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contactoclaudiaoliveira@gmail.com

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FAZER NOVAS AMIZADES EM TEMPOS MODERNOS

 

 

O facto de uma amizade com mais de vinte anos ter sido encerrada não impede que eu faça novas amizades. No entanto, repenso várias vezes se vale a pena o investimento. Afinal dei sempre o melhor de mim, mas não posso dizer que tenha sido em vão. Houve uns tempos que valeu. Quando estava solteira, sem filhos e muito disponível. Só encerrei esta ligação porque deixou de fazer sentido. E cada vez mais. Estávamos em momentos diferentes e era tudo muito forçado. Toda a gente sabe que uma amizade se quer genuína e espontânea. E depois de ser mãe, a perspectiva da vida muda bastante. Passei a não aceitar tudo o que me dizem com arrogância (ou sinceridade, como costumam chamar), peço licença e saio. 

 

Só consegui superar a situação de forma tão rápida porque o que me fazia mal acabou por ser eliminado e dei por mim a abrir portas que antes mantinha fechadas. E o melhor, deixei de dar, dar e esperar a verdade. Nada é melhor do que isso. Hoje consigo falar no assunto sem mágoa. As rupturas necessárias são importantes para o crescimento. E lidar com isso é todo um malabarismo emocional que traz mais maturidade. E agora, com algum distanciamento, não vejo o que nos segurava nem como aguentou tanto. Talvez saiba, mas não me apetece divagar sobre isso. O certo é que não tenho uma melhor amiga. Só um melhor amigo. 

 

Engraçado como a pedra no sapato acabou por desaparecer. Então, voltando ao assunto. Agora estou mais preparada, mais atenta. Não deixo entrar facilmente, mas também não desconfio de forma desenfreada. Continuo a confiar. Não deixo de forma alguma mentirem-me duas vezes. Muito menos magoarem-me/humilharem-me. Prefiro manter por perto a boa energia, a família, os amigos de infância genuínos. Em suma, aqueles que conheço. E não aqueles que só aparecem quando estão muito aflitos. 

 

Perdi qualidades na arte de fazer novas amizades enquanto melhorei significativamente na hora de seleccionar.  Nunca sei muito bem quando posso passar a linha sem parecer chata. Nem sei quando estão interessados na minha amizade, podem não estar. Em tempos modernos é muito fácil fazer amizades virtuais. Mas eu realmente sou muito tradicional, gosto de estar. Não gosto que tirem dupla interpretação nas minhas conversas no chat. Não gosto que pensem que sou muito séria só porque não coloco muitos smiles. Nem gosto que não sei levar uma brincadeira quando estou a entrar no jogo e a brincar também, mas o raio das frases curtas não demonstram. Não gosto quando rondam, mas não perguntam de uma vez por todas. Por isso gosto de estar. Gosto muito de estar. 

 

Tenho à minha volta pessoas conhecidas a quem não posso chamar de amigas. Imensas. Converso bastante, troco experiências mas não sinto aquela intimidade criada dentro de laços mais profundos. Uma mão cheia de amigos. E estes tento conservar a todos os níveis, sem orgulho e com a minha disponibilidade. Com os meus convites e os deles. Com os meus abraços e os deles. De sentimentos genuínos, sempre. 

 

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