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Querem lá Ver

Um ano sem comprar roupa transformou-me

Querem lá Ver

Um ano sem comprar roupa transformou-me

Janeiro: os objectivos foram cumpridos?

por Cláudia Oliveira, em 31.01.17

 

Objectivos propostos

Atingi todos os meus objectivos. Devia ter ido mais vezes ao ginásio, mas foi melhor do que o mês de Dezembro. 

 

Profissional

Recebi uma proposta interessante e vou abraçar um novo projecto. Fui aumentada e fiquei muito feliz. Podia ter sido mais organizada no escritório. É um dos meus objectivos para Fevereiro. No entanto, consegui implementar um novo método de trabalho e estou satisfeita. Também encontrei o meu lugar após muito tempo à procura de um enquadramento. Foram muitas mudanças e eu não estava pronta até entender vários pontos e olhar para eles de forma positiva. Encontro neste momento pontos positivos na mudança do escritório (disposição de mesas, etc). Aliás, hoje agradeço as mudanças realizadas. Existem alguns pontos a trabalhar, mas estou no bom caminho. Estou mega entusiasmada com os meus novos planos!

 

Pessoal

Passei tempo apenas com pessoas de quem gosto. Só frequentou a minha casa pessoas que quero levar para a vida. Acho que o ponto alto do meu mês foi na semana menos feliz. Como explicar? Numa altura péssima descobri quem estava realmente preocupado e queria ajudar. Acho que aconteceu no dia dos meus anos o click que eu precisava para deixar ir o que não estava mais. Os laços foram cortados e eu nunca mais pensei no assunto. Engraçado como consegui passar a ver o lado positivo de tudo e ainda deixei de sentir mágoa. Também fiz questão de dar novas oportunidades. Sério. Deixei chegar a mim pessoas que no passado não teria dado oportunidade. Sinto-me muito feliz com essa decisão. Deixar velhas brigas para trás e fazer as pazes comigo mesma. 

 

Financeiro

Consegui juntar dinheiro, sobrou e não comprei nada de forma irracional. Fui passear a Lisboa várias vezes, fui ver um musical ao cinema com uma grande amiga, mimei-me e diverti-me. Ainda consegui comprar um bilhete para um evento que quero ir em Fevereiro. Um evento por mês nem sabe o bem que lhe fazia. Consegui tarifários melhores para net+casa, acabei com a netflix e vendi o meu iPhone. Comprei um telemóvel mais barato e estou muito satisfeita com ele. Até sobrou dinheiro nessa compra, estou à espera de um gadget que andava de olho há muito tempo. Não comprei livros! Fui à biblioteca e requisitei quatro. Para continuar. Não estou a sofrer com isso, estou feliz!

 

Bem estar

Destralhei várias partes da casa. Ainda há muito trabalho pela frente mas estou satisfeita com o meu caminho. Fui ao ginásio e consigo correr durante mais tempo. Fiz análises pela medicina do trabalho e os valores estão otimos. Não como carne nem peixe e estou a optar por uma alimentação vegan. Ando a trabalhar em ementas semanais. Ainda não consegui implementar isso na minha vida de forma consistente, mas estou a trabalhar para isso. Neste sector preciso de alterar mais coisas, pretendo focar-me nisso em Fevereiro. 

 

Conclusão

Um mês positivo, com novas oportunidades e decisões.

Planos para o fim de semana

por Cláudia Oliveira, em 27.01.17

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- Fazer brownie saudável com três ingredientes

- Preparar a ementa semanal

- Preparar a semana especial "organização e planeamento" no blog 

- Ver um filme nomeado ao Oscar

- Ver dois episódios de "Twin Peaks"

- "One Day, Stop Net"

- Almoço com familiares

- Fazer pizza caseira com os miúdos

 

 

As pessoas poupadas são menos felizes?

por Cláudia Oliveira, em 25.01.17

 

 

 

Passeios com o marido e filhos. Visitas à avó e uma visita à terra que me viu nascer. Pão quentinho a sair do forno. Jogar à bola, dançar em frente ao espelho. Bebidas quentes com os pés debaixo das mantas. Abraços e olhares cúmplices. Um caderno novo pronto para escrever. Uma camisola de lã para usar na semana seguinte. O cheiro a roupa lavada pela manhã. Mais um dia sem internet, até me esqueci do telemóvel em casa. Avançar as leituras, avançar nas series. Um croassaint fora de casa, bolachas de cacau na minha cozinha pelas mãos dos miúdos que adoram agarrar na massa. O sorriso deles quando as bolachas sairam do forno. Os amigos no meu sofá. Um copo de vinho enquanto os legumes estão no forno. A lista de compras riscada pelo filho mais velho que ajudou a colocar as compras no cesto. Uma boca suja de chocolate com o cheio de café no ar. O sofá da avó, um convite para almoçar. Não vivo menos sem internet, nem pelo facto de ser poupada. Vivo de outra forma. 

