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contactoclaudiaoliveira@gmail.com

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Só boas energias em 2017

 

 

Às vezes as pessoas arranjam justificações para justificar algo que não compreendem. Seja a tua mudança em relação a ela, seja em relação ao mundo. Como não conseguem entender, mandam as culpas para cima de quem se afastou sem olhar para si mesmo ou entender que simplesmente o afastamento aconteceu porque na verdade não era amizade. Ou era e acabou.

Eu antes aguentava e ainda dava justificações para suportar certas pessoas, mas isso acabou. Às vezes, não há uma razão. É só a energia que quebra e não queremos recuperar. Eu sempre fui aquela pessoa que preferia ficar calada ao ser mal educada ou dizer algo para magoar. Eu podia dizer tanta coisa, mas fico a ouvir e concordo. E até isso confundem com falta de auto estima ou confiança.  Às vezes, não concordo, mas claro que nesse caso é porque "não aceito" ouvir as verdades. Tão conveniente. A verdade não pode ser confundida com arrogância ou mania da superioridade. E a única coisa que me faz afastar não é a arrogância (porque eu também tenho a minha dose), é estarem constantemente a falar mal dos outros. E eu pela frente vejo as minhas costas. E até consigo sentir as costas a arder.

Caminho o meu caminho, a minha estrada e quando olho para trás as vozes já não me dizem nada porque no fundo nunca levei muito a sério. Não temos todos de abanar a cabeça e dizer que sim, por mais jeito que dê aos outros. E eu acabei com isso em 2017. Quero boas energias. Quero longe quem cala a minha voz ou não dá importância a ela. Assim ficamos todos felizes! Não guardo mágoa de ninguém, nem estou chateada. O melhor disto tudo é que eu arrumei o que havia para arrumar. E nem estou a falar das tralhas. 

Quando afastamos as pessoas que não nos fazem bem estamos a dar espaço para entrar novas pessoas. Estamos a expandir a nossa energia para algo melhor. Não te sintas culpada. O que partiu, tinha de partir. E o que permance ao teu lado, de mão dada, sempre a olhar por ti, é para ficar e cuidar.

 

Cuidar quem está, arrumar quem foi.

Escolher uma palavra para 2017

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Em Dezembro pensei muito no que pretendia realizar em 2017. Gosto de fazer um balanço e predefinir os meus objectivos a curto/médio prazo. Sabia o que tinha feito em 2016 e estava focada em mudar certos pontos. Quero melhorar alguns pontos a nível pessoal e profissional. O desenvolvimento pessoal é muito importante para mim. Existem pontos que ainda estou a trabalhar. Vejo-me como uma torre em constante construção. Ao longo da vida tenho desconstruindo verdades absolutas e isso faz-me crescer. Não tenho duas palas e procuro sempre questionar-me e encontrar respostas. 

 

Um exemplo: Desde pequena que oiço falar nas vantagens do leite para um crescimento saudável. Com conhecimento através da minha experiência pessoal, documentários e livros descobri que o leite não me fazia bem. Pelo contrário. Referi o leite, mas podia ser outra coisa qualquer. É apenas um exemplo para conseguir explicar-vos melhor a minha forma de ver a vida. Saio da zona de conforto e procuro respostas. 

 

No final de 2016 estava confusa em relação ao queria para 2017. Tive de afastar-me do "barulho" para encontrar as minhas respostas sem influência de ninguém. Sem criticas ou sugestões. É importante olhar para dentro de mim e saber o que quero realmente. Tinha começado a dizer "não" a algumas situações e a cortar com outras. Mas é sempre nos últimos dias que percebo através de um balanço mental o que quero ou não quero. Desta forma nasceu o grupo Poupança ( que muito tem servido de ferramenta para partilha e inspiração), os meus objectivos e a vontade de os partilhar com todos. Este blog existe desde novembro de 2015. O bichinho da partilha estava cá. 

 

Sempre fui organizada, mas pouco poupada. Podia poupar imenso em muitas coisas, mas acabava por gastar imenso em outras. Em livros principalmente. E foi assim que começou esta saga que tem apenas 18 dias. Não mudei a minha vida de um dia para o outro. Foi uma mudança gradual. O mental primeiro. As ideias amadureceram ao longo de um ano. E tive a sorte de encontrar pessoas com as quais me identifiquei ao longo da caminhada que me ajudaram com o empurrão final. 

 

Resumindo, queria encontrar a palavra certa para definir o meu ano. No meu primeiro vídeo do ano escolhi "Poupança" e foi muito bem recebida. Parece que mais pessoas estão no mesmo barco que eu. Parece que mais pessoas querem alterar algumas coisas. Acabei por falar em algo que mais pessoas também queriam partilhar. No grupo muitas pessoas agradeceram a existência do mesmo. Eu tinha um objectivo, agora tenho um plano. Essa foi a grande mudança. 

 

Tive um longo caminho até chegar aqui. O maior processo de transformação deu-se o ano passado. Quero qualidade de vida. E estou a fazer por isso. 

 

Qual a tua palavra para 2017? Já pensaste sobre isso?

