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queremlaver

contactoclaudiaoliveira@gmail.com

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Sem palavras presas na garganta

 

Uma amiga, durante um chá, disse-me: "Tu enfrentas as pessoas. As pessoas não gostam de ser enfrentadas". E fiquei a pensar naquilo. Eu enfrento as pessoas. Eu não gosto de guardar as palavras que tenho para dizer porque fico a pensar nelas e isso não me faz bem. Fico ansiosa. Então procuro sempre enfrentar e dizer com sinceridade o que penso. Pouco comum. Normalmente as pessoas fingem que não se passa nada. Eu não consigo.

 

Ultimamente (este ano) reparei não o faço com a mesma frequência. Em duas ou três situações (e pessoas) simplesmente desisti e não senti necessidade de enfrentar a situação. Quando acho que a pessoa já não merece essa acção da minha parte quer dizer uma coisa: já não me importo

 

Isto de importar tem muito a ver com a hora de deitar a cabeça na almofada. Se a minha mente não procura uma justificação para a acção A ou B, ou se acordo sem palavras presas na garganta quer dizer que já não importa. Não me faz mal, já não importa.

 

Quando me afastei de uma pessoa este ano diziam-me; "tens de falar com ela". Mas eu já não sinto necessidade de falar. O peso no peito desapareceu. Foram tantas as conversas, entendem? Isto é o que eu chamo de : cortar com as pessoas. Tem de ser natural. Não temos de ficar a remoer vezes sem conta as situações ou os motivos do afastamento. Tem muito a ver com aceitação.

 

Aceitar a saída e perdoar dentro do peito. Entender os benefícios de nunca mais andar com expectativas em relação à pessoa A ou B. É de uma sensação de liberdade enorme. Isto foi a minha maior aprendizagem durante o ano passado. Não vos minto, foi uma aprendizagem gradual e não consegui fazer isto do dia para a noite. Foi algo que mudou na minha mente através da experiência, da repetição. Ao chegar a este ponto tornei-me mais forte emocionalmente e preparada para outros desafios. O foco virou-se para o que faz bem e não para o que andava a fazer-me mal.

 

O auto conhecimento é muito importante nesta caminhada. Primeiro espiritual e emocional. Por onde se começa? Pela curiosidade. A curiosidade será sempre o ponto de partida para tudo. Remete à pesquisa, procura, questionamento. E quando estamos prontos para receber informação em relação a algo que queremos ter conhecimento simplesmente a energia atrai o resto. 

Momentos em família

 

 

Ontem foi muito giro. O meu marido esteve a ler uma história em voz alta para nós. O livro chama-se "As Mais Belas Coisas do Mundo", de Valter Hugo Mãe. Apagámos a luz da sala e acendemos uma lanterna para criar um clima intimista. Maravilhoso. Antigamente era costume a leitura em voz alta. Tem vindo a perder-se esse hábito, se é que já não se perdeu de todo. A menina acabou por adormecer, o Gustavo ficou atento e agarradinho a mim enquanto escutava a história. Tirando um momento ou outro que quis agarrar na laterna e virar a página antes do tempo. Eu acabei por participar e ler algumas passagens. Tem sido interessante estes pequenos momentos. Queria muito que o meu marido lesse uma história para nós. E acho que ele gostou também. Um programa que não custa um cêntimo, mas faz toda a diferença. Espero trazer mais um livro infantil na próxima visita à biblioteca para uma próxima leitura em voz alta em família. Desta vez espero trazer um livro menos melancólico. O próximo desafio é escrever uma pequena história para a minha família. Estou entusiasmada. Era algo que sempre quis fazer, mas adiei. É possível quebrar a rotina com este pequenos momentos. Ainda por cima é engraçado. 

Nova etapa, novos desafios

 

 

Novos desafios avizinham-se. E o meu corpo já não sossega. Já faço histórias na minha cabeça, monto cenários e festejo vitórias.

 

Primeiro, o meu horário de trabalho vai alargar, passo a sair às 17 horas. Vai ser uma mudança intensa nos meus hábitos. Era um período que servia para me organizar e fazer algumas tarefas. Tenho pensado como vou contornar esse obstáculo. No que vou precisar "largar". E acho que tenho a resposta. Tenho várias tarefas e dedico o meu tempo sempre a projectos que me deixam feliz. Pouco ou nada faço por obrigação (excepto aquelas tarefas domésticas que quase ninguém gosta ). E esse é o segredo para os dias serem mais leves e não se tornarem um peso pesado ou algo complicado. Não estou a fazer profissionalmente a tempo inteiro aquilo que quero fazer, mas pretendo caminhar nesse sentido.

 

Eu olho para a minha agenda e só vejo coisas que me deixam feliz. Família, estudar, ler, ginásio, gravar vídeo, escrever post nos blogues, ver filme ou documentário Y, ir ao cinema, estar com amigos, organizar isto ou aquilo,...entre outras tarefas. Vou alternando dia sim, dia não ou conforme a minha disponibilidade. Ter dois blogues e um canal no Youtube não me dá trabalho nenhum. Pelo contrário.  

