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Querem lá Ver

[boas energias] [<3] [poupança]

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Sem palavras presas na garganta

 

Uma amiga, durante um chá, disse-me: "Tu enfrentas as pessoas. As pessoas não gostam de ser enfrentadas". E fiquei a pensar naquilo. Eu enfrento as pessoas. Eu não gosto de guardar as palavras que tenho para dizer porque fico a pensar nelas e isso não me faz bem. Fico ansiosa. Então procuro sempre enfrentar e dizer com sinceridade o que penso. Pouco comum. Normalmente as pessoas fingem que não se passa nada. Eu não consigo.

 

Ultimamente (este ano) reparei não o faço com a mesma frequência. Em duas ou três situações (e pessoas) simplesmente desisti e não senti necessidade de enfrentar a situação. Quando acho que a pessoa já não merece essa acção da minha parte quer dizer uma coisa: já não me importo

 

Isto de importar tem muito a ver com a hora de deitar a cabeça na almofada. Se a minha mente não procura uma justificação para a acção A ou B, ou se acordo sem palavras presas na garganta quer dizer que já não importa. Não me faz mal, já não importa.

 

Quando me afastei de uma pessoa este ano diziam-me; "tens de falar com ela". Mas eu já não sinto necessidade de falar. O peso no peito desapareceu. Foram tantas as conversas, entendem? Isto é o que eu chamo de : cortar com as pessoas. Tem de ser natural. Não temos de ficar a remoer vezes sem conta as situações ou os motivos do afastamento. Tem muito a ver com aceitação.

 

Aceitar a saída e perdoar dentro do peito. Entender os benefícios de nunca mais andar com expectativas em relação à pessoa A ou B. É de uma sensação de liberdade enorme. Isto foi a minha maior aprendizagem durante o ano passado. Não vos minto, foi uma aprendizagem gradual e não consegui fazer isto do dia para a noite. Foi algo que mudou na minha mente através da experiência, da repetição. Ao chegar a este ponto tornei-me mais forte emocionalmente e preparada para outros desafios. O foco virou-se para o que faz bem e não para o que andava a fazer-me mal.

 

O auto conhecimento é muito importante nesta caminhada. Primeiro espiritual e emocional. Por onde se começa? Pela curiosidade. A curiosidade será sempre o ponto de partida para tudo. Remete à pesquisa, procura, questionamento. E quando estamos prontos para receber informação em relação a algo que queremos ter conhecimento simplesmente a energia atrai o resto. 

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