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Querem lá Ver

Um ano sem comprar roupa transformou-me

Querem lá Ver

Um ano sem comprar roupa transformou-me

Escuta

por Cláudia Oliveira, em 24.03.17

 

Esta semana tomei conhecimento de algumas situações graves relacionadas com um elemento familiar. Com os meus questionamentos, cara na cara (deixem as redes sociais), consegui mudar um bocadinho o seu pensamento. A sua primeira atitude foi mudar o que estava mal, cortar pela raiz. Pode ajudar, mas não funciona, as grandes mudanças não começam durante um almoço. São necessários vários dias e primeiramente uma mudança interior. Tem de existir aquele "click". E um pano encharcado de realidade. Eu fui a pessoa que esfregou o pano na sua cara. Sem gritos. Sem palmadinhas nas costas. Sem arrogância. Acho que o meu olhar mostrava tanta desilusão que era inevitável não existir uma tentativa.

 

Infelizmente, a maioria não quer ouvir a verdade. Verdade? Mas quando sabemos de algo não podemos cruzar os braços e ignorar a situação. Principalmente se gostas da pessoa e tens consciência. Eu não consigo. Eu preciso de fazer alguma coisa. Mas também sei o meu limite. Sei que não sou eu que vou mexer aquelas pernas. Sei que sou apenas um empurrão, a orientação. Se fosse eu, no lugar daquela pessoa, começava com mudanças relacionadas com a saúde. Venha quem vier, mas o exercício (seja ele qual for) é o trampolim. Quando não faço exercício (estou há cerca de vinte e cinco dias) noto logo uma quebra no meu ritmo e boa disposição. Obviamente que tento combater isso, nas não é a mesma coisa. Estás triste? Caminha. Respira ar puro. 

 

Pequenos objectivos traz grandes mudanças. Ninguém faz nada sozinho. Não somos caixas de correio à espera de uma noticia. Somos uma comunidade, temos familia, amigos e conhecidos. Precisamos de escrever uma carta para receber outra. Ou então, basta aparecer. Como foi o caso desta pessoa que me procurou. Atenta, entendi que havia ali algo. E em vez de me focar na minha alegria ou problemas, escutei. Não ouvi, escutei. Questionei. E depois do almoço falei com mais pessoas para sensibilizar e aproximar quem lhe quer bem. 

 

Escutar é tão simples. Existem tantas pessoas sozinhas, com medo de falar, com medo de julgamentos. Um gesto, muitos gestos, uma presença, muitas presenças, podem ajudar quem não consegue encontrar ajuda em ninguém. 

Até já lã quente e adorável

por Cláudia Oliveira, em 20.03.17

 

Ontem despedi-me das camisolas de lã. Fiz uma limpeza geral ao guarda roupa e reencontrei roupa esquecida dentro de caixas. A maioria foi para lavar. Lá enchei outro saco para doar. Também enchi um saco para fazer bainhas. Cinco ou seis peças que nunca usei. Não aguento, vejo meia dúzia raios de sol e corro para trocar tudo. Só faltam os lençóis da cama, hoje não dormi nada com tanto calor. Adoro quando está tudo no devido lugar. Com as flores frescas dentro do jarro e os livros arrumados à espera para serem lidos. Estendo-me na cama, olho em volto e sinto-me bem. No meu canto cor de rosa.

Rotina matinal

por Cláudia Oliveira, em 20.03.17

Acordo, faço alongamentos, meditação e estou ansiosa para começar a fazer Yoga. Hoje não deu, nem sempre dá. Miúdos pequenos apesar de não serem impedimento acabam por impedir algumas coisas. Eu venho trabalhar sem a rotina matinal. Ignoro o espaço e fico em silêncio durante o máximo possível. Só quero que não me chateiem. Só quero que chegue a hora de saída para ir feliz e contente para a minha happy life longe desta carga pesada. Hoje vou ao cinema com a best friend, para mim chega. Quando tenho a sorte de fazer aquilo que mais gosto antes de vir trabalhar, os dias aqui dentro são iguais, mas dentro de mim são muito melhores.  É ignorar, fazer o meu trabalho e fazer o que mais gosto depois das cinco. E tentar não olhar para as horas. 

