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contactoclaudiaoliveira@gmail.com

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SEM TELEVISÃO E INTERNET | E AGORA?

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Eram dez horas da noite quando ficámos sem serviço de televisão e internet. De tarde tinha estado um técnico a mexer na caixa de ligação para ligar o serviço do vizinho de cima. Fizemos a ligação para a empresa de telecomunicações e só podiam agendar um técnico hoje às duas da tarde.

 

É frustrante quando acontecem situações como esta. Não são inevitáveis nos tempos modernos.  Parece que uma pessoa já não sabe viver sem estes serviços. Para além disso tenho as facturas todas pagas e a culpa não foi nossa. Ainda recebi uma bela resposta por parte da colaboradora que me deu vontade imediata de anular o meu contrato. "Antigamente ninguém tinha televisão". Infelizmente tenho mais um ano de fidelização. Caso contrário era naquele momento. No final acabou por me pedir desculpa e dizer que o piquete só funciona até às dez da noite. "Como deve calcular os funcionários precisam de descansar". Ainda sugeriu colocar saldo numa placa de banda larga para eu não ficar sem internet no portátil. Infelizmente não tinha. Até fiquei surpreendida, confesso. 

 

Eu não tenho problemas de ficar sem televisão ou internet porque tenho os meus livros para me salvar sempre. Se vivesse sozinha não teria televisão sequer. Prefiro mil vezes a internet do que a televisão por cabo. Adiante, consegui manter os miúdos entretidos mas o marido ficou meio sem saber o que fazer. Ele adora ver séries e filmes. Disse-lhe logo para ele agarrar num livro, mas não convenci. E os miúdos adoram os desenhos animados  antes de adormecer. 

 

Hoje às duas da tarde a situação ficou resolvida mas a pensar seriamente na dependência de uma pessoa. Foram apenas algumas horas. E se tivessem sido vários dias? Usam placas banda larga? Quando ficam sem internet no portátil como fazem? Pegam num livro ou ficam à beira de um ataque de nervos?

 

 

 

 

QUEM AMA TÉNIS/SAPATILHAS?

 

 

Acreditam que não tenho um único par de All Star? Acreditam que sonho desde sempre comprar um par e nunca comprei? Acreditam que eu acho que fazem um pé gigante mas adoro ver nos outros? Acontece só comigo? É aquele par de sapatilhas que duram uma vida ou que ficam bonitos quando estão cada vez mais gastos, concordam? 

 

Ter menos, significa apostar em produtos com qualidade. Foi isso que decidi fazer há dois anos. Ter menos, mas ter com qualidade. Contem-me, vale a pena investir num par? Acham que faz um pé grande?

 

Estas são as minhas cores preferidas. Por acaso acho que estão a um bom preço e é de aproveitar a promoção! São ténis intemporais, bonitos e práticos. Para mim o conforto é tudo. Um belo salto alto continua a ficar dois pontos abaixo do conforto deste género de calçado. E para a escola é o calçado ideal. Concordam? 

 

 

 

 

(QUASE) DE REGRESSO

 

Regressar a casa é sempre tão bom. Adoro sentir-me viva e produtiva. Adorei chegar a casa e ter tudo no lugar, sabem? Bastou tomar um duche e desfazer as malas. E fiz assim que meti o pé dentro de casa. Queria despachar o mais chato e sentir-me leve. Queria encostar a cabeça na almofada e sentir o cheiro do meu quarto. Nada melhor do que sentir a nossa casa o melhor lugar do mundo. Mesmo longe do mar e da natureza infinita para onde fui.

 

As férias correram bem. Passear, voltar a lugar onde adoro ir. Mostrar aos meus filhos lugares bonitos de Portugal. Comer muito e bem. Conhecer novos restaurantes, olhar o mundo pelos olhos dos mais pequenos. Testar os meus níveis de paciência tal as birras espontâneas e sem propósito. Muita calma nessa hora. Li muito e conheci novas pessoas. Reflecti bastante em relação ao caminho feito e ao caminho que pretendo fazer a nível profissional. Elaborei mentalmente um plano. Estar de férias e pensar no futuro não devia ser permitido de forma a aproveitar o presente. Falei com o meu marido sobre as minhas intenções futuras e tive todo o apoio.

 

Percebi onde quero estar. O tema já nem se trata com quem quero estar, esse está resolvido e tratado eficazmente. Interessante como as portas das oportunidades surgem quando começamos a mexer os pauzinhos. Quando procuramos de verdade as soluções. Hoje sinto-me mais focada do que nunca. Cheia de ambição e vontade de trabalhar para alcançar os meus objectivos. 

