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contactoclaudiaoliveira@gmail.com

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Como organizo as minhas leituras

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 Organizo as minhas leitura concluídas de forma muito simples. Num caderno liso. Gosto de fazer uma tabela. Este ano optei por acrescentar mais tópicos porque senti necessidade de obter outros elementos para os meus resumos e estatísticas. 

 

Número: vou escrevendo algarismos por ordem crescente.

Título: coloco o título do livro.

Autor: coloco o nome do autor.

Nacionalidade: coloco a nacionalidade do autor. Adoro diversificar neste campo. 

Mês: o mês a que corresponde a leitura do livro.

Páginas: o  número de páginas para somar no final do mês. Gosto de saber, curiosidade apenas. 

F/M: se o autor é mulher ou homem. 

Projecto/desafio: o desafio ou o projecto para o qual li o livro ou as minhas hastags (ex.leiamulheres).

Inspiração/Recomendação: onde encontrei este título? foi sugestão de alguém? ou li porque simplesmente gosto da autora? é onde coloco essa informação. 

 

Estes dois últimos elementos acrescentei este ano. Sempre que termino uma leitura preencho este quadro. No final do mês é mais fácil para mim fazer o resumo e descobrir o que falta ou ando a ler. 

 

Adoro dar prioridade aos livros escritos por mulheres, não ficção, clássicos e autores portugueses. Posto isto, gosto de anotar com uma cruz tudo o que vou lendo dentro destas categorias. Podem optar pelas vossas preferidas. 

 

E vocês? Como organizam as vossas? O que acham desta tabela? Partilhem! 

Como planeio o meu dia

 

 

 

Primeiro faço-o mentalmente. Ao longo do dia vou pensando no que quero fazer no dia seguinte. Blog, canal, ginásio, refeições e casa. Depois quando tenho um tempo livre escrevo na agenda os itens principais. Este passo é muito importante, não vivo sem estar tudo anotado na minha agenda.

 

Se pretendo escrever um texto para o blog escrevo a ideia geral. Para o canal a mesma coisa. Se preciso ou não de gravar um vídeo. Faço questão de pensar nos livros e nos filmes que quero ler e ver. Em relação ao ginásio só preciso de saber se é dia de ir ou não. Se a vida permite. Não penso se tenho vontade, porque isso não é discutível. É para ir. Refeições é só tentar fazer o prato durante a hora de almoço e deixar pronto para o jantar. Caso não seja possível, verifico o que existe na dispensa  e no frigorífico e tento guiar-me por aí. Às vezes, apetece-me uma receita nova, folheio os livros e escolho. Normalmente, faço isso nos dias que preciso de ir ao supermercado. Só vou em caso de muita necessidade, quando estão em falta vários ingredientes. Em relação à casa, um grande conselho que vos posso dar é o seguinte: loiça lavada, cama feita. Sempre! Sério. Ajuda imenso. No final do dia verifico a agenda outra vez para acrescentar o que preciso. Escolho a roupa que vou vestir no dia seguinte. Penso na marmita que vou levar para o emprego. Faço a mala do ginásio. Deixo a roupa dos miúdos pronta também. De manhã, já sei o que preciso de fazer quando começa o dia. Já tenho metade do dia planeado, a minha mente e as pernas fazem o resto. Começo o dia quase sempre da mesma forma. Uma boa rotina matinal é importante para uma boa gestão do tempo. Só depois do horário laboral é que gosto de quebrar a rotina esporadicamente.

 

Conclusão:

- pensar antes

- anotações 

- rotina matinal

- preparação antecipada

- loiça lava e cama feita

 

Estas são as minhas técnicas de planeamento diário. Utilizo estas técnicas há tanto tempo que acabaram por enraizar em mim. 

Resultado | Um dia sem internet

 

Como combinado, fiquei o dia de ontem sem ir à internet. Desliguei os dados e esqueci-me do telemóvel. Aliás, este fim de semana estive offline a maior parte do tempo. Preciso de contar o meu dia 'one day, stop net'. 

 

Recebi visitas, então estive realmente ocupada. Aproveitei a presença das visitas para conversar, comer e distrair-me um bocado. Ainda acabei por brindar aos meus 32 anos. E reflecti muito sobre as pessoas que estão próximas, mas infelizmente não temos mais ligação. Ou sobre as pessoas que estão próximas, mas acabam por estar mais longe do que as pessoas que estão de facto longe. Isso perturbava-me bastante no passado, mas acho que fiz uma limpeza mental. Defini o lugar de cada um. Parei de criar expectativas em relação às pessoas. Lutei muito comigo mesmo no passado em relação a isto, mas agora sinto-me totalmente em paz.  

 

Fiz uma limpeza à casa também. Ao meu quarto mais propriamente. Todas as gavetas foram despejadas directamente para o contentor do lixo. As caixas de papelão fechadas foram abertas e tiveram o mesmo fim. Escolhi peças de roupa para doar. Mudei o ambiente do meu cantinho de leitura e escrita. Destralhei. Cada coisa no seu devido lugar. Depois fui ao armário dos sapatos e fiz igual. Sacos cheios para doar. O meu armário cápsula ficou um bocado maior do que o inicial,mas super completo e versátil. É na verdade um armário para mais meses. Estou encantada com o resultado. Não quero mais roupa, nem calçado nesta casa até à próxima estação. Limpei tudo, disse adeus a peças que só guardava devido ao seu valor afectivo. Não doeu nada. Oh liberdade! Ainda tenho mais para fazer destralhar, mas não havia tempo para tudo. Um dia e um passo de cada vez. 