Precisamos de tolerância

por Cláudia Oliveira, em 17.03.17

Quando engravidamos temos de ir a consultas. Começamos a faltar. Se a gravidez estiver a correr bem, óptimo. Se estiver a correr menos bem, falta a força. Depois temos de ir para a casa cuidar do bebé, às vezes esquecemos de cuidar de nós. Tentamos não esquecer, mas dias não são dias. Muito tempo depois temos de regressar ao emprego. Mais uma volta da vida, recomeço atrás de recomeço. Adaptação. O ambiente não é o mesmo. Temos de faltar quando o bebé está doente. Temos reuniões. Temos vacinas. E às vezes não temos ajudas. Eu não tenho ajudas. Sou eu e o meu marido. E pronto. Chega. Segundo filho, tudo outra vez. Mas agora as faltas acontecem com maior frequência. E quando faltamos sentimos culpa. Muita culpa por não termos a mesma produtividade. Andarmos cansadas. E quando regressamos tudo está pior. Não estás enquadrada, não fazes parte da equipa. Afinal tudo funcionou sem ti. Afinal meteram-te num cantinho como se estivesses de castigo. E começas a reparar nas perguntas, nas chamadas de atenção. Prometes dar o teu melhor, mas nunca chega porque tens de faltar. Mais uma otite. E quem é que foi a tua casa visitar o bebé? Ninguém. E quem pergunta se estás melhor? Quase ninguém. Alguns perguntam, alguns só querem saber porque estás a faltar. Tentas procurar novas oportunidades e notas uma pitada de inveja, de perguntas cheias de amargura. Porque também querem, mas não conseguem. Depois deixas de reconhecer quem achavas conhecer. Não foram as pessoas que mudaram, foste tu. Foste tu que começaste a entender e a ver o que não vias. E ninguém entende, ninguém quer entender. A tolerância não existe. É difícil para as pessoas desejarem as melhoras ou perguntar se estás melhor. Não há tolerância. As pessoas acham que faltamos porque queremos, os nossos filhos adoecem porque queremos. É, faz falta tolerância. E quando as pessoas acham que não estão a fazer nada de mal em tratar os outros desta forma, é duplamente triste. 

Feliz de quem não abdica dos seus princípios

por Cláudia Oliveira, em 10.03.17

 

Quando não tenho nada de bom para dizer, escolho o silêncio. Quando não tenho um elogio para dar, prefiro ficar calada e guardar a amargura. Primeiro, os outros não têm culpa da minha amargura. Segundo, os outros não têm culpa da minha falta de simpatia em nenhuma hora do dia. A minha arma será sempre a minha alegria. Sobretudo aquela que só eu vejo e guardo para mim (ou para depois das 17 horas). A melhor arma é a positividade longe do que me faz mal. O meu combate diário é grande em relação a todas as energias negativas presentes e próximas. Somos obrigados a lidar com quem não queremos algumas vezes. Não é verdade? Mas felizmente aprendi a lidar "por educação". Tratar com educação quem outrora foi meu amigo e agora é um conhecido. Mesmo quando embirram, são mesquinhos, torno-me mais consciente de que sou melhor. Não sinto inveja de ninguém. Não há sentimento mais pobre que este. Nem do que têm, muito menos do que são. Por ter consciência da minha grandeza, mas sobretudo por continuar fiel aos meus princípios. Porque podemos mudar tudo, excepto os nossos princípios. 

Sem palavras presas na garganta

por Cláudia Oliveira, em 24.02.17

 

Uma amiga, durante um chá, disse-me: "Tu enfrentas as pessoas. As pessoas não gostam de ser enfrentadas". E fiquei a pensar naquilo. Eu enfrento as pessoas. Eu não gosto de guardar as palavras que tenho para dizer porque fico a pensar nelas e isso não me faz bem. Fico ansiosa. Então procuro sempre enfrentar e dizer com sinceridade o que penso. Pouco comum. Normalmente as pessoas fingem que não se passa nada. Eu não consigo.

 

Ultimamente (este ano) reparei não o faço com a mesma frequência. Em duas ou três situações (e pessoas) simplesmente desisti e não senti necessidade de enfrentar a situação. Quando acho que a pessoa já não merece essa acção da minha parte quer dizer uma coisa: já não me importo

 

Isto de importar tem muito a ver com a hora de deitar a cabeça na almofada. Se a minha mente não procura uma justificação para a acção A ou B, ou se acordo sem palavras presas na garganta quer dizer que já não importa. Não me faz mal, já não importa.