 

Vamos, a vida é todos os dias. E nada se consegue sem trabalho e vontade. 

 

 

AMIZADES PARA A VIDA E ALGUMAS QUE FICAM PELO CAMINHO

 

Antes de ir de férias tenho umas coisas para deitar cá para fora. Vamos a isto? Respirar fundo. Deixem-me só ligar a música. Ok.

 

Sobre isto das amizades e relações. Separo a minha vida entre antes e depois de ser mãe. Verdade. Mudei imenso com a maternidade. O foco, os objectivos, a maturidade e a paciência. O que parecia mega importante antes acabou por perder força depois do nascimento do primeiro filho. E as conversas dos outros deixaram de ser tão entusiasmantes. Mas claro, uma pessoa não pode deixar de socializar por causa disso. O mundo está cheio de diferenças e precisamos de respeitar.

 

Quanto aos amigos de longa data. Ui. As coisas não foram muito fáceis. Enquanto que alguns se afastavam, outros permaneciam perto. E gerir as emoções não é fácil. Metam em casa uma mãe cansada, irritada por falta de descanso, todos os dias com um bebé sem ver amigos. Nessa altura queremos falar de fraldas, vacinas e chuchas com alguém. E claro, nem toda a gente quer levar com isso. Mas enquanto alguns se afastavam eu comecei a ver grandes diferenças no meu grupo de amigos. Um grupo enorme para sair à noite transformou-se em meia dúzia de gatos pingados a jantar lá em casa num tom mais baixo para não acordar a criança. A gota de água foi quando a melhor amiga deixou de aparecer após o primeiro/segundo mês de ter sido mãe. Mas vá, uma pessoa relativiza, tem uma conversa quando volta à rotina habitual e tudo parece ser como antes. 

 

Mas não é. Claro que não é. O tempo não é igual e há uma diferença enorme na compatibilidade de preferências. Mas quando gostamos fazemos um esforço. Dedicamos tempo. Eu amamentei até o meu filho ter um ano. Portanto tinha de tirar leite frequentemente. Mas cheguei a ir a uma festa só para estar com aquela amiga. Cansada, a segurar as pálpebras enquanto fingia que não estava só a pensar no meu filho em casa. Com o tempo deixamos de nos ver e somos substituídas por outras amigas. Ok, uma pessoa aguenta. É só uma fase. Tenta entender o que se está a passar mas nunca há uma explicação.Nem tem de haver. As pessoas mudam e os caminhos deixam de se cruzar. 

 

Também fiz novas amizades. Mães, sobretudo mães com quem podia conversar sobre a minha nova fase. Foi bom, aprendi muito e tive direito a novas experiências. Ganhei uma nova amizade muito especial com quem criei uma ligação igualmente especial. Nessa altura era muito tolerante, estava a aprender a lidar com tudo. E olhem que não é pouca coisa. Uma mãe é obrigada a nascer no mesmo momento que nasce o seu filho. Sem dramas, vá. Mas a tolerância desvaneceu-se. Calada reparava nas "amigas e amigos" que deixaram de aparecer. Calada reparava na ausência de mensagens e convites. Pensei, deve ser normal. E era, estava a acontecer com a tal nova amiga. Então, acabámos por nos ajudar uma à outra. Mas foi sol de pouca dura, os problemas dela sempre estavam em primeiro e eu passava a vida a tentar segurar com as duas mãos a sua autoestima, a minha e duas crianças para cuidar. Um dia falo sobre a minha fase "ajudar os outros e esquecer de mim". 

 

O meu  pilar durante os altos e baixos foi o meu companheiro. E nisso sou uma sortuda. Acho que é importante ter um porto seguro em quem podemos confiar. Não fosse a confiança tão importante na vida de alguém que precisa de equilíbrio.

 

Depois surgiu a segunda gravidez. Vá, vamos dar novas oportunidade às pessoas. E claro, quem tinha desapontado voltou a desapontar. Em dose dupla ninguém quer tolerar. E se a minha tolerância era pouca, acabou por desaparecer. Bolas, eu vivo tão perto e bastava só tocar à campainha para dizerem "olá". Mais conversas, mais tentativas. Não dá. Aprendi que "não vai ficar pior" quando tomamos uma decisão. E fui obrigada a parar para não me continuar a magoar. Obviamente que estou a falar por alto sobre todo o assunto, ficaria aqui uma vida se vos fosse contar detalhes. 

 

Quando nos sentimos magoados ou frequentemente mal por causa de alguma amizade podem ser amizades tóxicas. E a libertação depois do fim é só o sentimento mais leve que podemos experimentar. Nem todas as amizades precisam de ser mantidas até ao fim da vida simplesmente porque "já nos conhecemos há tantos anos".

