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Querem lá Ver

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Não precisamos de ser infelizes no emprego

por Cláudia Oliveira, em 05.04.17

 

 

Estou na mesma empresa há cerca de sete anos, quase oito. No último ano sou infeliz neste escritório. Oito horas, metida num espaço com pessoas com quem não me identifico. Sobretudo depois de ter cortado com uma pessoa que me fazia mais mal do que bem. Mas é mesmo assim, não temos de ser todos iguais. E eu consegui ultrapassar essa situação. Ninguém mudou (mais ou menos, vá), fui eu que mudei. Experimentei coisas diferentes o ano passado e percebi o que me faz realmente feliz. E quem me faz feliz. Meus ricos amigos. 

 

O meu marido diz que toda a gente vive de alguma forma frustrada com o emprego que tem. Eu não acredito nisto, nem sequer quero acreditar que preciso de continuar a viver desta forma. Não tenho, pois não? A vida é curta. E quando digo isto, parece cliché, mas não é. As pessoas morrem, nós sabemos, mas acho que toda a gente se imagina velhinho e feliz num cadeirão enquanto relembra o seu passado.

 

Eu não quero isso para mim. E não quero passar ao lado da vida. Sinto isto com toda a minha força. Já pensei falar com os meus superiores e ser sincera: "preciso que mudem as minhas funções, preciso que me dêem algo mais desafiante", mas sei que isso não vai ser como a história da cinderela. Não é assim tão linear.

 

Aposto que toda a gente nesta empresa não está feliz ( pudesse eu ser sincera, pudesse eu mandar, mas também não iam arranjar mais nada com o ordenado que tem noutro lado) e aceita aquilo que tem. Fazem muito bem. Eu tenho um enorme poder de encaixe, mas não quero verdadeiramente continuar a pensar que não há mais nada para mim. O meu marido diz para esperar mais uns tempos. Até lá, para continuar a fazer o que mais gosto depois do horário laboral. 

 

O meu marido diz que algo está reservado para nós. Mas eu não sou dessas. Não acredito em reservas se as nossas pernas não se mexem. E eu mexo. Eu crio iniciativas, estou sempre a pensar novas oportunidades depois das 17 horas. Sabem aquela sensação que têm tanto para dar, mas as vossas aptidões são mal aproveitadas? 

 

Não são dois filhos pequenos que me impedem. Nem a falta de ajudas (ficar com as crianças ou menos dinheiro do que gostaria). Eu quero e vou encontrar aquilo que está reservado para mim. Eu vou conseguir. Porque lá está, não pode ser só isto. Mesmo que seja "só isto" para os outros. E todos os dias estou focada nisso. E tenho vários planos, várias opções. Mas às vezes a minha vontade é chegar e dizer: "vou embora, não quero continuar a ser mais um número insignificante, vou trabalhar em algo que me faz verdadeira feliz, onde me tratem com respeito e não existem relações por interesse só porque as relações comigo as prejudica". Sim, já me disseram isso cá dentro. E isto tinha tanto espremer, mas eu resolvi só usar palavras gentis e ignorar o resto.

 

Já passei a enviar CVs e receber todas os emails com as propostas, mas ainda não há nada em concreto. 

 

Adiante, algum conselho? 

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