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queremlaver

contactoclaudiaoliveira@gmail.com

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Como estou a lidar com o armário cápsula?

 

Resulta perfeitamente. Dou-me bem com pouca roupa. Não gosto de perder tempo a pensar no que vou vestir. Muito menos a lavar, passar e arrumar. Posto isto, tem sido uma experiência extremamente positiva. tenho usado e abusado de algumas peças. Tenho conseguido fazer vários looks diferentes com peças idênticas. Não tem sido um problema. Continuo sem vontade de comprar roupa. Já lá vai um ano e meio. Começo a perceber as peças que preciso mesmo. E mais dia menos dia vou ter de ir às compras. Só em época de promoções ou saldos. Nunca antes ou depois. E claro, peças com mais qualidades e com maior índice de durabilidade. Estou a dar uma oportunidade às calças de ganga.

 

Com a chegada da Primavera senti necessidade de ir buscar outras peças e refazer o armário cápsula. Foi uma tarefa super simples. Nada de dores de cabeça na hora de escolher e seleccionar as peças para a nova estação. Adoro a Primavera. Basicamente as tshirts de tons neutros, gangas e muito preto. Eu sou dessas, uso preto o ano inteiro. 

 

Preciso de uma mochila por motivos de "não aguento de dores no ombro direito" e uns ténis novos por motivos de "se queres correr que seja com estilo e conforto". De resto, tudo nos conformes. 

Até já lã quente e adorável

 

Ontem despedi-me das camisolas de lã. Fiz uma limpeza geral ao guarda roupa e reencontrei roupa esquecida dentro de caixas. A maioria foi para lavar. Lá enchei outro saco para doar. Também enchi um saco para fazer bainhas. Cinco ou seis peças que nunca usei. Não aguento, vejo meia dúzia raios de sol e corro para trocar tudo. Só faltam os lençóis da cama, hoje não dormi nada com tanto calor. Adoro quando está tudo no devido lugar. Com as flores frescas dentro do jarro e os livros arrumados à espera para serem lidos. Estendo-me na cama, olho em volto e sinto-me bem. No meu canto cor de rosa.

Rotina matinal

Acordo, faço alongamentos, meditação e estou ansiosa para começar a fazer Yoga. Hoje não deu, nem sempre dá. Miúdos pequenos apesar de não serem impedimento acabam por impedir algumas coisas. Eu venho trabalhar sem a rotina matinal. Ignoro o espaço e fico em silêncio durante o máximo possível. Só quero que não me chateiem. Só quero que chegue a hora de saída para ir feliz e contente para a minha happy life longe desta carga pesada. Hoje vou ao cinema com a best friend, para mim chega. Quando tenho a sorte de fazer aquilo que mais gosto antes de vir trabalhar, os dias aqui dentro são iguais, mas dentro de mim são muito melhores.  É ignorar, fazer o meu trabalho e fazer o que mais gosto depois das cinco. E tentar não olhar para as horas. 

Precisamos de tolerância

Quando engravidamos temos de ir a consultas. Começamos a faltar. Se a gravidez estiver a correr bem, óptimo. Se estiver a correr menos bem, falta a força. Depois temos de ir para a casa cuidar do bebé, às vezes esquecemos de cuidar de nós. Tentamos não esquecer, mas dias não são dias. Muito tempo depois temos de regressar ao emprego. Mais uma volta da vida, recomeço atrás de recomeço. Adaptação. O ambiente não é o mesmo. Temos de faltar quando o bebé está doente. Temos reuniões. Temos vacinas. E às vezes não temos ajudas. Eu não tenho ajudas. Sou eu e o meu marido. E pronto. Chega. Segundo filho, tudo outra vez. Mas agora as faltas acontecem com maior frequência. E quando faltamos sentimos culpa. Muita culpa por não termos a mesma produtividade. Andarmos cansadas. E quando regressamos tudo está pior. Não estás enquadrada, não fazes parte da equipa. Afinal tudo funcionou sem ti. Afinal meteram-te num cantinho como se estivesses de castigo. E começas a reparar nas perguntas, nas chamadas de atenção. Prometes dar o teu melhor, mas nunca chega porque tens de faltar. Mais uma otite. E quem é que foi a tua casa visitar o bebé? Ninguém. E quem pergunta se estás melhor? Quase ninguém. Alguns perguntam, alguns só querem saber porque estás a faltar. Tentas procurar novas oportunidades e notas uma pitada de inveja, de perguntas cheias de amargura. Porque também querem, mas não conseguem. Depois deixas de reconhecer quem achavas conhecer. Não foram as pessoas que mudaram, foste tu. Foste tu que começaste a entender e a ver o que não vias. E ninguém entende, ninguém quer entender. A tolerância não existe. É difícil para as pessoas desejarem as melhoras ou perguntar se estás melhor. Não há tolerância. As pessoas acham que faltamos porque queremos, os nossos filhos adoecem porque queremos. É, faz falta tolerância. E quando as pessoas acham que não estão a fazer nada de mal em tratar os outros desta forma, é duplamente triste. 

Feliz de quem não abdica dos seus princípios

 

Quando não tenho nada de bom para dizer, escolho o silêncio. Quando não tenho um elogio para dar, prefiro ficar calada e guardar a amargura. Primeiro, os outros não têm culpa da minha amargura. Segundo, os outros não têm culpa da minha falta de simpatia em nenhuma hora do dia. A minha arma será sempre a minha alegria. Sobretudo aquela que só eu vejo e guardo para mim (ou para depois das 17 horas). A melhor arma é a positividade longe do que me faz mal. O meu combate diário é grande em relação a todas as energias negativas presentes e próximas. Somos obrigados a lidar com quem não queremos algumas vezes. Não é verdade? Mas felizmente aprendi a lidar "por educação". Tratar com educação quem outrora foi meu amigo e agora é um conhecido. Mesmo quando embirram, são mesquinhos, torno-me mais consciente de que sou melhor. Não sinto inveja de ninguém. Não há sentimento mais pobre que este. Nem do que têm, muito menos do que são. Por ter consciência da minha grandeza, mas sobretudo por continuar fiel aos meus princípios. Porque podemos mudar tudo, excepto os nossos princípios.