 

Foi importante repensar as minhas amizades. Mas foi difícil não construir um muro depois das desilusões. Então, fiz uma porta para entrar e sair. Dou sempre o beneficio da dúvida em relação às pessoas que surgem na minha vida. Eu sou pessoas para falar, confiar e estar. Mas facilmente corto pela raiz. Não aguento energias negativas. Nem preciso. Limpeza mental cria espaço. E não há nada mais importante para mim do que paz espiritual. 

 

Continuo a criar momentos com os meus amigos. Em casa com jantares. Beber uma bebida fresca durante o fim de semana para meter a conversa em dia. Cinema esporadicamente. Visitas. Mensagens e conversas de chat frequentes. Momentos importantes e festivos. E adoro cada momento. Deixo as conversas sobre fraldas para as mães existentes no escritório. 

 

Eu adoro conversar sobre tudo um pouco. Tenho os meus assuntos preferidos da vida, e não se limitam de todo à maternidade. Nunca se limitaram. Adoro pessoas e a  diversidade do mundo. Estou muito grata com o caminho traçado, com quem está à minha volta e estabeleço uma relação. E muito orgulhosa por ter ultrapassado os tempos de chuva sem guardar rancor.

 

Bem, vou terminar, acho que já divaguei imenso e não fui muito conclusiva. Bom fim de semana para todos. 

BICARBONATO DE SÓDIO COMO DESODORIZANTE?

 

Respondendo à pergunta, sim. Bicarbonato de sódio como desodorizante. E antes de vos vir contar tudo estive dois meses a experimentar. Foi uma descoberta bastante recente que mudou muito a minha vida. Ok, não foi uma mudança gigante, afinal estamos só a falar e axilas. Mas eu sempre quis algo que não prejudicasse a minha saúde e o ambiente. E quando descobri através de várias pesquisas que o bicarbonato é usado por muitas pessoas como desodorizante fiquei de boca aberta. Bem, deixa cá experimentar. Não custa nada. Se não funcionar procuro outra coisa. Eu sou a menina da experimentação. Eu uso um pincel para espalhar nas axilas depois do banho, mas também pode ser colocado com a mão. E qual é o trabalho do bicarbonato? Matar as bactérias que provocam o mau cheiro. Mais barato e natural não conheço.

 

Eu não sou pessoa de suar muito (nem acredito que estou a escrever um post sobre suor) portanto esta solução é perfeita. Os comuns desodorizantes contém parabenos e alumínio, ingredientes que prejudicam a saúde e o ambiente. É só pesquisar e escolher a melhor opção. Existem vários produtos amigos do ambiente à venda. Felizmente é uma área em expansão, existem diversas lojas online. O bicarbonato existe em todos os supermercados.

 

Este ano decidi que ia cuidar da minha pele. Afinal são 32 anos e a maquilhagem não faz magia se a pele estiver ressequida e estragada. Água, muita água nesta vida. Mas para além disso precisava de apostar em produtos. Vai daí comprei um produto de limpeza na The Body Shop chamado Gel de Limpeza Rosto Tee Tree (não me lembro do preço). Aproveitei uma promoção. Estes produtos compram-se todos em promoção. Sim? Estou mega satisfeita. Para os narizes mais sensíveis, este produto tem um cheiro intenso, mas eu adoro. Para limpeza, peles mortas e para uso esporadico é a máscara Argila Verde, do Celeiro (3.99€). Olhos, uso a palete da Urban Decay (recebi no aniversário há uns anos e dura uma vida) e uma máscara da Kiko (comprei em promoção e adoro!).

 

Ainda ando a testar uma nova água micelar. Uso como tónico água de rosas, máscara hidratante é o óleo de coco. O óleo de como também serve para hidratar o meu cabelo quando precisa e agora... vamos a mais uma confissão. Não uso condicionador nem amaciador. Só vinagre. Não, não fico com cheiro a salada no cabelo. O vinagre de cidra é óptimo para combater a oleosidade e fechar as cutículas que são abertas com o champô, acaba com a caspa e é o meu melhor amigo. Se noto diferenças desde que uso? Sim. Força, nunca mais tive escamação e cresceu imenso. De vez em quando não uso champô e só lavo o cabelo com bicarbonato de sódio diluído em água (até descobrir as medidas certas para o meu cabelo demorou um bocadinho). Juro, o meu cabelo nunca esteve tão bem. Deixei de gastar dinheiro em condicionadores e amaciadores. Conhecem o movimento No Poo? Espreitem. 

