança]

EU, OS LIVROS E OS OUTROS

 

por saber o tempo precioso repenso os livros na estante à espera. desconfiada dos meus gostos literários presumo que ando a perder os melhores enquanto folheio os razoáveis. pego no Victor Hugo inacabado, sinto que deixei a meio os melhores. talvez por isso, no próximo mês, pretendo fazer desta minha fase um projecto, voltar a eles. talvez esteja pronta. talvez tenha chegado o momento certo. 

 

Nossa Senhora de Paris, Victor Hugo

Uma História de Amor e Trevas, Amos Oz

Mulheres que Correm com os Lobos, Clarissa Pinkola Estes

Crime e Castigo, Dostoiévski

O Filho, Philip Meyer

 

fiz uma escolha aprumada dos livros que pertencem ao pequeno grupo "não gostei e não pretendo guardar nem reler" e  "não faz mais sentido estar na estante, perdi a vontade de ler". quero de facto contribuir para uma boa biblioteca pessoal, nunca foi intenção coleccionar livros como meros objectos decorativos. nunca fui muito agarrada aos meus livros (excepto os favoritos e inspiradores), sempre tive facilidade em doar às bibliotecas de forma a dar oportunidade a outros leitores. já distribui livros pelas ruas com um bilhete surpresa. já ofereci livros a pessoas apaixonadas por livros. fico feliz. reparei que a maior parte das pessoas nem sequer leram os livros depois de terem pedido para ficar com eles. mais olhos do que barriga. não resistem a borlas. fico triste. talvez por isso tenha decidido oferecer apenas a uma ou duas pessoas. mais vale estarem na biblioteca em vez de parados em outra estante. 

 

ando a limpar os livros "to read" no goodreads, ando a colocar novos livros também. os meus gostos literários mudaram a olhos vistos. apago os livros comprados impulsivamente por estarem a um preço sorridente. resisto a borlas. só me falta deixar de influenciar pelo marketing. vejo cada vez mais bons programas literários e leio jornais com boas sugestões. visito as bibliotecas e levo sempre livros para casa. resisto às promoções 2+1. continuo firme e forte no meu desafio 5+1 (só compro um depois de ler cinco). as parcerias com as editoras ajudam muito, não nego. resisto e só peço mesmo mesmo aquilo que quero ler (algumas editoras enviam livros sem pedir, leio se quiser).

 

 

não há falta de espaço para novos, nem usados. há filas intermináveis de histórias e personagens carismáticas nas minhas estantes. a feliz possibilidade de comprar livros agora que ganho o meu próprio dinheiro em vez de esperar pelo natal para receber um livrinho novo embrulhado em papel vermelho. é o melhor no mundo dos adultos. de resto, continuo a preferir as noites em que prolongava os momentos de leitura sem medo de me atrasar em pleno julho. tudo o que me esperava era mais um dia de brincadeira na rua. 

 

sei o que não quero ler. cada vez mais. sei de quem devo aceitar indicações e como quero a minha biblioteca pessoal. o meu gosto literário está cada vez mais evidente, marcado por algumas características mostra-me a leitora que sou hoje. em constante transformação.

Sem palavras presas na garganta

 

Uma amiga, durante um chá, disse-me: "Tu enfrentas as pessoas. As pessoas não gostam de ser enfrentadas". E fiquei a pensar naquilo. Eu enfrento as pessoas. Eu não gosto de guardar as palavras que tenho para dizer porque fico a pensar nelas e isso não me faz bem. Fico ansiosa. Então procuro sempre enfrentar e dizer com sinceridade o que penso. Pouco comum. Normalmente as pessoas fingem que não se passa nada. Eu não consigo.

 

Ultimamente (este ano) reparei não o faço com a mesma frequência. Em duas ou três situações (e pessoas) simplesmente desisti e não senti necessidade de enfrentar a situação. Quando acho que a pessoa já não merece essa acção da minha parte quer dizer uma coisa: já não me importo

 

Isto de importar tem muito a ver com a hora de deitar a cabeça na almofada. Se a minha mente não procura uma justificação para a acção A ou B, ou se acordo sem palavras presas na garganta quer dizer que já não importa. Não me faz mal, já não importa.

 

Quando me afastei de uma pessoa este ano diziam-me; "tens de falar com ela". Mas eu já não sinto necessidade de falar. O peso no peito desapareceu. Foram tantas as conversas, entendem? Isto é o que eu chamo de : cortar com as pessoas. Tem de ser natural. Não temos de ficar a remoer vezes sem conta as situações ou os motivos do afastamento. Tem muito a ver com aceitação.

 

Aceitar a saída e perdoar dentro do peito. Entender os benefícios de nunca mais andar com expectativas em relação à pessoa A ou B. É de uma sensação de liberdade enorme. Isto foi a minha maior aprendizagem durante o ano passado. Não vos minto, foi uma aprendizagem gradual e não consegui fazer isto do dia para a noite. Foi algo que mudou na minha mente através da experiência, da repetição. Ao chegar a este ponto tornei-me mais forte emocionalmente e preparada para outros desafios. O foco virou-se para o que faz bem e não para o que andava a fazer-me mal.

 

O auto conhecimento é muito importante nesta caminhada. Primeiro espiritual e emocional. Por onde se começa? Pela curiosidade. A curiosidade será sempre o ponto de partida para tudo. Remete à pesquisa, procura, questionamento. E quando estamos prontos para receber informação em relação a algo que queremos ter conhecimento simplesmente a energia atrai o resto. 

