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queremlaver

contactoclaudiaoliveira@gmail.com

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NÃO TENHO DE ENTENDER TUDO

 Foi uma semana mais calma. Começou vazia, aos poucos a vida ganhou forma. Ir ao curso ajudou-me muito. Ver e estar com pessoas com os mesmos objetivos torna os dias mais leves. Ver a preocupação dos professores, a interajuda dos meus colegas foi reconfortante. Estava atrasada em alguns trabalhos, mas consegui cumprir alguns prazos e concluir com sucesso alguns módulos. Um dia saí mais cedo da escola porque não estava a aguentar o cansaço e tinha imensas dores de cabeça. Deitei-me super cedo e acordei fresca no dia seguinte. Arrumei a casa, cozinhei, recebi amigos. Mesmo sem comer açúcar fui buscar dois bolos para os convidados. Chorei, aliviei a alma com desabafos. Coisas que me fazem alguma confusão, sobretudo a falta de empatia que vejo nos dias correntes em relação ao sofrimento dos outros. Pessoas que estiveram presente na minha vida durante vários anos a desprezar o meu sofrimento com música latina ou gargalhadas sem uma palavra de alento permite-me refletir. Não precisamos de manter a amizade, precisamos de manter o respeito. Eu não tenho pesadelos com isto, mas gosto de entender atos que não têm entendimento possível. Não tenho de entender tudo. Foi isso que aprendi esta semana. Não vou gastar energia a buscar respostas com supostas elações. Vou planear mais encontros com amigos, trabalhar mais, dedicar-me ao que mais gosto. Sábado acontece mais um encontro do clube literário em Lisboa. Também tenho o Magusto com amigos no final do dia. No Domingo tenho um almoço especial. E para tornar os das ainda melhores tenho o Saramago comigo, o rei do projeto Ler os Nossos. Está a ser uma leitura maravilhosa, como esperava. Os dias estão frios, mas arranjamos sempre forma de os aquecer um bocadinho.

 

VONTADE É TUDO

 

Ao contrário do que se passa em outros momentos, no curso tenho estabelecido várias relações. E sinto que vou fazer amizades, companheiros para as horas de estudo e trabalhos de grupo. Sinto-me como peixe na água. Com muita liberdade, com a criatividade no máximo, com os sentidos apurados. Não há lugar para tristezas, nem para dias cinzentos apesar da chuva. Estou tão feliz naquela turma, tão motivada. Tão cheia de energia. Os professores brincam com a minha energia e os meus colegas já conhecem o meu ritmo acelerado. Mesmo sentada, das sete à meia noite, sinto-me sempre em movimento. Com conversas que me interessam, com pessoas maduras e cheias de vida. Afinal sou mais sociável do que acreditava ser. E gostam de mim. O grupo aproxima-se, os colegas novos procuram em mim alguma identificação. Mostram fotografias, revelam pequenas histórias. Encontrei no humor a melhor forma de terminar os meus dias. Mesmo nos dias mais quietos condeno a preguiça. E continuo a acreditar que as pessoas não conseguem porque não querem. Não fazem porque não lhes apetece. Não são mais porque são pouco exigentes. E quando oiço "não tenho tempo" dá-me vontade de tossir a alma. Lamento a arrogância mas eu sou a prova viva que tudo se faz, sem empregada de limpeza, sem ajuda do pai e da mãe e sem riqueza. Sou eu e a minha vontade.

 

Já tive quatro empregos (escritório, empresa de decor e eventos, empregada de limpeza e criadora de conteúdos). Numa altura em que eu não sabia conversar com as minhas finanças andei a esfolar-me forte e feio por 5€ à hora. Corria, trabalhava no duro. Nennhum dia para descansar. Não passava os dias a queixar-me sem fazer nada. Fui à luta. Andava cansada. Exausta.  Até que entendi que o problema era outro, não era falta de dinheiro, era má gestão de dinheiro. Os euros que ganhava a mais não compensavam o esforço. Então organizei-me. E olhei com olhos de ver. Organização e poupança é vida. 

 

A vida deu uma volta de 360º e nunca pensei estar neste nível. E agora, planos para os próximos cinco anos? Vários. Está tudo anotado. Só não partilho convosco porque essas coisas não se devem partilhar. Sei bem o que digo. Adianto só que o curso é uma prioridade, conhecimento é a base. E gente, precisam de renovar o vosso conhecimento, as coisas já não são como eram há cinco/dez anos atrás quando estudavam, faziam testes e não existiam redes sociais. O mercado de trabalho está sempre a mudar. Não faltam workshops, cursos, formas de aprender mais. Queixar sem levantar o rabo da cadeira é a coisa mais fácil. Deixar para o ano seguinte também é super conveniente. Encontrar justificações idem idem aspas aspas. 