Só boas energias em 2017

por Cláudia Oliveira, em 24.01.17

 

 

Às vezes as pessoas arranjam justificações para justificar algo que não compreendem. Seja a tua mudança em relação a ela, seja em relação ao mundo. Como não conseguem entender, mandam as culpas para cima de quem se afastou sem olhar para si mesmo ou entender que simplesmente o afastamento aconteceu porque na verdade não era amizade. Ou era e acabou.

Eu antes aguentava e ainda dava justificações para suportar certas pessoas, mas isso acabou. Às vezes, não há uma razão. É só a energia que quebra e não queremos recuperar. Eu sempre fui aquela pessoa que preferia ficar calada ao ser mal educada ou dizer algo para magoar. Eu podia dizer tanta coisa, mas fico a ouvir e concordo. E até isso confundem com falta de auto estima ou confiança.  Às vezes, não concordo, mas claro que nesse caso é porque "não aceito" ouvir as verdades. Tão conveniente. A verdade não pode ser confundida com arrogância ou mania da superioridade. E a única coisa que me faz afastar não é a arrogância (porque eu também tenho a minha dose), é estarem constantemente a falar mal dos outros. E eu pela frente vejo as minhas costas. E até consigo sentir as costas a arder.

Caminho o meu caminho, a minha estrada e quando olho para trás as vozes já não me dizem nada porque no fundo nunca levei muito a sério. Não temos todos de abanar a cabeça e dizer que sim, por mais jeito que dê aos outros. E eu acabei com isso em 2017. Quero boas energias. Quero longe quem cala a minha voz ou não dá importância a ela. Assim ficamos todos felizes! Não guardo mágoa de ninguém, nem estou chateada. O melhor disto tudo é que eu arrumei o que havia para arrumar. E nem estou a falar das tralhas. 

Quando afastamos as pessoas que não nos fazem bem estamos a dar espaço para entrar novas pessoas. Estamos a expandir a nossa energia para algo melhor. Não te sintas culpada. O que partiu, tinha de partir. E o que permance ao teu lado, de mão dada, sempre a olhar por ti, é para ficar e cuidar.

 

Cuidar quem está, arrumar quem foi.

Gratidão

por Cláudia Oliveira, em 23.01.17

Gratidão pela inspiração diária, pela vontade de mudar e inspirar a vida dos outros. Gratidão pela alegria que sinto no peito e desejo de continuar a crescer como pessoa. Gratidão pelos objectivos cumpridos. 

Planos para o fim de semana

por Cláudia Oliveira, em 20.01.17

 

- Visitar avó e sogro

- Ver dois episódios de "Twin Peaks"

- Fazer pão de banana

"One Day, Stop Net"

- Organizar semana seguinte

- Destralhar casa de banho

- Ir ao cinema

- Fazer ementa semanal

 

Um ano sem comprar | o que mudou

por Cláudia Oliveira, em 19.01.17

 

Estive um ano sem comprar roupa e acessórios. O que mudou realmente?

 

- Acabou o meu lado consumista

Era extremamente consumista. Comprei muita roupa e sapatos. Todos os meses "precisava de alguma coisinha". Havia o dia de ir às compras e tudo. Calhava logo na primeira semana do mês. Entrava em várias lojas, experimentava muita coisa, vinha para casa cheia de sacos. Um ano sem compras, sem entrar em lojas, acabou FELIZMENTE com tudo. Eu não sinto mais necessidade de comprar. Não tenho a sensação que preciso de algo. Não sinto vontade de ir aos centros comerciais ou entrar em lojas. Um sossego para a carteira. 

 

- Deixei de sentir necessidade de preencher um vazio

Havia uma altura do mês que eu sentia necessidade de ir gastar dinheiro para compensar a falta de alguma coisa. Acabei por descobrir que não sentia falta de nada, só da "felicidade" temporária que as compras me proporcionavam. Enchia os armários com peças que mais tarde não me faziam assim tanta falta. Ou comprava sapatos que só usava uma ou duas vezes por mês. Trabalhar este lado foi mais fácil do que estava à espera. A sensação de vazio acabou, foi preenchido com coisas reais. Jantares em casa, passeios com amigos, idas ao cinema com mais frequência. São alguns dos exemplos. Poupar acabou por trazer um equilibro maior ao meu lado emocional.

 

- Acabaram as brigas com o multibanco

Eu sempre dificuldades em gerir a minha relação com o multibanco. É uma coisa com muitos anos que tenho vindo a melhorar. Era horrível para mim ir levantar dinheiro e ver os movimentos bancários. Sério. Ficava numa aflição. Sempre a contar dinheiro, a fazer cálculos de cabeça. Uma preocupação constante. Com a diminuição dos meus gastos consequentemente as brigas comigo mesma acabaram. O multibanco deixou de ter tanto foco na minha vida e isso tirou um grande peso dos meus ombros.

 

- Encontrei novas formas de ganhar mais dinheiro

Enquanto estava preocupada em gastar não percebi que podia ganhar. Depois de parar de gastar foquei-me em ganhar. No ano passado apostei na abertura de uma loja online e consegui ganhar dinheiro. Também arranjei outros empregos a part-time (ex: passar a ferro, limpezas, cozinhar). Foi como uma espécie de bola de neve. 

