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Querem lá Ver

Um ano sem comprar roupa transformou-me

Querem lá Ver

Um ano sem comprar roupa transformou-me

Março: dor ou libertação?

por Cláudia Oliveira, em 28.03.17

 

 

Objectivos propostos

Não concretizei todos os objectivos devido a diversos obstáculos e problemas de saúde.

 

Profissional

Entro, faço o meu trabalho e não quero fazer amizades com ninguém. É mais difícil quando não dormi bem. Não falo da minha vida pessoal e as coisas correm bem melhor assim. Sinto-me grata por ter um emprego. 

 

Pessoal

Precisei de abdicar e adiar para o ano seguinte alguns sonhos. Deixou-me triste no inicio, mas tenho um enorme poder de encaixe e tudo ficou bem. Também senti ao longo deste mês uma sensação de "renascer". Paixões antigas voltaram a bater à porta. Senti-me mais próxima da natureza e da minha família. Ouvir a respiração deles acabou por tornar-se uma canção de embalar e todas as gargalhadas uma força extra para continuar. Decidi captar muitos momentos através do meu olhar. Alterei pequenos hábitos como colocar flores dentro de um jarro. Fui buscar a máquina de escrever antiga e conectei-me a mim mesma. Ouvi música nostálgica e bela. Não perdi tempo com quem despedaçou o meu coração, não procurei cura e encontrei paz. Dizer "não" é tão libertador. Dizer "basta" é tão bom. Abrimos portas para novas energias entrarem. Li este mês os melhores livros deste ano. Chorei com eles, gosto de chorar com os livros. Comi pipocas a quatro em casa e foi divertido. Recebi flores. Fiz a retrospectiva do meu progresso no blog e canal e sinto-me satisfeita. Vou fazer VEDA, ganhei coragem. Vi quem me apoia de verdade. Tudo se vê nos comentários. Vesti o armário de cor, camisas com girafas e tons neutros. Também já comprei a mochila obrigatória num tom rosa metálico. Quebrei silêncios. Vi o filme mais esperado do ano ("A Bela e o Monstro"). Conversei, conversei tanto sem filtros. Falei com quem nunca pensei falar. Recebi emails tão simpáticos, tão gentis. Tive espaço para o amor e para as gargalhadas. As noites em branco estiveram quase a fazer-me esquecer o lado bom do mês.

 

Financeiro

Apareceram despesas extras. Apesar de ter conseguido colocar o dinheiro do desafio 52 semanas, tive de mexer no dinheiro que ia sobrar para ouras coisas. E no final deste mês tive de voltar a mexer no dinheiro que sobrava para as minhas despesas mais supérfluas. Ou seja, o dinheiro que poupei em outras coisas acabou por ter um destino diferente. Para piorar foi o mês da revisão ao carro e selo. Comprei três livros (3 euros e pouco cada), e já os li. Só compro para ler de imediato. Caso contrário continuo focada. 

 

Bem estar

Março foi um mês longo. Complicado, cheio de contratempos. Fui mais vezes ao hospital este mês do que propriamente o ano passado. Fiz fisioterapia, fui à osteopata. Imaginam o dinheiro que eu gastei? E em medicamentos? Desnecessariamente! Podia ter ido ao osteopata e tinha resolvido tudo de uma só vez. Mas não, mandam para aqui e acolá e uma pessoa nunca sabe o que fazer. Os serviços de saúde pública são péssimos, estive imensas horas à espera para não fazerem nada. Por motivos óbvios parei de ir ao ginásio e foquei-me um pouco mais na meditação e na escrita. Senti saudades, notei o peso da falta de exercício ( falta de energia). Não vejo a hora de voltar. Também aproveitei o bom tempo para fazer piqueniques em família. Fui ao cinema com amigas. Provei sabores novos, chás novos espectaculares. Continuo a beber muita água. Dormi muito pouco e isso afectou o meu rendimento durante o dia. No entanto, li imenso, vi boas séries e passei bons serões. Não comi saudável todas as vezes que queria. Até tive vários deslizes. Algo para emendar com o regresso ao ginásio. Esta semana não vai terminar sem uma grande despedida. 

 

Conclusão

Um mês cansativo, noticias inesperadas e pouca energia. Ficou marcado pelas palavras. Foi alegre com os primeiros dias de sol enquanto os meus filhos brincavam no jardim.

Escuta

por Cláudia Oliveira, em 24.03.17

 

Esta semana tomei conhecimento de algumas situações graves relacionadas com um elemento familiar. Com os meus questionamentos, cara na cara (deixem as redes sociais), consegui mudar um bocadinho o seu pensamento. A sua primeira atitude foi mudar o que estava mal, cortar pela raiz. Pode ajudar, mas não funciona, as grandes mudanças não começam durante um almoço. São necessários vários dias e primeiramente uma mudança interior. Tem de existir aquele "click". E um pano encharcado de realidade. Eu fui a pessoa que esfregou o pano na sua cara. Sem gritos. Sem palmadinhas nas costas. Sem arrogância. Acho que o meu olhar mostrava tanta desilusão que era inevitável não existir uma tentativa.