 

Vontade é tudo. 

O BALANÇO NECESSÁRIO ANTES DE TERMINAR 2017

 

 

Este ano foi um ano absoluto de aprendizagem.A palavra escolhida para conduzir este ano foi "poupança", foi exatamente nisso que eu foquei. Escolher uma palavra resulta. É como definir um grande objetivo para 12 meses. Um trabalho diário. E que tal começar a pensar na palavra do próximo ano? Começar a fazer um balanço do que ainda podemos fazer nos meses que faltam para terminar 2017? Comecei o ano de uma forma e vou terminar de outra totalmente diferente. 

 

Venho partilhar algumas coisas que aprendi este ano. 

 

- Resolver problemas nas finanças

Felizmente ficou tudo resolvido depois de vários conselhos. Consegui enfrentar situações que no passado me fariam fugir a sete pés. Escrevi sobre isso AQUI.

 

- Os grandes projetos começam com pequenos passos

Sempre fui muito acelerada. Quero tudo para ontem, mas preciso de entender que aos poucos alcanço os meus propósitos. Nem sempre a rapidez é amiga. Tudo tem o seu tempo. Regressei aos estudos e sinto-me realizada. 

 

- A sorte mudou quando mudei a minha postura em relação à sorte

Esta é difícil de explicar, mas acreditem que a energia está associada a tudo. Não são balelas, eu vi a minha vida mudar depois de mudar a minha postura e as minhas palavras. Experimenta não te queixares durante um longo período e agradecer por tudo o que te corre bem. 

 

- Parar, respirar fundo

Gosto de estar sempre ocupada com mil projetos. No entanto, este ano decidi abrir espaço na minha vida para não fazer absolutamente nada em alguns momentos da minha vida. Sem stress, sem arrumações, sem pressão. 

 

- É possível poupar 

Ao longo do ano este ponto foi uma constante mudança. Só depois do primeiro semestre é que começou realmente a acontecer e a surtir efeito no meu dia a dia. Abri uma conta poupança Aforro e tenho as finanças praticamente controladas. Reclamava muito da falta de dinheiro mas não fazia grande coisa para mudar. Fiz e resultou.

 

- Minimalismo não é ter poucas coisas

É um estilo intenso de vida. É mudar a cabeça e a forma como lidamos com o mundo. É transformar a importância dos detalhes na nossa vida e trazer o melhor para perto de nós. 

 

- Admitir os erros e seguir em frente

O ano passado criei uma empresa de eventos mas percebi que não era bem aquilo que queria fazer e decidi encerrar. Outro projeto está na gaveta mas ainda não é o momento certo. Admiti a minha falta de conhecimentos para construir uma empresa do género e decidi colocar um ponto final. Insistir no erro seria um duplo erro. Nem sempre a desistência é uma falha. 

 

- Como cortar com alguém no emprego

O texto fala por si, podem ler AQUI.

 

- Só tenho três certezas absolutas nesta vida

O amor pelos meus filhos e marido, o amor pelos meus irmãos e o meu amor pelos livros. O resto pode mudar a qualquer momento. 

 

- Sair da zona de conforto é maravilhoso

Ui, eu adoro rotinas e não era menina para grandes desafios. Este ano mudei ligeiramente isso e estou mega contente por ter tido experiências que só foram possíveis com esta aprendizagem.

 

- Não preciso de ser infeliz num emprego que não me realiza

Escrevi sobre isso também, podem ler AQUI.

 

- Viajar é possível

Passei a vida enganada. Se calhar enganaram-me. Pensava que viajar seria algo incansável e limitado a pessoas com uma conta bancária recheada. Não é. É possível. E não paguei a viagem aos bocadinhos. Apesar de algumas agências aceitarem essa modalidade. Viajar é maravilhoso, alarga os horizontes. Nem o medo de falar pouco a língua nativa do país estrangeiro é um impedimento. Tudo se resolve.  

 

- Eliminar as amizades tóxicas permitiu-me evoluir

Esta foi a maior aprendizagem. Tudo o que aprendi durante o ano deve-se a este pequeno grande passo. Passei por momentos complicados. Nem sempre é fácil admitir que aquela amizade tão boa, tão antiga, tão verdadeira não é nada disso. Agora pergunto-me porque não o fiz mais cedo. Tantos sinais à minha frente. Eliminei todas as amizades tóxicas. Nem uma para conta a história. 

 

 

E vocês? Muitas aprendizagens este ano? Contem-me, gosto de saber como correram os vossos dias, se notaram alterações ao longo destes meses. Temos algum ponto em comum nas aprendizagens deste ano?