 

- Afinal tenho muita roupa para vestir

Num ano muitas peças não foram usadas. Nunca tive a tão comum sensação "não tenho nada para vestir". Dei uso e mais valor à minha roupa. Ganhei um afecto maior com as minhas coisas. Não as considero tão descartáveis como antes. 

 

- Encontrei o meu verdadeiro calcanhar de Aquiles

O problema seria a roupa e os sapatos? A verdade é que o dinheiro que eu não gastava no calçado e na roupa ia, na sua maioria, para os livros. Durante o ano passado percebi que isso teria de mudar muito. E sem desculpas. 

 

Foi um ano excelente de aprendizagem. Valeu muito a pena fazer o projecto "Um ano sem compras". E espero verdadeiramente continuar este ano. Desta vez vou incluir o consumo dos livros de forma mais coerente. 

Escolher uma palavra para 2017

por Cláudia Oliveira, em 18.01.17

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Em Dezembro pensei muito no que pretendia realizar em 2017. Gosto de fazer um balanço e predefinir os meus objectivos a curto/médio prazo. Sabia o que tinha feito em 2016 e estava focada em mudar certos pontos. Quero melhorar alguns pontos a nível pessoal e profissional. O desenvolvimento pessoal é muito importante para mim. Existem pontos que ainda estou a trabalhar. Vejo-me como uma torre em constante construção. Ao longo da vida tenho desconstruindo verdades absolutas e isso faz-me crescer. Não tenho duas palas e procuro sempre questionar-me e encontrar respostas. 

 

Um exemplo: Desde pequena que oiço falar nas vantagens do leite para um crescimento saudável. Com conhecimento através da minha experiência pessoal, documentários e livros descobri que o leite não me fazia bem. Pelo contrário. Referi o leite, mas podia ser outra coisa qualquer. É apenas um exemplo para conseguir explicar-vos melhor a minha forma de ver a vida. Saio da zona de conforto e procuro respostas. 

 

No final de 2016 estava confusa em relação ao queria para 2017. Tive de afastar-me do "barulho" para encontrar as minhas respostas sem influência de ninguém. Sem criticas ou sugestões. É importante olhar para dentro de mim e saber o que quero realmente. Tinha começado a dizer "não" a algumas situações e a cortar com outras. Mas é sempre nos últimos dias que percebo através de um balanço mental o que quero ou não quero. Desta forma nasceu o grupo Poupança ( que muito tem servido de ferramenta para partilha e inspiração), os meus objectivos e a vontade de os partilhar com todos. Este blog existe desde novembro de 2015. O bichinho da partilha estava cá. 

 

Sempre fui organizada, mas pouco poupada. Podia poupar imenso em muitas coisas, mas acabava por gastar imenso em outras. Em livros principalmente. E foi assim que começou esta saga que tem apenas 18 dias. Não mudei a minha vida de um dia para o outro. Foi uma mudança gradual. O mental primeiro. As ideias amadureceram ao longo de um ano. E tive a sorte de encontrar pessoas com as quais me identifiquei ao longo da caminhada que me ajudaram com o empurrão final. 

 

Resumindo, queria encontrar a palavra certa para definir o meu ano. No meu primeiro vídeo do ano escolhi "Poupança" e foi muito bem recebida. Parece que mais pessoas estão no mesmo barco que eu. Parece que mais pessoas querem alterar algumas coisas. Acabei por falar em algo que mais pessoas também queriam partilhar. No grupo muitas pessoas agradeceram a existência do mesmo. Eu tinha um objectivo, agora tenho um plano. Essa foi a grande mudança. 

 

Tive um longo caminho até chegar aqui. O maior processo de transformação deu-se o ano passado. Quero qualidade de vida. E estou a fazer por isso. 

 

Qual a tua palavra para 2017? Já pensaste sobre isso?

Quando a tua ideia inspira os outros

por Cláudia Oliveira, em 17.01.17

One Day, Stop Net, a minha irmã conta como correu o seu dia sem internet. Orgulho. 

A criar um bom hábito

por Cláudia Oliveira, em 17.01.17

 

No fim de semana fiz mais um "One Day, Stop Net". Acordei cedo, fui às compras. Quando cheguei fiz um bolo maravilhoso de maçã. Aproveitei e fiz logo várias receitas para a semana seguinte. Cogumelos salteados com espinafres, quinoa com feijão preto e batata doce, molho pesto, sopa de legumes. Para o resto do pessoal bacalhau no forno e batatas. Foi uma manhã muito produtiva. Terminei a primeira temporada de "Narcos" e vi mais episódios da série "The Crown". Fiz uma grande limpeza ao quarto dos miúdos. Mais uma quantidade de sacos para o lixo com tralha. Ficou com mais espaço e tudo. Retirei um móvel do meu quarto para aumentar o espaço no meu quarto também. Escrevi, brinquei com eles, comecei a fazer lettering. Li bastante. No final do dia fui visitar a mãe e a mana. Descansei a cabeça, meti muitas coisas em dia e esqueci-me completamente do telemóvel. Para fazer todos os fins de semana! A mana também fez esteve um dia sem internet e adorou! Fez-lhe muito bem ficar off durante um dia, segundo ela. 

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