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Querem lá Ver

Um ano sem comprar roupa transformou-me

Querem lá Ver

Um ano sem comprar roupa transformou-me

Incentiva alguém

por Cláudia Oliveira, em 22.03.17

 

Quando alguém começa uma dieta, uma pequena mudança, começa a ouvir várias frases. É tiro e queda: "não precisas", "deixar de comer, para quê?", "uma sopa?credo", "tens de comer um bocado de tudo", "uma chocolatinho não faz mal". Normalmente isso vem de pessoas sem iniciativa, algumas até precisam de emagrecer mas dizem "estou bem assim, adoro o meu corpo". Até podem adorar o seu corpo, até podem ser muito felizes com o seu corpo, mas a saúde vem sempre em primeiro lugar. E ninguém é saudável a longo prazo com uma alimentação pouco cuidada.  Hoje uma colega minha vinha toda entusiasmada com um novo plano alimentar, a primeira coisa que ouviu de outro colega foi: "eu não conseguia só comer isso, deixar de comer não é solução". Gente! Não é deixar de comer, é comer com moderação, deixar os maus hábitos, escolher fruta e legumes. Se tu não consegues, deixa os outros tentarem. Aliás, deixem os outros comerem aquilo que querem. Eu fui a única que a incentivou: expliquei-lhe que as dietas têm um problema porque são a curto prazo, que a ideia é ela transformar a dieta em hábitos saudáveis a longo prazo. Comer muitos legumes e fruta não é um problema. E os legumes não são caros como ela pensa que são. Depois mostrei um livro de uma nutricionista que anda sempre comigo para ela ter algumas ideias. E o melhor conselho de todos: bebe muita água. Às vezes pensamos que temos fome, mas é apenas sede. Não é mais fácil ter alguém a incentivar e mostrar novas ideias em vez de oferecer palavras desmotivadoras? As palavras são uma arma muito poderosa

Sem palavras presas na garganta

por Cláudia Oliveira, em 24.02.17

 

Uma amiga, durante um chá, disse-me: "Tu enfrentas as pessoas. As pessoas não gostam de ser enfrentadas". E fiquei a pensar naquilo. Eu enfrento as pessoas. Eu não gosto de guardar as palavras que tenho para dizer porque fico a pensar nelas e isso não me faz bem. Fico ansiosa. Então procuro sempre enfrentar e dizer com sinceridade o que penso. Pouco comum. Normalmente as pessoas fingem que não se passa nada. Eu não consigo.

 

Ultimamente (este ano) reparei não o faço com a mesma frequência. Em duas ou três situações (e pessoas) simplesmente desisti e não senti necessidade de enfrentar a situação. Quando acho que a pessoa já não merece essa acção da minha parte quer dizer uma coisa: já não me importo

 

Isto de importar tem muito a ver com a hora de deitar a cabeça na almofada. Se a minha mente não procura uma justificação para a acção A ou B, ou se acordo sem palavras presas na garganta quer dizer que já não importa. Não me faz mal, já não importa.

 

Quando me afastei de uma pessoa este ano diziam-me; "tens de falar com ela". Mas eu já não sinto necessidade de falar. O peso no peito desapareceu. Foram tantas as conversas, entendem? Isto é o que eu chamo de : cortar com as pessoas. Tem de ser natural. Não temos de ficar a remoer vezes sem conta as situações ou os motivos do afastamento. Tem muito a ver com aceitação.

 

Aceitar a saída e perdoar dentro do peito. Entender os benefícios de nunca mais andar com expectativas em relação à pessoa A ou B. É de uma sensação de liberdade enorme. Isto foi a minha maior aprendizagem durante o ano passado. Não vos minto, foi uma aprendizagem gradual e não consegui fazer isto do dia para a noite. Foi algo que mudou na minha mente através da experiência, da repetição. Ao chegar a este ponto tornei-me mais forte emocionalmente e preparada para outros desafios. O foco virou-se para o que faz bem e não para o que andava a fazer-me mal.