 

Infelizmente, a maioria não quer ouvir a verdade. Verdade? Mas quando sabemos de algo não podemos cruzar os braços e ignorar a situação. Principalmente se gostas da pessoa e tens consciência. Eu não consigo. Eu preciso de fazer alguma coisa. Mas também sei o meu limite. Sei que não sou eu que vou mexer aquelas pernas. Sei que sou apenas um empurrão, a orientação. Se fosse eu, no lugar daquela pessoa, começava com mudanças relacionadas com a saúde. Venha quem vier, mas o exercício (seja ele qual for) é o trampolim. Quando não faço exercício (estou há cerca de vinte e cinco dias) noto logo uma quebra no meu ritmo e boa disposição. Obviamente que tento combater isso, nas não é a mesma coisa. Estás triste? Caminha. Respira ar puro. 

 

Pequenos objectivos traz grandes mudanças. Ninguém faz nada sozinho. Não somos caixas de correio à espera de uma noticia. Somos uma comunidade, temos familia, amigos e conhecidos. Precisamos de escrever uma carta para receber outra. Ou então, basta aparecer. Como foi o caso desta pessoa que me procurou. Atenta, entendi que havia ali algo. E em vez de me focar na minha alegria ou problemas, escutei. Não ouvi, escutei. Questionei. E depois do almoço falei com mais pessoas para sensibilizar e aproximar quem lhe quer bem. 

 

Escutar é tão simples. Existem tantas pessoas sozinhas, com medo de falar, com medo de julgamentos. Um gesto, muitos gestos, uma presença, muitas presenças, podem ajudar quem não consegue encontrar ajuda em ninguém. 

Planos para o fim de semana

por Cláudia Oliveira, em 24.03.17

- Ler muito

- Descansar

- Fazer uma caminhada (em família, se não chover)  para começar a aquecer o que vem aí

- Ver um filme e um episódio de "Big Little Lies"

- Provar um chá novo

- Gravar um vídeo especial

- Fazer o pão do costume

- Comprar chia e frutos secos

Incentiva alguém

por Cláudia Oliveira, em 22.03.17

 

Quando alguém começa uma dieta, uma pequena mudança, começa a ouvir várias frases. É tiro e queda: "não precisas", "deixar de comer, para quê?", "uma sopa?credo", "tens de comer um bocado de tudo", "uma chocolatinho não faz mal". Normalmente isso vem de pessoas sem iniciativa, algumas até precisam de emagrecer mas dizem "estou bem assim, adoro o meu corpo". Até podem adorar o seu corpo, até podem ser muito felizes com o seu corpo, mas a saúde vem sempre em primeiro lugar. E ninguém é saudável a longo prazo com uma alimentação pouco cuidada.  Hoje uma colega minha vinha toda entusiasmada com um novo plano alimentar, a primeira coisa que ouviu de outro colega foi: "eu não conseguia só comer isso, deixar de comer não é solução". Gente! Não é deixar de comer, é comer com moderação, deixar os maus hábitos, escolher fruta e legumes. Se tu não consegues, deixa os outros tentarem. Aliás, deixem os outros comerem aquilo que querem. Eu fui a única que a incentivou: expliquei-lhe que as dietas têm um problema porque são a curto prazo, que a ideia é ela transformar a dieta em hábitos saudáveis a longo prazo. Comer muitos legumes e fruta não é um problema. E os legumes não são caros como ela pensa que são. Depois mostrei um livro de uma nutricionista que anda sempre comigo para ela ter algumas ideias. E o melhor conselho de todos: bebe muita água. Às vezes pensamos que temos fome, mas é apenas sede. Não é mais fácil ter alguém a incentivar e mostrar novas ideias em vez de oferecer palavras desmotivadoras? As palavras são uma arma muito poderosa

Gratidão

por Cláudia Oliveira, em 21.03.17

 

Gratidão pelas mais de duas mil visualizações no dia de ontem. Uma alegria imensa. Sinto que encontrei a minha tribo. Falar a meSma língua, ser recebida com optimisto e ainda inspirar os outros deixa-me MUITO feliz. 

Como estou a lidar com o armário cápsula?

por Cláudia Oliveira, em 20.03.17

 

Resulta perfeitamente. Dou-me bem com pouca roupa. Não gosto de perder tempo a pensar no que vou vestir. Muito menos a lavar, passar e arrumar. Posto isto, tem sido uma experiência extremamente positiva. tenho usado e abusado de algumas peças. Tenho conseguido fazer vários looks diferentes com peças idênticas. Não tem sido um problema. Continuo sem vontade de comprar roupa. Já lá vai um ano e meio. Começo a perceber as peças que preciso mesmo. E mais dia menos dia vou ter de ir às compras. Só em época de promoções ou saldos. Nunca antes ou depois. E claro, peças com mais qualidades e com maior índice de durabilidade. Estou a dar uma oportunidade às calças de ganga.