 

Experimentar, não se esqueçam que é esse o primeiro passo. O que funciona comigo pode não funcionar com os outros. Quero cortar com os parabenos e os restantes ingredientes prejudiciais à saúde e planeta. Quero fazer a minha parte porque só assim me sinto bem. 

 

Espero ter esclarecido os mais curiosos ou criado curiosidade nos mais cépticos. Alguma dúvida estejam à vontade. Se precisarem de provas em relação ao meu cabelo podem ver as fotos no Instagram (@claudiaosimoes) ou cuscar os vídeos no canal (amulherqueamalivros).  

COISAS ALEATÓRIAS DE SEGUNDA FEIRA

 

- Tenho reunião de pais durante a hora de almoço.

- Termina mais uma temporada da minha série preferida. queria ver parte do episódio durante a hora de almoço. entretanto já fui à procura de spoilers. Sou dessas.

- Ando a ler um livro com uma capa amarela. Às vezes, encontro-me "espalhada" na literatura e fico incomodada. foi o caso. Já vos aconteceu?

- Fui ao IKEA. Já tenho almofadas, prateleira, tapete e plantas no quarto. Gastei cerca de 40€. Dei nomes às plantas. Rosa e Hello Hello. A Rosa é uma planta verde e beringela. A Hello Hello é uma Aloe Vera. 

- Falta uma semana para ir de férias com a minha família. 

- Ando mega entusiasmada com tudo o que eu faço. 

NÃO COMPRO MAIS

 

 

 

O meu lado consumista diminuiu drasticamente depois de estar um ano sem fazer compras. Ter a minha família, casa e carro contribuíram bastante. Tive de fazer escolhas. Primeiro foram estes os motivos. Depois acabei por sentir-me afectada pelo consumismo da sociedade exposto em todas as redes sociais e encontei um lado b confortável e equilibrado. Uma forma de salvaguardar os meus e o futuro deles. Assim como o planeta. Comecei a ficar preocupada verdadeiramente e aberta para encontrar explorar essas questões. Comecei por ver documentários, procurar muita informação. E foi apenas a ponta do icebergue. Verdade seja dita, há um mundo inteiro para explorar. Há infindáveis respostas para atenuar a exploração dos meios ambientais e humanos. Com a minha caminhada passei a valorizar outras coisas e parei de comprar algumas coisas. É exactamente isso que venho mostrar, o que parei de comprar. 

 

 

- jornais,revistas e afins

era viciada em revistas de moda. VICIADA. comprava tudo. a senhora da papelaria já me conhecia e tudo. Depois desfolhava por alto e acabavam acumuladas numa enorme pilha ao canto do quarto. Em dias de limpezas iam para o lixo. Agora aproveito os blog e o youtube para me colocar a par das novidades e tendências. 

 

- óculos de sol

não compro mais. tenho o mesmo par de óculos há bastante tempo e está tudo bem. 

 

-relógios

vejo sempre as horas no telemóvel mesmo com o relógio no pulso. não preciso. e sinceramente detesto ter os pulsos cheios de acessórios, não me dá jeito nenhum quando estou no escritório em frente ao computador. 

 

-capas para telemóvel 

antes tinha uma para cada dia da semana. qual era a necessidade? deixei-me disso. agora nem sequer uso, adoro o meu telemóvel simples e despido de cor. 

 

-desodorizante

ups, e agora? como assim? Verdade, uso um produto biológico muito comum nas nossas cozinhas: bicarbonato de sódio. Não tem alumínio nem afecta a minha saúde. É estranho? Para mim não é, é impecável e todos os vossos desodorizantes têm (para além de diversos químicos). Mas não sou a única, muitas pessoas fazem o mesmo. Procuro sempre gastar o meu dinheiro com produtos amigos do ambiente e da minha saúde. Desde produtos para cabelos, corpo e afins. Talvez um dia fale nos produtos que uso.

 

- acessórios

nunca mais comprei uma carteira na vida. Uso uma bolsa antiga perfeitamente em condições há uma série de anos de uma marca desaparecida em Portugal. Lembram-se da Naf Naf?

 

- agendas

com o Bullet Journal a minha vida mudou completamente. Antes tinha duas agendas, uma para o emprego e outra pessoal. Agora estou muito mais organizada e leve com apenas um caderno dentro da mala.

 

-canecas e copos de bebidas

não preciso de mil. chegam muito bem uma quantidade pequena. 

 

-vernizes

pois é, deixei de pintar as unhas. só as arranjo. tinha de andar sempre a retocar. quando quero uma cor pinto num tom nude. não ligo nada a essas coisas e passei a não gostar de me ver com unhas coloridas e tal. 

 

E vocês? Há alguma coisa que tenham deixado de comprar ao longo do tempo?