 

O auto conhecimento é muito importante nesta caminhada. Primeiro espiritual e emocional. Por onde se começa? Pela curiosidade. A curiosidade será sempre o ponto de partida para tudo. Remete à pesquisa, procura, questionamento. E quando estamos prontos para receber informação em relação a algo que queremos ter conhecimento simplesmente a energia atrai o resto. 

Momentos em família

por Cláudia Oliveira, em 23.02.17

 

 

Ontem foi muito giro. O meu marido esteve a ler uma história em voz alta para nós. O livro chama-se "As Mais Belas Coisas do Mundo", de Valter Hugo Mãe. Apagámos a luz da sala e acendemos uma lanterna para criar um clima intimista. Maravilhoso. Antigamente era costume a leitura em voz alta. Tem vindo a perder-se esse hábito, se é que já não se perdeu de todo. A menina acabou por adormecer, o Gustavo ficou atento e agarradinho a mim enquanto escutava a história. Tirando um momento ou outro que quis agarrar na laterna e virar a página antes do tempo. Eu acabei por participar e ler algumas passagens. Tem sido interessante estes pequenos momentos. Queria muito que o meu marido lesse uma história para nós. E acho que ele gostou também. Um programa que não custa um cêntimo, mas faz toda a diferença. Espero trazer mais um livro infantil na próxima visita à biblioteca para uma próxima leitura em voz alta em família. Desta vez espero trazer um livro menos melancólico. O próximo desafio é escrever uma pequena história para a minha família. Estou entusiasmada. Era algo que sempre quis fazer, mas adiei. É possível quebrar a rotina com este pequenos momentos. Ainda por cima é engraçado. 

Nova etapa, novos desafios

por Cláudia Oliveira, em 21.02.17

 

 

Novos desafios avizinham-se. E o meu corpo já não sossega. Já faço histórias na minha cabeça, monto cenários e festejo vitórias.

 

Primeiro, o meu horário de trabalho vai alargar, passo a sair às 17 horas. Vai ser uma mudança intensa nos meus hábitos. Era um período que servia para me organizar e fazer algumas tarefas. Tenho pensado como vou contornar esse obstáculo. No que vou precisar "largar". E acho que tenho a resposta. Tenho várias tarefas e dedico o meu tempo sempre a projectos que me deixam feliz. Pouco ou nada faço por obrigação (excepto aquelas tarefas domésticas que quase ninguém gosta ). E esse é o segredo para os dias serem mais leves e não se tornarem um peso pesado ou algo complicado. Não estou a fazer profissionalmente a tempo inteiro aquilo que quero fazer, mas pretendo caminhar nesse sentido.

 

Eu olho para a minha agenda e só vejo coisas que me deixam feliz. Família, estudar, ler, ginásio, gravar vídeo, escrever post nos blogues, ver filme ou documentário Y, ir ao cinema, estar com amigos, organizar isto ou aquilo,...entre outras tarefas. Vou alternando dia sim, dia não ou conforme a minha disponibilidade. Ter dois blogues e um canal no Youtube não me dá trabalho nenhum. Pelo contrário.  

 

Os dias vão começar mais cedo. Com bom tempo costumo saltar da cama às seis. Fui correr enquanto a vila dormia às seis da manhã na segunda-feira. Fico com o exercício feito, a energia aumenta e preparo-me com um dia maravilhoso. Se não der para ir ginásio no final do dia, não tenho desculpas. Para mim, falta de tempo não é desculpa. Uma hora não faz diferença no meu sono porque deito-me cedo. Mas uma hora de exercício faz muitas diferenças no meu dia. Comer bem e a meditação começa a ser importante. Eu acredito que vou conseguir gerir da melhor forma

 

Ontem em conversa com a educadora do meu filho senti-me mais leve com alguns conselhos e entendi que estou no caminho certo. Ela deu-me várias dicas que abracei com muito carinho. Algumas pessoas cruzam o nosso caminho, quando estamos com os sentidos ligados no momento, no presente, no agora, retiramos o melhor.