 

Com a chegada da Primavera senti necessidade de ir buscar outras peças e refazer o armário cápsula. Foi uma tarefa super simples. Nada de dores de cabeça na hora de escolher e seleccionar as peças para a nova estação. Adoro a Primavera. Basicamente as tshirts de tons neutros, gangas e muito preto. Eu sou dessas, uso preto o ano inteiro. 

 

Preciso de uma mochila por motivos de "não aguento de dores no ombro direito" e uns ténis novos por motivos de "se queres correr que seja com estilo e conforto". De resto, tudo nos conformes. 

Até já lã quente e adorável

por Cláudia Oliveira, em 20.03.17

 

Ontem despedi-me das camisolas de lã. Fiz uma limpeza geral ao guarda roupa e reencontrei roupa esquecida dentro de caixas. A maioria foi para lavar. Lá enchei outro saco para doar. Também enchi um saco para fazer bainhas. Cinco ou seis peças que nunca usei. Não aguento, vejo meia dúzia raios de sol e corro para trocar tudo. Só faltam os lençóis da cama, hoje não dormi nada com tanto calor. Adoro quando está tudo no devido lugar. Com as flores frescas dentro do jarro e os livros arrumados à espera para serem lidos. Estendo-me na cama, olho em volto e sinto-me bem. No meu canto cor de rosa.

Rotina matinal

por Cláudia Oliveira, em 20.03.17

Acordo, faço alongamentos, meditação e estou ansiosa para começar a fazer Yoga. Hoje não deu, nem sempre dá. Miúdos pequenos apesar de não serem impedimento acabam por impedir algumas coisas. Eu venho trabalhar sem a rotina matinal. Ignoro o espaço e fico em silêncio durante o máximo possível. Só quero que não me chateiem. Só quero que chegue a hora de saída para ir feliz e contente para a minha happy life longe desta carga pesada. Hoje vou ao cinema com a best friend, para mim chega. Quando tenho a sorte de fazer aquilo que mais gosto antes de vir trabalhar, os dias aqui dentro são iguais, mas dentro de mim são muito melhores.  É ignorar, fazer o meu trabalho e fazer o que mais gosto depois das cinco. E tentar não olhar para as horas. 

Precisamos de tolerância

por Cláudia Oliveira, em 17.03.17

Quando engravidamos temos de ir a consultas. Começamos a faltar. Se a gravidez estiver a correr bem, óptimo. Se estiver a correr menos bem, falta a força. Depois temos de ir para a casa cuidar do bebé, às vezes esquecemos de cuidar de nós. Tentamos não esquecer, mas dias não são dias. Muito tempo depois temos de regressar ao emprego. Mais uma volta da vida, recomeço atrás de recomeço. Adaptação. O ambiente não é o mesmo. Temos de faltar quando o bebé está doente. Temos reuniões. Temos vacinas. E às vezes não temos ajudas. Eu não tenho ajudas. Sou eu e o meu marido. E pronto. Chega. Segundo filho, tudo outra vez. Mas agora as faltas acontecem com maior frequência. E quando faltamos sentimos culpa. Muita culpa por não termos a mesma produtividade. Andarmos cansadas. E quando regressamos tudo está pior. Não estás enquadrada, não fazes parte da equipa. Afinal tudo funcionou sem ti. Afinal meteram-te num cantinho como se estivesses de castigo. E começas a reparar nas perguntas, nas chamadas de atenção. Prometes dar o teu melhor, mas nunca chega porque tens de faltar. Mais uma otite. E quem é que foi a tua casa visitar o bebé? Ninguém. E quem pergunta se estás melhor? Quase ninguém. Alguns perguntam, alguns só querem saber porque estás a faltar. Tentas procurar novas oportunidades e notas uma pitada de inveja, de perguntas cheias de amargura. Porque também querem, mas não conseguem. Depois deixas de reconhecer quem achavas conhecer. Não foram as pessoas que mudaram, foste tu. Foste tu que começaste a entender e a ver o que não vias. E ninguém entende, ninguém quer entender. A tolerância não existe. É difícil para as pessoas desejarem as melhoras ou perguntar se estás melhor. Não há tolerância. As pessoas acham que faltamos porque queremos, os nossos filhos adoecem porque queremos. É, faz falta tolerância. E quando as pessoas acham que não estão a fazer nada de mal em tratar os outros desta forma, é duplamente triste. 

Planos para o fim de semana

por Cláudia Oliveira, em 17.03.17

- Piquenique com os miúdos

- Fazer pão

- Ver um filme

- Começar uma série nova

- Fazer bolo

- Ler

- Arrumar

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