 

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NÃO COMPRO MAIS

 

 

 

O meu lado consumista diminuiu drasticamente depois de estar um ano sem fazer compras. Ter a minha família, casa e carro contribuíram bastante. Tive de fazer escolhas. Primeiro foram estes os motivos. Depois acabei por sentir-me afectada pelo consumismo da sociedade exposto em todas as redes sociais e encontei um lado b confortável e equilibrado. Uma forma de salvaguardar os meus e o futuro deles. Assim como o planeta. Comecei a ficar preocupada verdadeiramente e aberta para encontrar explorar essas questões. Comecei por ver documentários, procurar muita informação. E foi apenas a ponta do icebergue. Verdade seja dita, há um mundo inteiro para explorar. Há infindáveis respostas para atenuar a exploração dos meios ambientais e humanos. Com a minha caminhada passei a valorizar outras coisas e parei de comprar algumas coisas. É exactamente isso que venho mostrar, o que parei de comprar. 

 

 

- jornais,revistas e afins

era viciada em revistas de moda. VICIADA. comprava tudo. a senhora da papelaria já me conhecia e tudo. Depois desfolhava por alto e acabavam acumuladas numa enorme pilha ao canto do quarto. Em dias de limpezas iam para o lixo. Agora aproveito os blog e o youtube para me colocar a par das novidades e tendências. 

 

- óculos de sol

não compro mais. tenho o mesmo par de óculos há bastante tempo e está tudo bem. 

 

-relógios

vejo sempre as horas no telemóvel mesmo com o relógio no pulso. não preciso. e sinceramente detesto ter os pulsos cheios de acessórios, não me dá jeito nenhum quando estou no escritório em frente ao computador. 

 

-capas para telemóvel 

antes tinha uma para cada dia da semana. qual era a necessidade? deixei-me disso. agora nem sequer uso, adoro o meu telemóvel simples e despido de cor. 

 

-desodorizante

ups, e agora? como assim? Verdade, uso um produto biológico muito comum nas nossas cozinhas: bicarbonato de sódio. Não tem alumínio nem afecta a minha saúde. É estranho? Para mim não é, é impecável e todos os vossos desodorizantes têm (para além de diversos químicos). Mas não sou a única, muitas pessoas fazem o mesmo. Procuro sempre gastar o meu dinheiro com produtos amigos do ambiente e da minha saúde. Desde produtos para cabelos, corpo e afins. Talvez um dia fale nos produtos que uso.

 

- acessórios

nunca mais comprei uma carteira na vida. Uso uma bolsa antiga perfeitamente em condições há uma série de anos de uma marca desaparecida em Portugal. Lembram-se da Naf Naf?

 

- agendas

com o Bullet Journal a minha vida mudou completamente. Antes tinha duas agendas, uma para o emprego e outra pessoal. Agora estou muito mais organizada e leve com apenas um caderno dentro da mala.

 

-canecas e copos de bebidas

não preciso de mil. chegam muito bem uma quantidade pequena. 

 

-vernizes

pois é, deixei de pintar as unhas. só as arranjo. tinha de andar sempre a retocar. quando quero uma cor pinto num tom nude. não ligo nada a essas coisas e passei a não gostar de me ver com unhas coloridas e tal. 

 

E vocês? Há alguma coisa que tenham deixado de comprar ao longo do tempo?

Bem cedo

 

Adoro ir ao ginásio. Portanto é meio caminho andado para não desistir dos meus objectivos. Sei que o exercício faz bem e tenho o prazer de confirmar isso quase todos os dias. Nos dias em que vou ao ginásio sinto mais energia do que o normal. Sinto-me capaz de tudo. Parece um bocadinho exagerado, mas perguntem a quem faz exercício regularmente.

 

O truque é começar e fazer do exercício um hábito. É quase como almoçar. Uma necessidade que o corpo tem. O sono em demasia, o cansaço, por mais incrível que pareça, pode ser um sinal: falta de exercício físico. Uma boa alimentação unida de exercício tem feitio maravilhas na minha vida. Não saberia estar sem aquele momento só meu.

 

Agora meti na cabeça que quero começar a correr. Acordar às seis e ir correr. O tempo ainda não ajudou, mas não quero deixar passar mais tempo. Quero ver os efeitos que terá começar o dia a fazer umas das coisas que mais gosto. E depois tomar um banho e tomar o pequeno almoço enquanto leio duas páginas de um bom livro. Aposto que só terei vantagens.

 

Quando a falta de tempo for uma desculpa, experimente saltar da cama mais cedo. Troque o "não consigo" pelo "vou tentar".