 

Quando me afastei de uma pessoa este ano diziam-me; "tens de falar com ela". Mas eu já não sinto necessidade de falar. O peso no peito desapareceu. Foram tantas as conversas, entendem? Isto é o que eu chamo de : cortar com as pessoas. Tem de ser natural. Não temos de ficar a remoer vezes sem conta as situações ou os motivos do afastamento. Tem muito a ver com aceitação.

 

Aceitar a saída e perdoar dentro do peito. Entender os benefícios de nunca mais andar com expectativas em relação à pessoa A ou B. É de uma sensação de liberdade enorme. Isto foi a minha maior aprendizagem durante o ano passado. Não vos minto, foi uma aprendizagem gradual e não consegui fazer isto do dia para a noite. Foi algo que mudou na minha mente através da experiência, da repetição. Ao chegar a este ponto tornei-me mais forte emocionalmente e preparada para outros desafios. O foco virou-se para o que faz bem e não para o que andava a fazer-me mal.

 

O auto conhecimento é muito importante nesta caminhada. Primeiro espiritual e emocional. Por onde se começa? Pela curiosidade. A curiosidade será sempre o ponto de partida para tudo. Remete à pesquisa, procura, questionamento. E quando estamos prontos para receber informação em relação a algo que queremos ter conhecimento simplesmente a energia atrai o resto. 

Momentos em família

por Cláudia Oliveira, em 23.02.17

 

 

Ontem foi muito giro. O meu marido esteve a ler uma história em voz alta para nós. O livro chama-se "As Mais Belas Coisas do Mundo", de Valter Hugo Mãe. Apagámos a luz da sala e acendemos uma lanterna para criar um clima intimista. Maravilhoso. Antigamente era costume a leitura em voz alta. Tem vindo a perder-se esse hábito, se é que já não se perdeu de todo. A menina acabou por adormecer, o Gustavo ficou atento e agarradinho a mim enquanto escutava a história. Tirando um momento ou outro que quis agarrar na laterna e virar a página antes do tempo. Eu acabei por participar e ler algumas passagens. Tem sido interessante estes pequenos momentos. Queria muito que o meu marido lesse uma história para nós. E acho que ele gostou também. Um programa que não custa um cêntimo, mas faz toda a diferença. Espero trazer mais um livro infantil na próxima visita à biblioteca para uma próxima leitura em voz alta em família. Desta vez espero trazer um livro menos melancólico. O próximo desafio é escrever uma pequena história para a minha família. Estou entusiasmada. Era algo que sempre quis fazer, mas adiei. É possível quebrar a rotina com este pequenos momentos. Ainda por cima é engraçado. 

Nova etapa, novos desafios

por Cláudia Oliveira, em 21.02.17

 

 

Novos desafios avizinham-se. E o meu corpo já não sossega. Já faço histórias na minha cabeça, monto cenários e festejo vitórias.

 

Primeiro, o meu horário de trabalho vai alargar, passo a sair às 17 horas. Vai ser uma mudança intensa nos meus hábitos. Era um período que servia para me organizar e fazer algumas tarefas. Tenho pensado como vou contornar esse obstáculo. No que vou precisar "largar". E acho que tenho a resposta. Tenho várias tarefas e dedico o meu tempo sempre a projectos que me deixam feliz. Pouco ou nada faço por obrigação (excepto aquelas tarefas domésticas que quase ninguém gosta ). E esse é o segredo para os dias serem mais leves e não se tornarem um peso pesado ou algo complicado. Não estou a fazer profissionalmente a tempo inteiro aquilo que quero fazer, mas pretendo caminhar nesse sentido.

 

Eu olho para a minha agenda e só vejo coisas que me deixam feliz. Família, estudar, ler, ginásio, gravar vídeo, escrever post nos blogues, ver filme ou documentário Y, ir ao cinema, estar com amigos, organizar isto ou aquilo,...entre outras tarefas. Vou alternando dia sim, dia não ou conforme a minha disponibilidade. Ter dois blogues e um canal no Youtube não me dá trabalho nenhum. Pelo contrário.  

 

Os dias vão começar mais cedo. Com bom tempo costumo saltar da cama às seis. Fui correr enquanto a vila dormia às seis da manhã na segunda-feira. Fico com o exercício feito, a energia aumenta e preparo-me com um dia maravilhoso. Se não der para ir ginásio no final do dia, não tenho desculpas. Para mim, falta de tempo não é desculpa. Uma hora não faz diferença no meu sono porque deito-me cedo. Mas uma hora de exercício faz muitas diferenças no meu dia. Comer bem e a meditação começa a ser importante. Eu acredito que vou conseguir gerir da melhor forma

 

Ontem em conversa com a educadora do meu filho senti-me mais leve com alguns conselhos e entendi que estou no caminho certo. Ela deu-me várias dicas que abracei com muito carinho. Algumas pessoas cruzam o nosso caminho, quando estamos com os sentidos ligados no momento, no presente, no agora, retiramos o melhor.

