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queremlaver

contactoclaudiaoliveira@gmail.com

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Para Abril

 

- Não comprar livros

- Continuar o desafio 52 semanas

- Gravar vídeos nas calmas

- Ler livros fora da minha zona de conforto

- Marmitas saudáveis

- 30 dias sem açúcar

- Regressar ao ginásio (ahhhhh que bom!) e continuar a fazer YOGA (adoro) e meditação

- Não mexer no portátil e telemóvel depois que os meus filhos chegam a casa (já comecei)

- Fazer um evento de troca de livros (mais informações brevemente)

- Primeiro encontro do Clube dos Clássicos Vivos / Passeio a Óbidos

- Fazer IRS

- Mandar fazer as bainhas das peças de roupa 

- Manter sempre energia positiva e um sorriso 

 

Março: dor ou libertação?

 

 

Objectivos propostos

Não concretizei todos os objectivos devido a diversos obstáculos e problemas de saúde.

 

Profissional

Entro, faço o meu trabalho e não quero fazer amizades com ninguém. É mais difícil quando não dormi bem. Não falo da minha vida pessoal e as coisas correm bem melhor assim. Sinto-me grata por ter um emprego. 

 

Pessoal

Precisei de abdicar e adiar para o ano seguinte alguns sonhos. Deixou-me triste no inicio, mas tenho um enorme poder de encaixe e tudo ficou bem. Também senti ao longo deste mês uma sensação de "renascer". Paixões antigas voltaram a bater à porta. Senti-me mais próxima da natureza e da minha família. Ouvir a respiração deles acabou por tornar-se uma canção de embalar e todas as gargalhadas uma força extra para continuar. Decidi captar muitos momentos através do meu olhar. Alterei pequenos hábitos como colocar flores dentro de um jarro. Fui buscar a máquina de escrever antiga e conectei-me a mim mesma. Ouvi música nostálgica e bela. Não perdi tempo com quem despedaçou o meu coração, não procurei cura e encontrei paz. Dizer "não" é tão libertador. Dizer "basta" é tão bom. Abrimos portas para novas energias entrarem. Li este mês os melhores livros deste ano. Chorei com eles, gosto de chorar com os livros. Comi pipocas a quatro em casa e foi divertido. Recebi flores. Fiz a retrospectiva do meu progresso no blog e canal e sinto-me satisfeita. Vou fazer VEDA, ganhei coragem. Vi quem me apoia de verdade. Tudo se vê nos comentários. Vesti o armário de cor, camisas com girafas e tons neutros. Também já comprei a mochila obrigatória num tom rosa metálico. Quebrei silêncios. Vi o filme mais esperado do ano ("A Bela e o Monstro"). Conversei, conversei tanto sem filtros. Falei com quem nunca pensei falar. Recebi emails tão simpáticos, tão gentis. Tive espaço para o amor e para as gargalhadas. As noites em branco estiveram quase a fazer-me esquecer o lado bom do mês.

 

Financeiro

Apareceram despesas extras. Apesar de ter conseguido colocar o dinheiro do desafio 52 semanas, tive de mexer no dinheiro que ia sobrar para ouras coisas. E no final deste mês tive de voltar a mexer no dinheiro que sobrava para as minhas despesas mais supérfluas. Ou seja, o dinheiro que poupei em outras coisas acabou por ter um destino diferente. Para piorar foi o mês da revisão ao carro e selo. Comprei três livros (3 euros e pouco cada), e já os li. Só compro para ler de imediato. Caso contrário continuo focada. 

 

Bem estar

Março foi um mês longo. Complicado, cheio de contratempos. Fui mais vezes ao hospital este mês do que propriamente o ano passado. Fiz fisioterapia, fui à osteopata. Imaginam o dinheiro que eu gastei? E em medicamentos? Desnecessariamente! Podia ter ido ao osteopata e tinha resolvido tudo de uma só vez. Mas não, mandam para aqui e acolá e uma pessoa nunca sabe o que fazer. Os serviços de saúde pública são péssimos, estive imensas horas à espera para não fazerem nada. Por motivos óbvios parei de ir ao ginásio e foquei-me um pouco mais na meditação e na escrita. Senti saudades, notei o peso da falta de exercício ( falta de energia). Não vejo a hora de voltar. Também aproveitei o bom tempo para fazer piqueniques em família. Fui ao cinema com amigas. Provei sabores novos, chás novos espectaculares. Continuo a beber muita água. Dormi muito pouco e isso afectou o meu rendimento durante o dia. No entanto, li imenso, vi boas séries e passei bons serões. Não comi saudável todas as vezes que queria. Até tive vários deslizes. Algo para emendar com o regresso ao ginásio. Esta semana não vai terminar sem uma grande despedida. 