 

Tem sido um ano muito intenso a nível pessoal. Os meus sonhos tendem a tornarem-se gigantes e a minha vontade de atingir a realização de alguns está gradualmente a tornar-se consistente. Defini claramente aquilo que não quero mais na minha vida. E tem sido óptimo no fluxo dos acontecimentos. Como assim? Quando estamos rodeados de boas energias é mais simples.

 

Falar a mesma língua acaba com desgaste para nos fazermos entender. Já vos acontecer conversarem com alguém mas nunca serem compreendidos? Ou serem sempre mal interpretados? Naturalmente acabam a discutir, não é? Comigo aconteceu. Se o problema é esporádico, só e apenas com uma ou duas pessoas, dá que pensar. Não é necessário existir um corte radical, mas é necessário um afastamento. Não precisamos de todas as pessoas na nossa vida. Algumas estão para perturbar. Não queremos isso, não é verdade? Se alguém te faz  sentir mal diariamente convém repensar essa relação. Foi exactamente isso que eu fiz e tornei-me mais feliz. Primeiro por ter a capacidade de cortar laços que me prejudicam. Segundo porque as boas energias trazem frutos bons. Não quero mendigar amizades ou qualquer outro tipo de relação. Eu mereço sempre o melhor. Sinto-me merecedora do melhor! Digo com todas as forças do meu ser. 

 

Daqui para a frente, preciso de elaborar um novo plano para esta nova etapa. Sinto que estive três anos a preparar-me para este momento. A gestão do meu tempo, a confiança e a determinação fazem parte de todo o processo. Vamos! Sem esperar mais. 

 

Leves truques para tornar os dias leves

por Cláudia Oliveira, em 14.02.17

 

Batom laranja. Eu sei que há muita gente que opta pelo batom vermelho para alegrar os seus dias e dar aquele power que só um salto alto consegue dar. Mas nem sempre apetece um salto alto (as minhas costas não gostam muito). Eu escolho o batom laranja. Primeiro é a minha cor preferida de batom, é irreverente e dá aquele toque especial às minhas roupas unido de um BB Cream e iluminador. É alegre e deixa-me de alto astral. 

 

Mudar a mala/carteira. Faço questão de mudar a mala/carteira aos domingos de manhã para começar a semana. Parece um truque parvo, mas é realmente um truque que funciona comigo. Eu sei que há quem mude de mala quase todos os dias, mas eu não sou pessoa para isso. Sinceramente não tenho paciência. Uso a mesma durante um ou duas semanas. Ao fim de semana tento usar pouco peso possível e opto pelas malas mais pequenas. 

 

Copo de vinho. Para mim não há nada mais relaxante do que chegar à sexta e abrir uma garrafa de vinho. Saborear um copo de vinho tinto é aquele meu momento preferido de brinde à vida. Em dias muito complicados faço questão de brindar à vida no final do dia sem esperar pela sexta. 

 

Estes são os meus truques para alegrar os dias de chuva ou quebrar o peso da rotina. Os dias ficam lindos e maravilhosos. O corpo e a alma agradecem o sorriso no rosto e isso vê-se. Os outros parecem mais felizes também. Tenho mais truques. Deixo-vos agora estes três. Quem sabe vos inspire a partilhar comigo os vossos leves truques para tornar os vossos dias leves. 