 

Tem sido um ano muito intenso a nível pessoal. Os meus sonhos tendem a tornarem-se gigantes e a minha vontade de atingir a realização de alguns está gradualmente a tornar-se consistente. Defini claramente aquilo que não quero mais na minha vida. E tem sido óptimo no fluxo dos acontecimentos. Como assim? Quando estamos rodeados de boas energias é mais simples.

 

Falar a mesma língua acaba com desgaste para nos fazermos entender. Já vos acontecer conversarem com alguém mas nunca serem compreendidos? Ou serem sempre mal interpretados? Naturalmente acabam a discutir, não é? Comigo aconteceu. Se o problema é esporádico, só e apenas com uma ou duas pessoas, dá que pensar. Não é necessário existir um corte radical, mas é necessário um afastamento. Não precisamos de todas as pessoas na nossa vida. Algumas estão para perturbar. Não queremos isso, não é verdade? Se alguém te faz  sentir mal diariamente convém repensar essa relação. Foi exactamente isso que eu fiz e tornei-me mais feliz. Primeiro por ter a capacidade de cortar laços que me prejudicam. Segundo porque as boas energias trazem frutos bons. Não quero mendigar amizades ou qualquer outro tipo de relação. Eu mereço sempre o melhor. Sinto-me merecedora do melhor! Digo com todas as forças do meu ser. 

 

Daqui para a frente, preciso de elaborar um novo plano para esta nova etapa. Sinto que estive três anos a preparar-me para este momento. A gestão do meu tempo, a confiança e a determinação fazem parte de todo o processo. Vamos! Sem esperar mais. 

 

Leves truques para tornar os dias leves

por Cláudia Oliveira, em 14.02.17

 

Batom laranja. Eu sei que há muita gente que opta pelo batom vermelho para alegrar os seus dias e dar aquele power que só um salto alto consegue dar. Mas nem sempre apetece um salto alto (as minhas costas não gostam muito). Eu escolho o batom laranja. Primeiro é a minha cor preferida de batom, é irreverente e dá aquele toque especial às minhas roupas unido de um BB Cream e iluminador. É alegre e deixa-me de alto astral. 

 

Mudar a mala/carteira. Faço questão de mudar a mala/carteira aos domingos de manhã para começar a semana. Parece um truque parvo, mas é realmente um truque que funciona comigo. Eu sei que há quem mude de mala quase todos os dias, mas eu não sou pessoa para isso. Sinceramente não tenho paciência. Uso a mesma durante um ou duas semanas. Ao fim de semana tento usar pouco peso possível e opto pelas malas mais pequenas. 

 

Copo de vinho. Para mim não há nada mais relaxante do que chegar à sexta e abrir uma garrafa de vinho. Saborear um copo de vinho tinto é aquele meu momento preferido de brinde à vida. Em dias muito complicados faço questão de brindar à vida no final do dia sem esperar pela sexta. 

 

Estes são os meus truques para alegrar os dias de chuva ou quebrar o peso da rotina. Os dias ficam lindos e maravilhosos. O corpo e a alma agradecem o sorriso no rosto e isso vê-se. Os outros parecem mais felizes também. Tenho mais truques. Deixo-vos agora estes três. Quem sabe vos inspire a partilhar comigo os vossos leves truques para tornar os vossos dias leves. 

Agitar para recuperar

por Cláudia Oliveira, em 13.02.17

 

Para recuperar as energias gosto de ter as minhas pessoas preferidas perto de mim. Quando estou na semana mais cansativa do mês (trabalho extra por parte do marido) procuro convidar os amigos para café, chá, bolo, jantar ou visitar a família. Foi o caso deste fim de semana. Permiti-me brindar à vida, ter uma saudável conversa com a amiga do coração, dei os meus passeios com os filhotes e cozinhei para os meus amigos. Apesar do cansaço, consegui agradar. Estes momentos aliviam a carga pesada do cansaço. Ao contrário da maioria, eu procuro agitar em semanas agitadas. E assim começo mais uma semana, de bateria cheia de energia boa e pronta para realizar mais tarefas que determinam o meu caminho.

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