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Querem lá Ver

[boas energias] [<3] [poupança]

Querem lá Ver

[boas energias] [<3] [poupança]

Escuta

 

Esta semana tomei conhecimento de algumas situações graves relacionadas com um elemento familiar. Com os meus questionamentos, cara na cara (deixem as redes sociais), consegui mudar um bocadinho o seu pensamento. A sua primeira atitude foi mudar o que estava mal, cortar pela raiz. Pode ajudar, mas não funciona, as grandes mudanças não começam durante um almoço. São necessários vários dias e primeiramente uma mudança interior. Tem de existir aquele "click". E um pano encharcado de realidade. Eu fui a pessoa que esfregou o pano na sua cara. Sem gritos. Sem palmadinhas nas costas. Sem arrogância. Acho que o meu olhar mostrava tanta desilusão que era inevitável não existir uma tentativa.

 

Infelizmente, a maioria não quer ouvir a verdade. Verdade? Mas quando sabemos de algo não podemos cruzar os braços e ignorar a situação. Principalmente se gostas da pessoa e tens consciência. Eu não consigo. Eu preciso de fazer alguma coisa. Mas também sei o meu limite. Sei que não sou eu que vou mexer aquelas pernas. Sei que sou apenas um empurrão, a orientação. Se fosse eu, no lugar daquela pessoa, começava com mudanças relacionadas com a saúde. Venha quem vier, mas o exercício (seja ele qual for) é o trampolim. Quando não faço exercício (estou há cerca de vinte e cinco dias) noto logo uma quebra no meu ritmo e boa disposição. Obviamente que tento combater isso, nas não é a mesma coisa. Estás triste? Caminha. Respira ar puro. 

 

Pequenos objectivos traz grandes mudanças. Ninguém faz nada sozinho. Não somos caixas de correio à espera de uma noticia. Somos uma comunidade, temos familia, amigos e conhecidos. Precisamos de escrever uma carta para receber outra. Ou então, basta aparecer. Como foi o caso desta pessoa que me procurou. Atenta, entendi que havia ali algo. E em vez de me focar na minha alegria ou problemas, escutei. Não ouvi, escutei. Questionei. E depois do almoço falei com mais pessoas para sensibilizar e aproximar quem lhe quer bem. 

 

Escutar é tão simples. Existem tantas pessoas sozinhas, com medo de falar, com medo de julgamentos. Um gesto, muitos gestos, uma presença, muitas presenças, podem ajudar quem não consegue encontrar ajuda em ninguém. 

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