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Querem lá Ver

[boas energias] [<3] [poupança]

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Precisamos de tolerância

Quando engravidamos temos de ir a consultas. Começamos a faltar. Se a gravidez estiver a correr bem, óptimo. Se estiver a correr menos bem, falta a força. Depois temos de ir para a casa cuidar do bebé, às vezes esquecemos de cuidar de nós. Tentamos não esquecer, mas dias não são dias. Muito tempo depois temos de regressar ao emprego. Mais uma volta da vida, recomeço atrás de recomeço. Adaptação. O ambiente não é o mesmo. Temos de faltar quando o bebé está doente. Temos reuniões. Temos vacinas. E às vezes não temos ajudas. Eu não tenho ajudas. Sou eu e o meu marido. E pronto. Chega. Segundo filho, tudo outra vez. Mas agora as faltas acontecem com maior frequência. E quando faltamos sentimos culpa. Muita culpa por não termos a mesma produtividade. Andarmos cansadas. E quando regressamos tudo está pior. Não estás enquadrada, não fazes parte da equipa. Afinal tudo funcionou sem ti. Afinal meteram-te num cantinho como se estivesses de castigo. E começas a reparar nas perguntas, nas chamadas de atenção. Prometes dar o teu melhor, mas nunca chega porque tens de faltar. Mais uma otite. E quem é que foi a tua casa visitar o bebé? Ninguém. E quem pergunta se estás melhor? Quase ninguém. Alguns perguntam, alguns só querem saber porque estás a faltar. Tentas procurar novas oportunidades e notas uma pitada de inveja, de perguntas cheias de amargura. Porque também querem, mas não conseguem. Depois deixas de reconhecer quem achavas conhecer. Não foram as pessoas que mudaram, foste tu. Foste tu que começaste a entender e a ver o que não vias. E ninguém entende, ninguém quer entender. A tolerância não existe. É difícil para as pessoas desejarem as melhoras ou perguntar se estás melhor. Não há tolerância. As pessoas acham que faltamos porque queremos, os nossos filhos adoecem porque queremos. É, faz falta tolerância. E quando as pessoas acham que não estão a fazer nada de mal em tratar os outros desta forma, é duplamente triste. 

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