 

Conclusão

Um mês cansativo, noticias inesperadas e pouca energia. Ficou marcado pelas palavras. Foi alegre com os primeiros dias de sol enquanto os meus filhos brincavam no jardim.

Escuta

 

Esta semana tomei conhecimento de algumas situações graves relacionadas com um elemento familiar. Com os meus questionamentos, cara na cara (deixem as redes sociais), consegui mudar um bocadinho o seu pensamento. A sua primeira atitude foi mudar o que estava mal, cortar pela raiz. Pode ajudar, mas não funciona, as grandes mudanças não começam durante um almoço. São necessários vários dias e primeiramente uma mudança interior. Tem de existir aquele "click". E um pano encharcado de realidade. Eu fui a pessoa que esfregou o pano na sua cara. Sem gritos. Sem palmadinhas nas costas. Sem arrogância. Acho que o meu olhar mostrava tanta desilusão que era inevitável não existir uma tentativa.

 

Infelizmente, a maioria não quer ouvir a verdade. Verdade? Mas quando sabemos de algo não podemos cruzar os braços e ignorar a situação. Principalmente se gostas da pessoa e tens consciência. Eu não consigo. Eu preciso de fazer alguma coisa. Mas também sei o meu limite. Sei que não sou eu que vou mexer aquelas pernas. Sei que sou apenas um empurrão, a orientação. Se fosse eu, no lugar daquela pessoa, começava com mudanças relacionadas com a saúde. Venha quem vier, mas o exercício (seja ele qual for) é o trampolim. Quando não faço exercício (estou há cerca de vinte e cinco dias) noto logo uma quebra no meu ritmo e boa disposição. Obviamente que tento combater isso, nas não é a mesma coisa. Estás triste? Caminha. Respira ar puro. 

 

Pequenos objectivos traz grandes mudanças. Ninguém faz nada sozinho. Não somos caixas de correio à espera de uma noticia. Somos uma comunidade, temos familia, amigos e conhecidos. Precisamos de escrever uma carta para receber outra. Ou então, basta aparecer. Como foi o caso desta pessoa que me procurou. Atenta, entendi que havia ali algo. E em vez de me focar na minha alegria ou problemas, escutei. Não ouvi, escutei. Questionei. E depois do almoço falei com mais pessoas para sensibilizar e aproximar quem lhe quer bem. 

 

Escutar é tão simples. Existem tantas pessoas sozinhas, com medo de falar, com medo de julgamentos. Um gesto, muitos gestos, uma presença, muitas presenças, podem ajudar quem não consegue encontrar ajuda em ninguém. 

Incentiva alguém

 

Quando alguém começa uma dieta, uma pequena mudança, começa a ouvir várias frases. É tiro e queda: "não precisas", "deixar de comer, para quê?", "uma sopa?credo", "tens de comer um bocado de tudo", "uma chocolatinho não faz mal". Normalmente isso vem de pessoas sem iniciativa, algumas até precisam de emagrecer mas dizem "estou bem assim, adoro o meu corpo". Até podem adorar o seu corpo, até podem ser muito felizes com o seu corpo, mas a saúde vem sempre em primeiro lugar. E ninguém é saudável a longo prazo com uma alimentação pouco cuidada.  Hoje uma colega minha vinha toda entusiasmada com um novo plano alimentar, a primeira coisa que ouviu de outro colega foi: "eu não conseguia só comer isso, deixar de comer não é solução". Gente! Não é deixar de comer, é comer com moderação, deixar os maus hábitos, escolher fruta e legumes. Se tu não consegues, deixa os outros tentarem. Aliás, deixem os outros comerem aquilo que querem. Eu fui a única que a incentivou: expliquei-lhe que as dietas têm um problema porque são a curto prazo, que a ideia é ela transformar a dieta em hábitos saudáveis a longo prazo. Comer muitos legumes e fruta não é um problema. E os legumes não são caros como ela pensa que são. Depois mostrei um livro de uma nutricionista que anda sempre comigo para ela ter algumas ideias. E o melhor conselho de todos: bebe muita água. Às vezes pensamos que temos fome, mas é apenas sede. Não é mais fácil ter alguém a incentivar e mostrar novas ideias em vez de oferecer palavras desmotivadoras? As palavras são uma arma muito poderosa

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