Agitar para recuperar

 

Para recuperar as energias gosto de ter as minhas pessoas preferidas perto de mim. Quando estou na semana mais cansativa do mês (trabalho extra por parte do marido) procuro convidar os amigos para café, chá, bolo, jantar ou visitar a família. Foi o caso deste fim de semana. Permiti-me brindar à vida, ter uma saudável conversa com a amiga do coração, dei os meus passeios com os filhotes e cozinhei para os meus amigos. Apesar do cansaço, consegui agradar. Estes momentos aliviam a carga pesada do cansaço. Ao contrário da maioria, eu procuro agitar em semanas agitadas. E assim começo mais uma semana, de bateria cheia de energia boa e pronta para realizar mais tarefas que determinam o meu caminho.

Bem cedo

 

Adoro ir ao ginásio. Portanto é meio caminho andado para não desistir dos meus objectivos. Sei que o exercício faz bem e tenho o prazer de confirmar isso quase todos os dias. Nos dias em que vou ao ginásio sinto mais energia do que o normal. Sinto-me capaz de tudo. Parece um bocadinho exagerado, mas perguntem a quem faz exercício regularmente.

 

O truque é começar e fazer do exercício um hábito. É quase como almoçar. Uma necessidade que o corpo tem. O sono em demasia, o cansaço, por mais incrível que pareça, pode ser um sinal: falta de exercício físico. Uma boa alimentação unida de exercício tem feitio maravilhas na minha vida. Não saberia estar sem aquele momento só meu.

 

Agora meti na cabeça que quero começar a correr. Acordar às seis e ir correr. O tempo ainda não ajudou, mas não quero deixar passar mais tempo. Quero ver os efeitos que terá começar o dia a fazer umas das coisas que mais gosto. E depois tomar um banho e tomar o pequeno almoço enquanto leio duas páginas de um bom livro. Aposto que só terei vantagens.

 

Quando a falta de tempo for uma desculpa, experimente saltar da cama mais cedo. Troque o "não consigo" pelo "vou tentar". 

Pequenos detalhes

 

 

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Os pequenos detalhes motivam-me. Fico focada nos meus objectivos e isso é o mais importante. 

 

- Uma revista cheia de receitas boas e baratas é a revista do Continente. Ontem olhei com olhos de ver e descobri várias receitas que pretendo experimentar para a minha marmita. Como tinha de ir ao supermercado tirei fotos aos ingredientes e comprei o que me faltava. Decidi experimentar três receitas novas em este mês. Tem diversos bolos maravilhosos, mas como estou a fazer o desafio 'sem açúcar por uma semana' decidi deixar para outra altura. 

- Fui ao ginásio e paguei a mensalidade. 37€ com aulas incluídas. Portanto, preciso de dar uso ao investimento. Tenho um calendário onde assinalo com uma cruz sempre que vou ao ginásio, para ter uma ideia de quantas vezes faço exercício por mês. Espero chegar ao final de Janeiro com muitas cruzes. 

-Tenho outro mini calendário onde assinado com uma cruz os dias que fico sem consumir açúcar. Não sei as razões, mas motiva-me. Não tenho doces em casa e não me aproximo da fila dos doces. 

-Estou a preparar-me para ficar a próxima semana sem gastar um cêntimo. Estava a pensar fazer esta semana o desafio 'sem um cêntimo' mas como tinha de pagar o ginásio não deu. Próxima semana não falha.

- Estou a pensar ficar um dia inteiro por semana sem ir à internet de forma a verificar a minha produtividade e desintoxicar-me. Talvez no fim de semana... ainda não sei. Não será um dia fixo, será aleatório. 

- Continuo a inspirar-me em todas as pessoas que contribuem para o meu dia a dia minimalista, produtivo e feliz. Não quero estar perto de pessoas negativas, resmungonas e cheias de palavras rudes. Isso torna os meus dias cinzentos. Apesar de adorar o cinzento, prefiro dias com luz. 

Desafio concluído com sucesso

Encerrei este blog, mas está na hora de o trazer de volta. Na verdade ficou parado porque queria dedicar-me exclusivamente a outros projectos. Mas consegui estar um ano sem fazer compras. Nem uma única peça de roupa, calçado ou malas. Estou muito orgulhosa de mim. Ao longo deste ano consegui aprender muito. E é isso que pretendo trazer para o blog, a minha aprendizagem. As minhas dicas, os meus desabafos, as mudanças que trouxeram à minha vida esta forma de levar a vida. Quero que 2017 seja um ano diferente. Quero mudar mais um bocadinho. Afinal abri uma empresa de eventos, voltei ao ginásio, tenho mais um emprego em part-time e quero recuperar coisas que deixei perdidas algures durante 2016. Não consegui fazer a poupança, vou focar-me nisso este ano. Abandonei a minha reeducação alimentar. Alguns hábitos viraram regras de vida, outros escaparam entre tantas tarefas. Não pode ser. Preciso recuperar o meu amor pela escrita, preciso de escrever como preciso de ler. Preciso de amizades verdadeiras e eliminar as amizades tóxicas. Preciso de tornar-me numa pessoa mais calma e menos furacão. Preciso de começar a fazer yoga e ter momentos de reflexão. Ou seja, não fazer nada por uns minutos. Preciso de mais cultura, e preciso urgentemente de viajar. Raios, se não é em 2017 que saio de Portugal por uns dias. Olá a quem ficou por aí e a quem chegou. 2017 será um grande ano, vamos?