Eu decido

por Cláudia Oliveira, em 08.02.17

 

Quando não corre bem, não faz mal. Não espero pela próxima segunda-feira para recomeçar. Não lamento eternamente o sucedido. Não. Recomeço no dia seguinte, preparo-me com outras armas para a tarefa planeada. Às vezes, coloco muitas tarefas no meu Bullet Journal só para um único dia. Às vezes, surgem imprevistos. É natural, é completamente natural. A rotina é quebrada por eventos inesperados. E ainda bem. A vida não é uma linha reta. É bem mais do que isso. E cabe ao meu poder de decisão actuar e fazer diferente. Felizmente tenho esse poder. Posso mudar, avançar ou simplesmente ficar sentada no sofá a lamentar o que podia ter sido feito e não foi. 

Bem cedo

por Cláudia Oliveira, em 03.02.17

 

Adoro ir ao ginásio. Portanto é meio caminho andado para não desistir dos meus objectivos. Sei que o exercício faz bem e tenho o prazer de confirmar isso quase todos os dias. Nos dias em que vou ao ginásio sinto mais energia do que o normal. Sinto-me capaz de tudo. Parece um bocadinho exagerado, mas perguntem a quem faz exercício regularmente.

 

O truque é começar e fazer do exercício um hábito. É quase como almoçar. Uma necessidade que o corpo tem. O sono em demasia, o cansaço, por mais incrível que pareça, pode ser um sinal: falta de exercício físico. Uma boa alimentação unida de exercício tem feitio maravilhas na minha vida. Não saberia estar sem aquele momento só meu.

 

Agora meti na cabeça que quero começar a correr. Acordar às seis e ir correr. O tempo ainda não ajudou, mas não quero deixar passar mais tempo. Quero ver os efeitos que terá começar o dia a fazer umas das coisas que mais gosto. E depois tomar um banho e tomar o pequeno almoço enquanto leio duas páginas de um bom livro. Aposto que só terei vantagens.

 

Quando a falta de tempo for uma desculpa, experimente saltar da cama mais cedo. Troque o "não consigo" pelo "vou tentar". 

Só boas energias em 2017

por Cláudia Oliveira, em 24.01.17

 

 

Às vezes as pessoas arranjam justificações para justificar algo que não compreendem. Seja a tua mudança em relação a ela, seja em relação ao mundo. Como não conseguem entender, mandam as culpas para cima de quem se afastou sem olhar para si mesmo ou entender que simplesmente o afastamento aconteceu porque na verdade não era amizade. Ou era e acabou.

Eu antes aguentava e ainda dava justificações para suportar certas pessoas, mas isso acabou. Às vezes, não há uma razão. É só a energia que quebra e não queremos recuperar. Eu sempre fui aquela pessoa que preferia ficar calada ao ser mal educada ou dizer algo para magoar. Eu podia dizer tanta coisa, mas fico a ouvir e concordo. E até isso confundem com falta de auto estima ou confiança.  Às vezes, não concordo, mas claro que nesse caso é porque "não aceito" ouvir as verdades. Tão conveniente. A verdade não pode ser confundida com arrogância ou mania da superioridade. E a única coisa que me faz afastar não é a arrogância (porque eu também tenho a minha dose), é estarem constantemente a falar mal dos outros. E eu pela frente vejo as minhas costas. E até consigo sentir as costas a arder.

Caminho o meu caminho, a minha estrada e quando olho para trás as vozes já não me dizem nada porque no fundo nunca levei muito a sério. Não temos todos de abanar a cabeça e dizer que sim, por mais jeito que dê aos outros. E eu acabei com isso em 2017. Quero boas energias. Quero longe quem cala a minha voz ou não dá importância a ela. Assim ficamos todos felizes! Não guardo mágoa de ninguém, nem estou chateada. O melhor disto tudo é que eu arrumei o que havia para arrumar. E nem estou a falar das tralhas. 

Quando afastamos as pessoas que não nos fazem bem estamos a dar espaço para entrar novas pessoas. Estamos a expandir a nossa energia para algo melhor. Não te sintas culpada. O que partiu, tinha de partir. E o que permance ao teu lado, de mão dada, sempre a olhar por ti, é para ficar e cuidar.

 

Cuidar quem está, arrumar quem foi.

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