Minimalismo | Como tudo começou

 

Tenho tanto para partilhar convosco. Nestas últimas semanas tenho dedicado a minha atenção ao estudo. Sou uma auto didacta e gosto de aprender. A minha curiosidade pelas mais diversas áreas faz-me estudar. Gosto de alargar os meus horizontes. Seja através de livros, filmes, documentários, internet... No futuro através de viagens. Devido à minha sede pelo conhecimento, rodeio-me sempre (quase sempre, vá) de pessoas com interesses diversos para aprender com elas. Absorvo tudo e escolho o que mais se identifica comigo. Não saio por aí a converter-me a todas as religiões. Sem extremismos, please. 

 

Há ano e pouco descobri o minimalismo. Não tinha um nome. Só percebi mais tarde que a minha atitude de estar sem consumir por um ano era chamado de minimalismo. Comecei a procurar tudo sobre o assunto e senti-me perto de algo com que me identificava. Estar sem consumir mudou a minha vida. Mudou-me como pessoa. Senti necessidade de mudar porque a minha vida ficou diferente com a chegada dos meus filhos. Eu fiquei diferente. Eu comecei a ver o que realmente interessava. O brilho do consumismo não era para mim, eu já não era assim. Já não sou. Eu de facto acho um desperdício de dinheiro comprar roupa sem fim, encher os armários e não usar metade. Não me identifico de todo. Quando sinto que estou errada faço por mudar. De facto, enfrento os meus defeitos e tento.

 

O meu único problema em relação ao consumismo sempre foram os livros, mas também estou a fazer por mudar. Na verdade nunca vi isso como um problema grave porque leio bem mais do que aquilo que compro. Mas é. Outro problema é a necessidade de ter um telemóvel sofisticado, com uma boa câmara.  Sinto que preciso disso para trabalhar nas áreas que mais gosto. Será que preciso?

 

Por saber que era consumista de uma forma desequilibrada ponderei testar-me. Nada melhor para o auto conhecimento. Eu faço isso frequentemente e descubro sempre várias coisas sobre mim. Aliás, eu gosto de sair da zona de conforto para ver mais além. Leio livros fora da minha zona de conforto, vejo filmes que nunca estiveram na minha lista. Juro, não há nada melhor do que enfrentar o desconhecido. Nunca me ouvirão dizer, "não consigo" sem tentar. E rodeada de todos estes factores, pus mãos à obra numa altura mais fácil. Foi durante a gravidez da minha segunda filha que decidi ficar um ano sem comprar roupa, calçado e acessórios. 

 

Mais fácil porque estaria muito tempo em casa a cuidar dela e não precisava de roupa nova para enfrentar encontros sociais ou outro tipo de eventos. Mas enganei-me, não foi a altura mais fácil. Foi o ano mais movimentado de sempre. Fiz inúmeras coisas, saí imenso e conheci muito. Mas continuava a não precisar de roupa. Interessante não é? Tive ajuda de uma amiga minha que me ofereceu várias peças. Deu para fazer uma revisão ao guarda-roupa no inicio do projecto. No entanto, fiz uma valente selecção e escolhi apenas peças importantes. 

 

Como não fiquei satisfeita, aderi recentemente ao armário cápsula. Já fiz a selecção das peças ( no entanto, preciso de diminuir). Para tornar o compromisso mais sério, resolvi revelar-vos quais foram as peças e fazer um update no final do primeiro mês. O que acham?

 

Estar um ano sem comprar roupas foi o pontapé de partida para a grande mudança.  O que mudou de facto? Vou contar tudo brevemente. Como vos disse, estou cheia de ideias para escrever no blog. Eu não quero seguir um estilo de vida minimalista porque o minimalismo está (ou não) na moda. Eu quero realmente deixar entrar o minimalismo na minha vida, ainda tenho um grande caminho pela frente. Este blog foi o lugar que arranjei para registar todo o meu processo e dividir com outras pessoas a minha caminhada.

 

Desafio concluído com sucesso

Encerrei este blog, mas está na hora de o trazer de volta. Na verdade ficou parado porque queria dedicar-me exclusivamente a outros projectos. Mas consegui estar um ano sem fazer compras. Nem uma única peça de roupa, calçado ou malas. Estou muito orgulhosa de mim. Ao longo deste ano consegui aprender muito. E é isso que pretendo trazer para o blog, a minha aprendizagem. As minhas dicas, os meus desabafos, as mudanças que trouxeram à minha vida esta forma de levar a vida. Quero que 2017 seja um ano diferente. Quero mudar mais um bocadinho. Afinal abri uma empresa de eventos, voltei ao ginásio, tenho mais um emprego em part-time e quero recuperar coisas que deixei perdidas algures durante 2016. Não consegui fazer a poupança, vou focar-me nisso este ano. Abandonei a minha reeducação alimentar. Alguns hábitos viraram regras de vida, outros escaparam entre tantas tarefas. Não pode ser. Preciso recuperar o meu amor pela escrita, preciso de escrever como preciso de ler. Preciso de amizades verdadeiras e eliminar as amizades tóxicas. Preciso de tornar-me numa pessoa mais calma e menos furacão. Preciso de começar a fazer yoga e ter momentos de reflexão. Ou seja, não fazer nada por uns minutos. Preciso de mais cultura, e preciso urgentemente de viajar. Raios, se não é em 2017 que saio de Portugal por uns dias. Olá a quem ficou por aí e a quem chegou. 2017 será um grande ano, vamos?