 

Comecei a ler o livro 'Menos é Mais', da Francine Jay. Foi um presente muito querido. Estava cheia de vontade de ler e entender melhor todo o conceito do minimalismo. Falarei mais sobre o livro quando terminar. Estou a gostar bastante! Por falar em livros, li bastante durante o dia de ontem. Vi o documentário e séries. Foi tão produtivo.

 

Estive com a minha família, foi um domingo cheio e pleno. Sem o stress que a internet deposita em mim. Sempre tão exigente de tempo e atenção. Sempre tão preocupada com a vida dos outros. Sempre tão ligada ao número de likes e seguidores. Sempre tão desesperada por respostas rápidas.

 

No próximo domingo volto a repetir. Fora de casa, de preferência. Experimentem, sobretudo quando pensarem que não têm tempo para isto ou aquilo. 

Planos para o fim de semana

'One Day, Stop Net'

- Ver o documentário 'Minimalism'

- Ver dois episódios da série Twin Peaks

- Organizar o armário cápsula e tirar as fotos das peças escolhidas

- Terminar de ler um livro

- Começar ou preparar o 'Morning Pages'

- Começar a ler um livro sobre minimalismo

- Organizar a semana seguinte

 

São algumas das tarefas que pretendo fazer este fim de semana. 

Minimalismo | Como tudo começou

 

Tenho tanto para partilhar convosco. Nestas últimas semanas tenho dedicado a minha atenção ao estudo. Sou uma auto didacta e gosto de aprender. A minha curiosidade pelas mais diversas áreas faz-me estudar. Gosto de alargar os meus horizontes. Seja através de livros, filmes, documentários, internet... No futuro através de viagens. Devido à minha sede pelo conhecimento, rodeio-me sempre (quase sempre, vá) de pessoas com interesses diversos para aprender com elas. Absorvo tudo e escolho o que mais se identifica comigo. Não saio por aí a converter-me a todas as religiões. Sem extremismos, please. 

 

Há ano e pouco descobri o minimalismo. Não tinha um nome. Só percebi mais tarde que a minha atitude de estar sem consumir por um ano era chamado de minimalismo. Comecei a procurar tudo sobre o assunto e senti-me perto de algo com que me identificava. Estar sem consumir mudou a minha vida. Mudou-me como pessoa. Senti necessidade de mudar porque a minha vida ficou diferente com a chegada dos meus filhos. Eu fiquei diferente. Eu comecei a ver o que realmente interessava. O brilho do consumismo não era para mim, eu já não era assim. Já não sou. Eu de facto acho um desperdício de dinheiro comprar roupa sem fim, encher os armários e não usar metade. Não me identifico de todo. Quando sinto que estou errada faço por mudar. De facto, enfrento os meus defeitos e tento.

 

O meu único problema em relação ao consumismo sempre foram os livros, mas também estou a fazer por mudar. Na verdade nunca vi isso como um problema grave porque leio bem mais do que aquilo que compro. Mas é. Outro problema é a necessidade de ter um telemóvel sofisticado, com uma boa câmara.  Sinto que preciso disso para trabalhar nas áreas que mais gosto. Será que preciso?

 

Por saber que era consumista de uma forma desequilibrada ponderei testar-me. Nada melhor para o auto conhecimento. Eu faço isso frequentemente e descubro sempre várias coisas sobre mim. Aliás, eu gosto de sair da zona de conforto para ver mais além. Leio livros fora da minha zona de conforto, vejo filmes que nunca estiveram na minha lista. Juro, não há nada melhor do que enfrentar o desconhecido. Nunca me ouvirão dizer, "não consigo" sem tentar. E rodeada de todos estes factores, pus mãos à obra numa altura mais fácil. Foi durante a gravidez da minha segunda filha que decidi ficar um ano sem comprar roupa, calçado e acessórios. 

 

Mais fácil porque estaria muito tempo em casa a cuidar dela e não precisava de roupa nova para enfrentar encontros sociais ou outro tipo de eventos. Mas enganei-me, não foi a altura mais fácil. Foi o ano mais movimentado de sempre. Fiz inúmeras coisas, saí imenso e conheci muito. Mas continuava a não precisar de roupa. Interessante não é? Tive ajuda de uma amiga minha que me ofereceu várias peças. Deu para fazer uma revisão ao guarda-roupa no inicio do projecto. No entanto, fiz uma valente selecção e escolhi apenas peças importantes. 

 

Como não fiquei satisfeita, aderi recentemente ao armário cápsula. Já fiz a selecção das peças ( no entanto, preciso de diminuir). Para tornar o compromisso mais sério, resolvi revelar-vos quais foram as peças e fazer um update no final do primeiro mês. O que acham?

 

Estar um ano sem comprar roupas foi o pontapé de partida para a grande mudança.  O que mudou de facto? Vou contar tudo brevemente. Como vos disse, estou cheia de ideias para escrever no blog. Eu não quero seguir um estilo de vida minimalista porque o minimalismo está (ou não) na moda. Eu quero realmente deixar entrar o minimalismo na minha vida, ainda tenho um grande caminho pela frente. Este blog foi o lugar que arranjei para registar todo o meu processo e dividir com outras pessoas a minha caminhada.