 

Os dias vão começar mais cedo. Com bom tempo costumo saltar da cama às seis. Fui correr enquanto a vila dormia às seis da manhã na segunda-feira. Fico com o exercício feito, a energia aumenta e preparo-me com um dia maravilhoso. Se não der para ir ginásio no final do dia, não tenho desculpas. Para mim, falta de tempo não é desculpa. Uma hora não faz diferença no meu sono porque deito-me cedo. Mas uma hora de exercício faz muitas diferenças no meu dia. Comer bem e a meditação começa a ser importante. Eu acredito que vou conseguir gerir da melhor forma

 

Ontem em conversa com a educadora do meu filho senti-me mais leve com alguns conselhos e entendi que estou no caminho certo. Ela deu-me várias dicas que abracei com muito carinho. Algumas pessoas cruzam o nosso caminho, quando estamos com os sentidos ligados no momento, no presente, no agora, retiramos o melhor.

 

Tem sido um ano muito intenso a nível pessoal. Os meus sonhos tendem a tornarem-se gigantes e a minha vontade de atingir a realização de alguns está gradualmente a tornar-se consistente. Defini claramente aquilo que não quero mais na minha vida. E tem sido óptimo no fluxo dos acontecimentos. Como assim? Quando estamos rodeados de boas energias é mais simples.

 

Falar a mesma língua acaba com desgaste para nos fazermos entender. Já vos acontecer conversarem com alguém mas nunca serem compreendidos? Ou serem sempre mal interpretados? Naturalmente acabam a discutir, não é? Comigo aconteceu. Se o problema é esporádico, só e apenas com uma ou duas pessoas, dá que pensar. Não é necessário existir um corte radical, mas é necessário um afastamento. Não precisamos de todas as pessoas na nossa vida. Algumas estão para perturbar. Não queremos isso, não é verdade? Se alguém te faz  sentir mal diariamente convém repensar essa relação. Foi exactamente isso que eu fiz e tornei-me mais feliz. Primeiro por ter a capacidade de cortar laços que me prejudicam. Segundo porque as boas energias trazem frutos bons. Não quero mendigar amizades ou qualquer outro tipo de relação. Eu mereço sempre o melhor. Sinto-me merecedora do melhor! Digo com todas as forças do meu ser. 

 

Daqui para a frente, preciso de elaborar um novo plano para esta nova etapa. Sinto que estive três anos a preparar-me para este momento. A gestão do meu tempo, a confiança e a determinação fazem parte de todo o processo. Vamos! Sem esperar mais. 

 

"Abre" | Mário Caetano | Uma noite de coaching

 

Ontem fui a um evento de coaching dado pelo Mário Caetano - "Wake up", autor do livro "Abre", lançado pela Marcador. O evento aconteceu no Coliseu dos Recreios pelas 19 horas e durou cerca de duas horas. Já tinha comprado o meu bilhete no final de Janeiro e ando a ler o livro enviado pela editora desde o seu lançamento no dia 18 de janeiro. 

 

Sobre o evento, gostei bastante. A energia era muito positiva e inspiradora. O Mário Caetano juntou vários ingredientes que tornaram aquela noite num momento muito especial. Começou com a demonstração de várias imagens de pessoas famosas que sofreram no passado devido às diversidades da vida mas conseguiram superar os obstáculos. Falou na sua própria experiência, apesar de vários fracassos pessoais e profissionais acabou por se tornar numa pessoa de sucesso. Com força de vontade, deixando de culpar os outros focou-se no mais importante. Uma noite cheia de palavras e histórias inspiradoras, era impossível não sair contagiada. 

 

Tinha planeado no final de janeiro começar a correr de manhã. No entanto, fui arranjando desculpas. Ora o frio, a chuva, o ginásio durante a tarde para compensar. Hoje, às seis da manhã, estava pronta para correr. Contagiada pelas palavras do Mário Caetano deixei as desculpas e decidi APARECER. Quero APARECER com ambição, com coragem e determinada. Quero encontrar a minha tribo e ser feliz junto das pessoas mais inspiradoras. Não dá para conseguir transmitir o melhor da noite de ontem, mas garanto que valeu a pena. 

 

Para alguns não passam de frases motivacionais muito conhecidas. No entanto é importante escutarmos essas frases ditas por alguém que nos transmita confiança e acredite nas nossas capacidades, é bom estarmos com quem pensa da mesma forma que nós. Precisamos de palavras inspiradoras dentro de nós. Precisamos. Fazemos com elas o que quisermos. 

 

As palavras do Mário Caetano fizeram-me pensar. Sobretudo no quero, no que preciso deixar para trás e na falta de alguma consistência das minhas escolhas. Eu quero superar-me. Para ter resultados bons preciso de ser melhor, fazer melhor. E aceitar os meus erros. Errei? Está perdoado, seguir em frente. Sem culpar ninguém e agradecer sempre aquilo que tenho. Porque aquilo que eu tenho é o que eu preciso. 

 

Para quem gosta da área recomendo a leitura do livro e a visualização de alguns vídeos no Youtube. Querer mudar de vida não é suficiente, é preciso agir! E eu quero e vou agir. Todos os dias. 

Gratidão

 

Gratidão pelas mensagens e comentários. Pelos emails com palavras cheias de boa energia. Elogios inesperados. Gratidão pela mão dada e compreensão. Pelas conquistas, de degrau a degrau. Simplesmente gratidão pelos minutos que são só nossos, mesmo no meio deles. Ah, pelos chocolates embrulhados também.

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